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8 Acessórios cujo verdadeiro significado mudou com o tempo

Hoje em dia, felizmente, em quase todos os lugares, as pessoas são livres para usar qualquer tipo de roupa e corte de cabelo, pintar as unhas da cor preferida e fazer tatuagens onde bem entenderem. No entanto, para nossos antepassados todas essas formas de lidar com o corpo tinham um significado bem diferente, alguns até opostos aos atuais. Por exemplo, o batom vermelho e peças de roupa listradas, alguns séculos, atrás eram características de mulheres de um determinado status social.

Incrível.club fez algumas pesquisas sobre esse tema e está pronto para compartilhar todas as descobertas com você. Confira!

1. O corte “undercut”, na moda hoje em dia, antigamente indicava uma pessoa que estava pagando uma promessa divina

No passado, os habitantes do Arquipélago das Marquesas, na Polinésia Francesa, raspavam toda a cabeça com exceção do topo, onde deixavam o cabelo crescer e normalmente o prendiam fazendo uma espécie de nó. Esse tipo de corte era utilizado apenas nos casos em que a pessoa fazia um juramento divino por uma razão especial, como, por exemplo, vingar a morte de um ente querido. Então, o cabelo não era cortado até que a promessa fosse cumprida.

2. Alguns milênios atrás nossos antepassados usavam tatuagens para tratar doenças

Em 1991 cientistas encontraram uma múmia de mais de 5 mil anos de idade e a batizaram de Ötzi. Ela é a múmia mais antiga já encontrada do mundo. Uma análise genética em Ötzi mostrou que em vida ela sofreu de diversos males, desde artrite até úlceras estomacais. Fora isso, observou-se que todo seu corpo estava coberto por tatuagens, totalizando 61 desenhos.

Os pesquisadores analisaram os locais tatuados, e concluíram que as tatuagens foram feitas não por motivos artísticos ou religiosos, mas medicinais, uma vez que os localizam-se exclusivamente nos locais em que foram identificados problemas decorrentes de uma doença. Assim, é possível dizer que no passado havia uma espécie de “acupuntura com tatuagem” medicinal.

3. Os dreadlocks eram usados para assustar e afugentar os inimigos

Os dreads eram uma característica típica dos antigos indianos, indígenas e afrodescendentes. Acredita-se que uma das funções de se tecer os cabelos era assustar e afugentar os inimigos. Contudo, há também uma versão mais poética dessa história.

Alguns habitantes de áreas montanhosas da Jamaica, Etiópia e India acreditavam que uma divindade chamada Jah salvaria as pessoas merecedoras de um apocalipse vindouro, puxando-as pelos cabelos para outro mundo. Por isso, os adeptos dessa religião tecem seus cabelos na forma de dreads, fortalecendo-os e alongando-os, para que assim fique mais fácil de serem puxados pela divindade.

4. Peças de vestuário listradas eram usadas apenas por mulheres de menor status social na Idade Média

A moda das listras, tão popular entre as mulheres modernas, era característica das camadas mais marginalizadas da sociedade medieval. Uma lei obrigava prostitutas, hereges, carrascos e leprosos a vestir qualquer peça de roupa listrada: vestido, lenço, camisa ou até mesmo camisola. E para a sociedade da época essa era uma medida justa. Afinal, assim ficava fácil identificá-los pelas ruas e evitar sua presença em qualquer evento social.

Também faziam parte desse grupo as mulheres que eram pegas traindo seus maridos e os bastardos. Foi somente na época do Renascimento que a má reputação social das roupas listradas desapareceu, tornando-se símbolo da liberdade de pensamento e originalidade de seu portador.

5. Os palitos de cabelo japoneses já foram utilizados como arma ninja

As damas japonesas prendiam grampos e palitos nos cabelos para utilizá-los como armas em situações de emergência. Esses acessórios eram feitos de madeira, osso ou metal, e utilizados para perfurar o inimigo, como se fosse uma faca. Elas treinavam durante anos com instrutores especializados para aprender a manuseá-los corretamente e defender-se.

Por sua vez, as mulheres mais “sofisticadas” aplicavam um veneno potente na ponta dos palitos e nos grampos, para que até o menor dos arranhões causasse a morte de seu inimigo. Essas damas entraram para a história como “Kunoichi” — as ninjas do sexo feminino. Alguns também as chamavam de “flores da morte”, pois geralmente seus grampos eram feitos em formato de flores.

6. Pela quantidade de fitas no cabelo era possível identificar o estado civil de uma jovem

Existia uma hierarquia rígida entre as mulheres das sociedades eslavas de antigamente, e sua maior expressão era através de penteados. Um dos acessórios mais populares da época era a fita de cabelo amarrada a uma trança:

  • A ausência de uma fita indicava que a moça estava solteira e disponível para eventuais pedidos de casamento.
  • Uma única fita significava que a dama já tinha achado seu noivo, mas ainda estava esperando o pedido de casamento oficial.
  • Duas fitas, por sua vez, sinalizavam que a garota já tinha conseguido encontrar um noivo, o pedido de casamento oficial já tinha sido formalizado e os pais de ambos os noivos concordavam com a união.

7. A cor das unhas indicava o status social das pessoas

Pela cor das unhas era possível identificar a posição social de uma pessoa no Egito Antigo: sacerdotes e aristocratas pintavam as unhas de um vermelho vivo enquanto para os plebeus era permitido utilizar apenas tons pálidos. Já na Babilônia eram outras tonalidades que se destacavam: preto era utilizado pela nobreza enquanto as pessoas comuns pintavam de verde. O interessante é notar que não só as mulheres pintavam as unhas, mas também os homens.

Em ambos esses reinos antigos ter uma boa manicure era considerado uma evidência da origem nobre da pessoa, e por isso nas casas mais abastadas era comum a presença de uma equipe de servos responsável apenas pela manutenção da manicure dos senhores da casa e de sua família.

8. Batom vermelho podia ser a causa de um divórcio nos Estados Unidos

Na Idade Média, o clero abominava o batom vermelho, afirmando que sua cor era diabólica. No Reino Unido, por exemplo, aplicar essa tonalidade nos lábios significava reconhecer publicamente que a pessoa era uma bruxa. Já nos Estados Unidos do século XVI um homem poderia anular seu casamento por lei caso sua esposa usasse batom vermelho sem sua permissão.

Por sua vez, na Grécia Antiga a situação era outra: por lá as cortesãs tinham de aplicar batom vermelho para que assim todos que passassem por elas pudessem reconhecer seu status profissional. Já na Roma Antiga, as pessoas de ambos os sexos utilizavam a cor vermelha nos lábios para indicar sua alta posição social. Quanto mais rica era a pessoa, mais forte era a tonalidade da cor vermelha de seu batom.

Você acha que faz sentido parar de utilizar esses acessórios ou mudar sua forma de uso por causa de seus antigos significados? Conte para nós na seção de comentários.

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