Incrível
NovoPopular
Inspiração
Criatividade
Admiração

15+ Loucuras que as mulheres fizeram pela beleza no passado (e ainda fazem nos dias de hoje)

Você já imaginou usar fezes de rouxinóis para ganhar uma pele hidratada e livre de manchas? Usar um batom com besouros e formigas esmagados? Raspar os cabelos na altura da testa para perecer mais nobre ou inteligente?

Essas e outras práticas já foram comuns entre as mulheres durante séculos de história. E algumas prevalecem até hoje, embora muita gente nem se dê conta. Alguns hábitos, porém, foram felizmente deixados no passado, como amarrar os pés de uma garota desde a infância para que eles continuassem pequenos, o que era comum na China antiga.

O Incrível.club reuniu histórias de sacrifícios e maluquices a que as mulheres se submeteram desde o Egito de Cleópatra até os dias de hoje. Vale tudo para ficar bela e ser considerada elegante? Tire suas próprias conclusões!

1. Cosméticos vermelhos feitos de besouros e outros bichos eram comuns na antiguidade (e os insetos ainda podem estar no batom que você usa hoje)

Para garantir a boca vermelha, as mulheres do Egito Antigo usavam besouros e formigas macerados e os passavam nos lábios. Essa era a receita de Cleópatra (na foto acima, interpretada por Elizabeth Taylor no cinema). Um mistura da alga focus-algin, iodo e cromo também era usada para manufaturar pinturas labiais, o que poderia ser fatal a quem os usasse ou beijasse quem estivesse usando.

Mas não pense que a prática de empregar insetos para a fabricação de produtos de beleza foi deixada para trás. Até hoje um bichinho que vive nos cactos do México e do sul dos Estados Unidos, o Dactylopius coccus, é usado nas indústrias de cosméticos, de alimentos e de bebidas para obter a cor vermelha intensa. É quase certeza de que você já usou, bebeu ou comeu a tinta extraída desse inseto.

2. Dentes pintados de preto eram sinal de beleza, respeito, maturidade e lealdade no Japão

Acredita-se que o hábito de pintar os dentes de preto tenha surgido no século VIII no Japão. Ao longo da história, a prática chamada de ohaguro teve diversos significados, como indicar que uma mulher havia atingido a maioridade, mostrar que era casada, simbolizar a lealdade e prevenir cáries. Alguns historiadores dizem que a pintura era uma maneira de fazer com que as mulheres casadas se tornassem pouco atraentes, embora alguns estudiosos discordem desta teoria.

A tinta, chamada kanemizu, era preparada com limalha de ferro diluída no vinagre, com adição noz-de-galha ou pó de chá. No final do século XIX, o governo japonês proibiu o ohaguro e hoje ele é só empregado em peças teatrais, filmes e em alguns eventos tradicionais. A prática, porém, ainda permanece em alguns grupos isolados da Ásia e da Oceania.

3. Amarrar os pés para que eles ficassem pequenos era padrão de feminilidade na China do passado

Quebrar os dedos e amarrar firmemente os pés de uma criança com bandagens, para que eles não crescessem, foi um hábito comum na China entre o século X e o início do XX. Ter pés pequenos era considerado atraente e, por isso, as mulheres eram submetidas a esse sacrifício ainda quando eram meninas, antes de atingirem a puberdade.

A prática causava deformidades e outros danos à saúde feminina, além de dificuldade de equilíbrio, tombos e lesões. Mas também era sinal de status social, pois os pés pequenos (ou de lótus) indicavam que elas não precisavam trabalhar, porque suas famílias tinham boa condição financeira. Com o tempo, a prática foi estendida a mulheres de origem mais humilde.

Alguns historiadores acreditam que a tradição possa ser ainda mais antiga. Um conto chinês datado do século IX conta a história de uma garota que perdeu seu sapato e o rei soube identificá-la pelo tamanho diminuto dos seus pés. Qualquer semelhança com a lenda de Cinderela não será mera coincidência.

4. Mulheres japonesas descobriram as fezes de rouxinol para deixar a pele bonita (e o produto existe até hoje!)

Uma mistura de farelo de arroz e fezes de uma espécie de rouxinol (chamada no Japão de uguisu) é usada por mulheres desde o século XVII para clarear a pele. O hábito foi tomado emprestado dos coreanos, que usavam os excrementos das aves para remover as manchas de seus quimonos. Gueixas e atores do teatro kabuki adotaram o material, chamado uguiso no fun, para limpar a pele depois de remover sua espessa maquiagem branca.

Se você acha a história um pouco maluca, é bom saber que ela faz sentido. As fezes das aves contêm ureia, um poderoso hidratante, presente também na urina e no suor humanos e usado largamente na indústria de produtos de beleza.

O hábito de usar o uguiso no fun persiste na cosmética e os fabricantes modernos garantem que as fezes são esterilizadas e 100% livres de microrganismos. Segundo a imprensa de celebridades, Tom Cruise e Victoria Beckham são adeptos dos excrementos de rouxinol para tratar da beleza.

5. Dentes maltratados foram sinal de status durante o reinado de Elizabeth I, no século XVI (maquiagem branca à base de chumbo e testas raspadas também)

A rainha Elizabeth I governou a Inglaterra durante a segunda metade do século XVI e foi uma grande lançadora de modas — nenhuma considerada muito atraente ou saudável no mundo de hoje. Para começar, seus dentes eram maltratados e cariados, por causa de sua paixão por doces.

O açúcar de cana era uma novidade na Europa, trazida do Norte da África e, na época, uma mercadoria muito cara. Ter dentes escuros, portanto, era sinal de status, e algumas mulheres enegreciam seu sorriso para fazer parecer que pertenciam às altas classes.

Ter a pele bronzeada, na época da rainha, indicava que a pessoa era da classe trabalhadora. Por isso, a maquiagem muito branca diferenciava os ricos e nobres. A opção de Elizabeth pela face branca também tinha outra razão: ela foi infectada com o vírus da varíola, doença que deixou seu rosto marcado por cicatrizes.

A maquiagem da época não seria nada recomendável nos dias de hoje, uma vez que era preparada com uma base de chumbo, que pode causar problemas neurológicos e outros males. O look era completado com a raspagem de parte dos cabelos da testa, o que era considerado um sinal de poder e inteligência. A moda também foi copiada por vários súditos, homens e mulheres.

6. Nobres europeias renascentistas diferenciavam-se das outras usando saltos incrivelmente altos

Na Itália dos séculos XV e XVI, as mulheres de classes sociais mais altas faziam questão de marcar sua diferença usando sapatos altíssimos, chamados de chopines. Há outra explicação para a moda: as plataformas evitariam que os vestidos das nobres se arrastassem pelo chão imundo das cidades enquanto elas passeavam.

A tendência nasceu em Veneza e espalhou-se para outros países da Europa, como França e Espanha. Para poder andar com certa estabilidade, as damas que calçavam chopines saíam acompanhadas de dois servos, usando seus ombros como apoio.

7. Perucas monumentais, fixadas com banha de animais, eram elegantes no século XVIII (e os ratos as adoravam!)

Na corte francesa do século XVIII houve uma fase em que uma moça, para ser considerada elegante, devia usar perucas monumentais, decoradas com flores, joias, laços e até pássaros empalhados. O look acima, da princesa de Lamballe, amiga e confidente da rainha Maria Antonieta, é um bom retrato da tendência.

Essas perucas eram obras de exímios profissionais, que fixavam o arranjo falso sobre o cabelo verdadeiro com banha animal. Como as mulheres costumavam ficar algum tempo com as perucas sobre a cabeça, era comum que atraíssem ratos e outros bichos, sobretudo durante o sono. Vem daí a origem da expressão “seu cabelo parece um ninho de ratos”.

8. No século XIX, roupas e outros objetos eram tingidos com um pigmento que continha veneno em sua fórmula

Na Europa do século XIX, o termo “vítima da moda” podia ter sentido literal. Uma certa tonalidade de verde, apelidada de Paris Green ou Scheele’s green, tornou-se muito popular para tingir tecidos, laços, flores artificias, chapéus, papéis de parede e outros objetos. O produto era fabricado com arsênico, substância altamente tóxica. Antes do final do século, vários países proibiram seu uso na moda e em outras manufaturas.

9. A expressão “pele de porcelana” já teve sentido literal entre mulheres abastadas (que também imitavam o andar manco da rainha da Inglaterra)

Talvez você já tenha ouvido sua avó ou alguma outra mulher mais velha da família comentar que “fulana tem pele de louça”, em um claro elogio à beleza em questão. Houve um tempo, no final do século XIX e no começo do XX, que a expressão tinha sentido literal.

Acredita-se que a princesa Alexandra da Dinamarca (mais tarde rainha-consorte da Inglaterra) era adepta da técnica do enameling, que consistia em preparar a pele com uma pasta branca à base de zinco ou chumbo (um material tóxico) e depois pintá-la imitando faces rosadas, pequenas veias e outros detalhes que trouxessem “veracidade” à maquiagem. O resultado garantia um rosto sem rugas e a impressão de “pele de porcelana”, pela qual Alexandra ficou famosa.

O efeito podia durar bastante tempo, dependendo das técnicas empregadas, ou ser retocado periodicamente. Era também aplicado no colo e nos braços. Em salões especializados de Nova York, havia tabelas para enamelings que durassem de dois dias até seis meses. O preço deste último, em valores atualizados, seria hoje algo em torno de 6.700 dólares (mais de 35 mil reais).

Outra curiosidade sobre a rainha Alexandra: ela sofreu de febre reumática em 1867, o que a fez ficar manca pelo resto da vida. Nesse período, mulheres inglesas começaram a imitar seu jeito desequilibrado de andar, algumas até encomendando sapatos com alturas diferentes para dar mais “veracidade” a seu caminhar.

10. Os espartilhos do século XIX apertavam tanto que causavam deformidades ósseas e outros problemas de saúde

No sécuulo XIX e até o começo do XX, uma cintura fina — ou melhor, extremamente fina — era padrão de elegância. Os espartilhos eram tão apertados que os médicos da época já alertavam, em vários estudos, sobre os perigos de seu uso prolongado.

As mulheres que usavam corsets tinham a capacidade respiratória diminuída, as costelas e a caixa torácica deformada, os músculos das costas atrofiados e sofriam de problemas causados pela compressão dos órgãos do sistema digestivo. Como a moda não foi totalmente ultrapassada, e ainda há quem aposte nos espartilhos, os cuidados com seu uso continuam sendo apontados por profissionais de saúde.

11. O redutor de papada prometia devolver a juventude perdida em algumas horas (e promete até hoje)

Esse redutor de papada do século XIX, anunciado por um comerciante de Nova York, mais parece um instrumento de autotortura. Ele prometia eliminar o queixo duplo e devolver à mulher “o frescor da juventude”. Seria divertido imaginar que o aparelho é alguma das maluquices do passado, não fosse sua presença, em versões modernas, em vários sites de compras na internet (veja a foto abaixo).

Será que funciona? Pascale Day, colaboradora do site de beleza inglês So Feminine, testou o produto e respondeu que, sim, a papada foi reduzida com seu uso... Só que o efeito dura uns dois dias. “Não é feito para durar, mas é algo que você pode usar para se aprontar para uma festa”, escreveu.

12. Saias que “amarravam” as pernas e dificultavam os passos foram o grito da moda no começo do século XX

Amarrar-se e apertar-se parecia ser condição fundamental para que algumas mulheres do passado se sentissem garbosas. A hobble skirt foi uma moda que prevaleceu entre 1908 e 1914. Eram saias muito afuniladas na extremidade e faziam com que o andar fosse prejudicado, encurtando os passos (do inglês to hobble, que significa mancar ou andar desajeitadamente).

O estilista francês Paul Poiret disse ter criado a moda, que pegou mesmo nos Estados Unidos. Nas cidades de Nova York e Los Angeles, por exemplo, os bondes foram adaptados para que as mulheres pudessem subir com suas hobble skirts. No cartão postal abaixo, o sujeito dá risada da mania e comenta: “É a saia com limite de velocidade”.

13. Especialistas em cosmética analisavam as imperfeições do rosto com este aparelho, chamado micrômetro da beleza

micrômetro da beleza foi criado no começo dos anos 1930 pela equipe do esteticista Max Factor, fundador da empresa de mesmo nome. Com 325 ajustes, o aparelho que mais parece ter saído de um filme de ficção permitia que os especialistas fizessem medições muito precisas e detectassem o que eles consideravam “defeitos” na face de uma pessoa.

Segundo a equipe de Factor, por exemplo, o nariz e a testa deveriam ter a mesma altura e os olhos deveriam ser separados pela distância de um olho. Com a invenção, o esteticista pretendia dar consultoria à indústria de cinema de Los Angeles sobre como maquiar melhor suas estrelas. A geringonça, no entanto, não se tornou popular.

14. Esta máscara com cubos de gelo foi criada para refrescar o rosto das estrelas de Hollywood

Na Hollywood clássica (anos 1930 e 40), as festas em mansões de atores, diretores e produtores aconteciam diariamente. No dia seguinte, as atrizes precisavam estar lindas e com a pele brilhante para as filmagens ou compromissos com a imprensa.

Segundo a publicidade da época, essa máscara com cubos de plásticos cheios de água podia resolver o problema do rosto inchado. Bastava deixá-la no congelador e aplicá-la na hora da necessidade. A empresa Max Factor, que a lançou, alegava que ela também servia para que as atrizes descansassem sua beleza entre uma cena e outra, refrescando a cútis e protegendo-a da ação dos fortes refletores dos estúdios de cinema.

15. Durante a Segunda Guerra Mundial, as mulheres pintavam as pernas para criar a ilusão de que vestiam meias de nylon

As meias de nylon revolucionaram a moda em 1940, quando chegaram ao mercado americano 4 milhões de pares, que se esgotaram em poucos dias. No entanto, com a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, em 1941, toda a produção da nova fibra sintética foi direcionada para a confecção de paraquedas, cordas, redes e outros artefatos militares.

As mulheres ficaram sem seu precioso bem de consumo, mas a indústria de cosméticos resolveu temporariamente a questão criando a “meia líquida”. Com o novo produto, era possível maquiar as pernas para dar a impressão de que se usava uma meia de nylon. As mais caprichosas usavam lápis de olho para simular a costura das meias na parte de trás das pernas.

16. Divas do cinema teriam extraído os dentes molares para ganhar um rosto mais anguloso e fotogênico

O assunto é polêmico e causa discussões entre fãs do cinema americano clássico até hoje. Estrelas de Hollywood dos anos 1940, como Joan Crawford e Marlene Dietrich (fotos acima), teriam extraído dentes molares (aqueles lá do fundão) para ganhar um rosto “encovado”, com feições mais angulosas.

Marlene sempre negou o fato, inclusive em sua autobiografia. Mas tinha outro truque de beleza: esticar a pele do rosto com esparadrapos cirúrgicos, escondidos sob os cabelos ou perucas, antes de entrar no set de filmagens.

Quanto a Joan Crawford, o procedimento de arrancar os dentes também nunca foi provado. Um estudioso de sua vida e carreira, Bryan Johnson, apresentou documentos como prova de que os molares da estrela foram extraídos em 1974, durante um tratamento periodontal — e não na sua juventude.

17. O padrão de magreza já fez muitas mulheres “achatarem” o busto para parecerem mais esbeltas

Esconder o busto foi moda na década de 1920, quando o padrão de beleza exigia figuras esbeltas. As flapper girls (que no Brasil ganharam o apelido de melindrosas) mantinham a silhueta com o uso de lingeries especiais para esse fim, que comprimiam o peitoral.

Depois de uma era em que mulheres cheias de curvas como Marilyn Monroe, Elizabeth Taylor e Sophia Loren ditaram o padrão, o visual “reto” ganhou nova força na segunda metade dos anos 1960. O sucesso e a magreza da modelo inglesa Twiggy (foto acima) fez com que muitas garotas recorressem a bandagens para imitar sua figura magra e vestir as roupas da moda.

18. A cirurgia de Cinderela diminui o tamanho dos dedos do pé, para que se encaixem em sapatos de bico fino

Quem é mulher sabe que nem sempre é fácil seguir a moda. Para ganhar mais conforto ao usar sapatos de salto alto e bico fino, algumas delas submetem-se a procedimentos “corretivos” nos pés. Um deles, apelidado de cirurgia de Cinderela, consiste em serrar os ossos dos dedos para afinar os pés e usar sapatos apertados sem sentir tanta dor.

Outra técnica é a aplicação de injeções de gordura, retirada da própria paciente, na sola. Com isso, é criada uma “almofada” que diminui o impacto da planta do pé ao caminhar sobre saltos.

Você acredita já ter cometido alguma loucura pela beleza? Fez algum tratamento incomum que tenha dado certo? Ou muito errado? Conte suas histórias nos comentários!