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20 Histórias de pessoas que foram julgadas com base em estereótipos (e deram a volta por cima)

Albert Einstein disse uma vez: “Se você julgar um peixe pela sua habilidade de subir em árvores, ele viverá o resto de sua vida acreditando que é um idiota”. O tempo passou e provou que o famoso físico estava certo em quase tudo. No entanto, as pessoas ainda continuam a formar opiniões precoces sobre as outras com base na aparência ou habilidades delas. Aproveitando essa temática, usuários da rede social Reddit compartilharam momentos em que foram subestimados na vida.

Nós, do Incrível.club, ficamos indignados com esses relatos, de pessoas que foram julgadas injustamente por causa de alguns estereótipos antiquados. Escrevemos este post para alertar que esse tipo de atitude pode afetar o comportamento de uma pessoa pelo resto da vida, então cuidado!

  • Já no ensino médio decidi que seria um cientista político. No entanto, para terminar a escola, tive de participar das aulas de cerâmica. Os meus vasos eram tão ruins que o professor pensou que realmente eu tinha necessidades especiais. Dois anos depois, consegui um emprego como vendedor para ajudar a pagar a faculdade e, no trabalho, encontrei esse mesmo professor. E a reação dele foi: “Uau, você conseguiu um emprego! Muito bem!” © blubbertank
  • Na escola eu era muito bom em Artes, mas, ao mesmo tempo, não ia muito bem no resto; era uma criança nervosa e não fazia quase nenhuma tarefa de casa. Por isso, fui apelidado de Savant (Savant é uma referência à síndrome do sábio — um distúrbio psíquico caracterizado pelo fato de a pessoa possuir uma grande habilidade intelectual aliada a um déficit de inteligência). Para piorar, eu não era muito de conversar, então as pessoas levaram esse apelido a sério. Quando consegui um emprego, meus amigos ficaram genuinamente surpresos: eles realmente pensavam que eu tinha algum grau de autismo e não poderia ser “funcional”. © TheSkyRamen
  • Geralmente, quando me apresentam uma pessoa nova, a princípio, não participo da conversa, apenas sento e ouço. Então as pessoas sempre dizem: “uau, como você está quieta!” Não, só estou tentando ser educada e não interromper! © weasel85
  • Eu adormecia milhões de vezes na sala de aula. Era constantemente repreendida pelos professores e a direção sempre reclamava com meus pais. Me sentia péssima. Tentava ir dormir o mais cedo possível, mas não adiantava: eu sempre dormia nas aulas. Por fim, acabei descobrindo que tenho narcolepsia. © x_vier
  • Praticar esportes durante a infância me fez cometer aqueles erros dignos das videocassetadas do Faustão. A bola sempre me acertava no rosto ou eu balançava o taco de beisebol muito tarde. Todo mundo tirava sarro de mim, até os treinadores. Meus pais sugeriram, inclusive, que eu parasse com os esportes. Continuei porque gostava de ser ativo e conversar com meus amigos. Nunca entendi o porquê de eu praticar tanto e não obter nenhum avanço. Quando já era adulto, fui a um oftalmologista e ele me disse que tenho uma condição chamada de estereopsia, que faz com que tenha pouca percepção de profundidade e não consiga seguir objetos em movimento. © Nice_Marmot
  • Eu tenho 2,1 metros. E não, não sei jogar basquete. © WelcomeMachine
  • Eu tinha um professor de inglês que sempre falava mal das histórias que eu escrevia, apesar de todos os meus esforços. Certa vez, decidi mostrar meu trabalho a outro professor. Ele falou que era brilhante, mas me aconselhou prestar atenção à gramática. Acontece que o primeiro professor nem lia minhas histórias, porque via os erros de ortografia neles. Alguns anos depois, fui diagnosticada com dislexia. © anactualcharliehorse
  • Um dia, minha professora de Artes ligou para os meus pais dizendo que eu a zombava propositadamente fazendo pinturas ruins. Mas eu realmente não conseguia desenhar nada melhor. Os meus pais a repreenderam, principalmente porque viram que fiquei realmente chateada. © Rezzone
  • Faziam muita piada de mim na escola por causa do meu amor pelo hóquei. Tudo ao meu redor girava em torno dessa paixão. Sempre me disseram que isso não é um passatempo para uma garota, principalmente por causa da minha aparência. Hoje, sou jornalista oficial da NHL (a liga profissional de hóquei no gelo dos EUA) e já conversei pessoalmente com a maioria dos jogadores dos quais a maioria das pessoas sonha em conseguir um autógrafo. © ZajacingOfff
  • Um dia no jardim de infância, a nossa professora estava ensinando a caligrafia do alfabeto e, por algum motivo, não conseguia escrever, por mais que eu tentasse. E, como costumava escrever cartas sem problemas, pensei que havia algo errado comigo. Fiquei muito chateado e comecei a chorar. Acontece que a professora estava ensinando a caligrafia com a mão direita, e sou canhoto. © ___KP
  • Tenho uma caligrafia horrível. Mas, ao mesmo tempo, meus resultados nos testes de Matemática e de leitura eram os melhores da classe (no oitavo ano, acertei 99 de 100 perguntas em Matemática). No entanto, no ensino médio, fui forçado a fazer tarefas de caligrafia, a mesma forma que no jardim de infância, porque o colégio julgava necessário. © hypnos1214
  • No ensino fundamental, a professora disse que eu tinha uma caligrafia tão horrível que eu precisava fazer faculdade de Medicina. Faz sentido... © swanhunter
  • Quando eu era criança, não conseguia aprender a amarrar cadarços. Todo adulto que tentava me ensinar acabava desistindo e eu me sentia muito idiota. Então, meu tio, que é canhoto como eu, me mostrou como fazer e aprendi imediatamente. © peeweemax
  • Constantemente me repreendem: “por que você não mantém tudo organizado e para de perder tudo?” É porque tenho TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). Ser desorganizado e perder coisas é literalmente meu jeitinho de ser. © UUDDLRLRSelStar
  • Fui chamado de patético porque com 29 anos não sabia trocar o óleo do carro. Cresci sem pai e nunca tive ninguém para me ensinar muita coisa. Então, tive de dizer ao cara que ninguém sabe como fazer algo até que faça pela primeira vez. © cashflow605
  • Sempre fui muito ruim em Matemática. Como a maioria das crianças que passaram por isso, sofri muito. Somente na universidade percebi que não precisava ser bom em tudo. Meu professor falava 13 idiomas, mas não sabia calcular 2 + 2. E ele era o melhor da sua área. © mimieieieieie
  • Alguns meses atrás, fiz uma entrevista para um emprego muito bom. Terminei todos os testes com quase 100% e fui muito bem nas duas primeiras entrevistas. Quando cheguei à última, começaram a me fazer perguntas que não tinham nada a ver com minha profissão. Fiquei completamente em silêncio — não era nada do que eu havia estudado. Eu parecia um peixe fora da água. Começaram a rir de mim e eu simplesmente saí. © wissenshunger
  • Uma vez, o departamento de Recursos Humanos de uma empresa me enviou para uma entrevista de emprego para um cargo diferente do que eu tinha me candidatado. Eu não sabia nada sobre a vaga, e claro, informei a eles que talvez tivessem cometido um erro. No entanto, fiquei o dia inteiro ouvindo perguntas para as quais não tinha resposta. © skulltvhat
  • Quando servia na Marinha, sugeria constantemente pequenas inovações que aumentavam a eficiência do trabalho. Por isso, muitas vezes tinha problemas com os altos comandos. Então, fui contratado externamente e eles me pagam super bem por hora para dizer o mesmo que dizia na época em que servia. © actuallychrisgillen

Bônus

  • Sempre fui muito insegura comigo mesma. Durante toda minha vida tentei ser tão inteligente quanto meu pai e meu irmão, que tinham habilidades fenomenais em Matemática e Engenharia. O QI do meu pai é 138 e meu irmão sempre foi o aluno perfeito e recebia prêmios pelo excelente sucesso acadêmico. A área de exatas sempre foi terrível para mim; eu tentava muito mais que qualquer outra criança ser boa. Infelizmente, não deu certo. Sempre fui uma aluna mediana e me sentia idiota. A medida em que fui crescendo, percebi que minhas habilidades artísticas também valiam alguma coisa. Os professores de arte sempre ficavam impressionados com meus trabalhos. Algumas das minhas pinturas foram exibidas no aeroporto da cidade. E quando expliquei a meu pai minha inquietação, dizendo que me sentia angustiada por não poder cursar uma faculdade de exatas, ele disse “tente outra coisa”. Perguntei o quê e a resposta foi: “arte”. Naquele momento, senti que ele comparava minhas habilidades artísticas à sua inteligência e sucesso. © HoneyCide

Você já passou por alguma situação em que se sentiu julgado baseado em estereótipos? Conte para a gente na seção de comentários.

Imagem de capa blubbertank / Reddit