Incrível
Incrível

9 Histórias por trás de alguns itens do nosso guarda-roupa

Ao longo dos anos, milhares de peças de roupas já foram inventadas. E enquanto muitas desapareceram com o tempo, caindo em desuso, outras tiveram o seu propósito completamente alterado. Por exemplo, as meias-calças foram inventadas para enfatizar os músculos da perna dos homens. Já o colete — acredite — foi criado para esconder o barrigão dos rapazes da nobreza adeptos dos excessos à mesa.

Não foi fácil para Incrível.club descobrir a história por trás de algumas peças de roupas. Mas é muito interessante ver como elas mudaram ao longo da história. Ah, e no final, um bônus espera por você.

1. Os coletes dos homens eram como espartilhos

Existe uma teoria de que foram os turcos que inventaram os coletes, mas os árabes tomaram a ideia emprestada e então só assim a novidade chegou aos europeus. Os modelos de coletes modernos são como uma camisa sem mangas de diferentes comprimentos.

No século XVIII, eram bem menores. E a principal função era estética: a peça era usada para esconder o excesso de peso do usuário. Para isso, o colete era feito de tecidos muito densos e, às vezes, a peça era vestida como uma espécie de espartilho.

2. Os sapatos de bico eram amarrados aos tornozelos

Esses sapatos que remetem a histórias como a de Aladdin, apareceram pela primeira vez no mundo oriental, juntamente a moda de calças de harém muito largas. Inicialmente, os sapatos eram apenas alongados para que pudessem ficar visíveis devido ao tecido das calças. Depois de um tempo, os modelos foram ficando cada vem mais longos e tornavam a caminhada quase impossível sem tropeçar. Então, os criativos usuários desse tipo de calçado começaram amarrar suas pontas com uma corda no tornozelo para facilitar.

3. Os espartilhos, inicialmente, não eram para dar um aspecto mais magro às mulheres

O espartilho, ao contrário do que ocorre hoje em dia, não era usado para levantar os seios, nem afinar a cintura. Nos séculos XVI e XVII, o principal objetivo dessa peça de vestuário era criar uma forma de cone para a figura feminina.

Assim, os seios eram achatados e a transição acentuada do busto para a cintura era eliminada. E era criada a imagem de uma barriga mais protuberante e arredondada. Às vezes até uma almofada era colocada debaixo do espartilho para marcar essa região, caso a mulher não tivesse volume suficiente para marcar.

4. Calças largas eram populares entres os marinheiros

As calças dos marinheiros não tinham zíper. Em vez disso, possuíam uma espécie de válvula especial na frente, presa à cintura nos lados. Se um homem caísse na água, tudo o que tinha de fazer era soltar a válvula e agitar as pernas na água — como a calça era larga, ela escorregava sozinha.

Existe uma lenda sobre como os marinheiros foram privados de suas calças largas. Pedro, o Grande, Imperador russo, estava caminhando ao longo de um cais e viu um marinheiro nu, que estava escondido com uma mulher em um arbusto fazendo amor. Imediatamente, o Imperador emitiu um decreto para que se fizesse um novo corte para as calças dos marinheiros, assim eles não desonrariam a Marinha mostrando seus traseiros por aí.

5. Os colares eram usados para delinear os seios

Durante o período renascentista, um corpete fortificado apareceu no guarda-roupa feminino. Havia várias camadas de papel resistente, pedaços de metal ou madeira, barbas de baleia e alguns outros materiais. Assim, como já mostramos, esse espartilho tornou o peito feminino absolutamente plano e quase invisível.

Pensando no lado positivo desses corpetes: os vestidos se moldavam perfeitamente às mulheres e o tecido caro não amassava e não criava rugas desnecessárias. Então, as senhoras daquela época tiveram a ideia de usar o colar como na foto acima para delinear os seios. Embora eles não aparecessem de forma alguma, o colar lembrava que estavam ali, abaixo de tudo.

6. As calças jeans surgiram especialmente para os trabalhadores americanos

Os primeiros jeans eram feitos de lona. O material era tão resistente que os garimpeiros americanos compraram imediatamente a ideia dessas calças (na época da corrida do ouro no país). Afinal, eles precisavam de roupas resistentes que aguentassem o trabalho duro.

Um pouco mais tarde, os famosos rebites apareceram na peça. Na época, foram usados os mesmos utilizados nos arreios dos cavalos. A inovação não era uma questão de beleza, mas de conveniência: nos bolsos da frente, os trabalhadores carregavam ferramentas pesadas. E os bolsos das calças de lona acabavam constantemente rasgados. O rebite resolveu o problema.

7. Apenas comediantes podiam aparecer na rua de meias para fazer o público rir

As mulheres da Grécia Antiga passavam a maior parte do tempo em casa, onde podiam ser vistas somente pelos homens da família. Na rua, elas usavam sandálias macias feitas do mais fino couro. Eram quase um protótipo das meias modernas.

Com o tempo, os homens adotaram a ideia e começaram a usar aqueles “calçados”. Mas isso só excepcionalmente, quando estavam em seu círculo de pessoas próximas. Se alguém visse, mesmo que fosse um conhecido, encararia da mesma forma que um vizinho poderia ser encarado hoje usando salto alto, por exemplo.

Mas também havia aqueles que não tinham medo da suposta vergonha. Atores de comédia muitas vezes andavam pelas ruas com essas “meias”, divertindo o povo.

8. As meias-calças costumavam fazer parte do vestuário masculino

Na Idade Média, qualquer nobre que quisesse passar uma boa imagem deveria ter várias meias-calças em seu guarda-roupa. Enquanto as damas escondiam suas pernas sob as longas saias, os rapazes tinham de sair com roupas curtas, mostrando à sociedade a beleza de suas pernas. O diário de um rei da Espanha mencionava que “as meias de seda caiam muito bem em panturrilhas musculosas”. Portanto, essa era uma visão considerada bastante excitante naquele tempo.

9. Os marinheiros usavam telnyashka para parecer com esqueletos

telnyashka é uma camiseta com listras horizontais de fundo branco. As listras podem ser de várias cores, mas tradicionalmente são azuis. Essa é uma peça icônica usada pela marinha da Rússia. Existem várias teorias sobre a origem da peça. Uma delas diz que os marinheiros, vestindo tais camisas listradas, esperavam enganar os espíritos das águas, pois sempre corriam o risco de, em alto mar, ser atacados por criaturas como sereias, demônios e monstros diversos, que tentariam arrasta-los para o fundo do oceano. Por outro lado, se o marinheiro usasse esse tipo de peça, os espíritos malignos iriam confundi-los com um homem morto, ou seja, com apenas o que restava do homem — seu esqueleto. E então não os atacariam.

Bônus: às vezes uma pessoa é capaz de mudar a história da moda

Os marinheiros nunca abotoam o botão inferior de um casaco. Esse é considerado mau sinal. A história por trás dessa tradição remonta ao rei britânico Eduardo VII. Acredita-se que ele, enquanto ainda era príncipe, não conseguia abotoar o último botão do colete devido ao seu peso. Em resposta, toda a corte real desabotoou o botão inferior de seus coletes para agradar o príncipe. E a moda acabou pegando pelo país afora. O resto, como dizem, é história.

E você? Conhece a história da origem de alguma peça? Gostaria de saber mais sobre esse fascinante e curioso assunto? Conte para a gente na seção de comentários.

Compartilhar este artigo