17 Pais que, após a reunião na escola dos filhos, só precisam de paz e umas gotas de valeriana

Não são apenas as crianças que não gostam das reuniões de pais e mestres, alguns pais e mães também as detestam. Ninguém gosta de reformular a sua agenda, pedir para sair mais cedo do trabalho ou tirar folga para ir novamente à sala de aula e ouvir a professora por horas. Esses pais lamentam o tempo perdido e esperam não passar vergonha, em decorrência do comportamento de seus filhos.

Nós, do Incrível.club, decidimos que não podemos ignorar as inúmeras histórias sobre reuniões de pais. Afinal, elas têm tudo o que tanto gostamos: tensão, problemas que nos são familiares, mas também um humor brilhante.

Na reunião, antes das férias, a coordenadora anunciou que teríamos um dia de faxina. Deveríamos vir à escola lavar as paredes, as carteiras e as janelas. Óbvio que todo mundo reclamou: quem tem tempo sobrando? Então propus que fizéssemos uma vaquinha para pagar faxineiras e elas cuidariam de tudo. A resposta da coordenadora foi: “Elas não podem. Por razões de segurança, não é permitido lavar as janelas sem o equipamento de proteção individual correspondente, que está em falta na escola”. Ou seja, a faxineira não pode, mas cada um dos pais pode bancar o Homem-Aranha.

Sou mãe, tenho 37 anos e meu filho, 16. Estava me preparando para a reunião de pais, ou melhor, ele estava me preparando e me instruindo: “Mãe, não use jeans rasgado, não fique mexendo no celular durante reunião”. © Podslushano / VK

Na reunião, antes das férias, a coordenadora anunciou que teríamos um dia de faxina. Deveríamos vir à escola lavar as paredes, as carteiras e as janelas. Óbvio que todo mundo reclamou: quem tem tempo sobrando? Então propus que fizéssemos uma vaquinha para pagar faxineiras e elas cuidariam de tudo. A resposta da coordenadora foi: “Elas não podem. Por razões de segurança, não é permitido lavar as janelas sem o equipamento de proteção individual correspondente, que está em falta na escola”. Ou seja, a faxineira não pode, mas cada um dos pais pode bancar o Homem-Aranha.

Nos anos 90, minha mãe trabalhava em uma loja que não tinha calefação e ficava muito fria no inverno. Então, ela usava um casacão quente e botas de feltro, enquanto eu vestia as roupas dela para ir à escola. Certa vez, em uma reunião de pais, a coordenadora disse à minha mãe: “sua Luana usa roupas inapropriadas para ir à escola”. O queixo de mamãe quase caiu, pois, a professora quase diariamente passava lá na loja, conversava com mamãe e conhecia perfeitamente nossa situação.

Estava na reunião de pais da turma do meu filho (4º ano). Sentei-me com o pai do amigo dele. Metade da reunião, a coordenadora nos repreendeu pelo comportamento das crianças, em geral, pelo fato delas atirarem com elásticos o tempo todo. Ela demonstrava como eles o faziam com um desses elásticos e o deixou sobre a carteira em que eu estava. Meu colega, ao meu lado, um homem respeitável de cerca de 45 anos, pegou o elástico e começou a esticá-lo. Eu, por algum motivo, resolvi pegá-lo. Resumindo, por acidente atiramos com ele, mas isso é apenas metade do problema. Foi quando meu colega agarrou minha mão e gritou “Vamos sair daqui!” e me arrastou para fora da sala. © Scrimmer / Pikabu

Quando eu tinha 5 anos, minha mãe foi à reunião de pais no jardim de infância na véspera do dia 8 de março (o Dia Internacional da Mulher). A coordenadora decidiu anunciar a todos os pais o resultado dos depoimentos das crianças sobre a enquete “Como o seu pai ajuda sua mãe na rotina doméstica”. Um aluno disse que o pai lava a louça, outro que ele lava o chão e um terceiro, que prepara o jantar. E eu me levantei e disse: “Papai lava as costas da mamãe.” Ao voltarmos para casa, minha mãe disse que nunca passou tanta vergonha. © Podslushano / VK

Tenho três filhos que frequentaram a mesma escola. A administração decidiu realizar as reuniões de pais para todas as turmas sempre no mesmo dia. Como são três filhos e apenas um pai e uma mãe, é óbvio que um dos filhos tinha mais sorte, geralmente o do meio. Uma vez foi necessário presenciar a reunião da turma da filha caçula (1º ano), mas tanto meu marido quanto eu, estávamos muito atarefados no trabalho, era fim de mês, muitos relatórios e outros afazeres. Decidimos delegar o filho mais velho de 16 anos que devia anotar os pontos principais, mas não intervir em nenhuma discussão. Ao voltar da reunião ele disse: “Mãe, como você lida com essa confusão? Se os professores me disserem novamente que me comportei mal na aula, vou lembrá-los de como os pais se comportam nas reuniões.© Nadezhda Buseva / Facebook

Minha mãe disse que só iria às reuniões de pais da turma da minha irmã mais velha e deixou que meu pai fosse às da minha, pois ela não queria passar vergonha por minha causa, entende? Então, papai foi. Quando voltou, disse que não me repreenderam, nem disseram nada a meu respeito. Com a ajuda de algumas perguntas para esclarecimento, descobrimos que ele esteve na reunião da turma errada. © Podslushano / VK

Na escola do meu filho, a cada novo ano letivo as turmas mudam de sala. Quando meu filho estava no 6º ano, sua classe precisou de cortinas. Compramos. No 7º ano, o coordenador novo nos pediu outra vez cortinas novas. Compramos. No 8º ano, mais uma vez vieram com esse assunto. Comecei a reclamar que não pretendia renovar as cortinas todos os anos. Se necessário fosse, que tirassem da sala anterior e as colocassem na nova. Todos os pais me apoiaram. Uma mãe não tinha problema em remover, lavar e colocar na sala nova. A coordenadora anterior ficou indignada, afirmando precisarem de cortinas boas. A coordenadora atual também não gostou, já que as cortinas usadas permaneceram. No 9º ano, uma nova sala e novamente a conversa sobre as cortinas. Quando os pais ouviram essa palavra, as gargalhadas foram ouvidas em todos os quatro andares da escola. © haydar / Pikabu

Eu costumava pensar que ir a uma reunião na turma errada fosse piada ou ficção. Mas depois que meu marido foi à reunião de pais, fez um discurso e voltou muito satisfeito, a coordenadora me ligou perguntando por que ninguém foi à reunião. Percebi que ele esteve em sala errada. Meu marido também ficou sinceramente surpreso ao descobrir (na reunião errada) que nosso filho não estava no 8º ano, mas no 9º. © Saule Ashenova / Facebook

Meu marido é marinheiro e costuma passar vários meses fora. Nosso filho está no 5º ano. Ontem não pude ir à reunião e ele foi. Sua tarefa era conversar com a professora de matemática. O marido disse que chegou na escola e esqueceu o número da sala. Deu uma volta pelo corredor e encontrou uma reunião que acontecia em uma das salas. Silenciosamente entrou e se sentou. Houve um tumulto, todo mundo discutindo sobre dinheiro. Ele estava sem entender nada, apenas olhava os rostos pouco familiares. Então, percebeu que se confundiu de turma. Aí começou uma bagunça: os pais e a coordenadora gritando. Nesse clima, decidiu silenciosamente deixar a sala. Foi até a sala dos professores e perguntou onde era a reunião do 7º ano. “O 7º não tem reunião hoje.” “E a do 6º?” Foi informado que naquele dia era apenas reunião do 5º ano. Nada disseram de interessante e meu esposo perguntou o nome da professora de matemática e já ia falar com ela, mas antes, resolveu olhar as notas no histórico. Nesse meio tempo, se esqueceu do nome da professora. Teve vergonha de perguntar de novo e simplesmente foi embora. © DaMiR / Pikabu

A coordenadora da turma na reunião de pais reclamou da forma como as meninas se vestiam: saias curtas, blusas decotadas, maquiagem exagerada. Perguntou que tipo de pais éramos, se não conseguíamos fazer nossas filhas parecerem decentes. Aí um pai se levantou, foi até ela e lhe mostrou a tela do seu celular dizendo: “Veja, essa garota é a vencedora da Olimpíada de Física. Ela está de saia e maquiagem, e o que a impediu de vencer? As crianças precisam ser ensinadas e não aborrecidas com questão de vestimenta.” A coordenadora, de alguma forma, perdeu todo o entusiasmo. Por acaso, ela era a professora de física, e os resultados das crianças estavam bem abaixo da média.

Minha filha mais velha, Masha, está no 2º ano e a mais nova, Natasha, no jardim de infância. Na reunião, a professora falou sobre a caçula e chamou a “mãe da Natasha”, se dirigindo a mim. Continuei sem reagir, pensando no motivo de todos estarem me olhando. Por um momento me esqueci de ter vindo à reunião do jardim de infância, me distraí com meus pensamentos e acreditei que estivesse na reunião da escola onde minha filha Masha estuda. Aí, perguntei à professora: “E quem é a mãe da Natasha? Não temos Natasha nenhuma na turma”. Os outros pais, provavelmente, pensaram que eu fosse maluca. © Вash.im

Na primeira reunião, a professora pediu aos pais que se sentassem na carteira dos seus filhos. Fui até a da minha filha e havia um estranho sentado no “meu” lugar. Sentei-me ao lado dele. Bem, pensei que provavelmente esse seria o pai da colega de carteira da minha filha, então precisamos nos conhecer, afinal as crianças estudam juntas. Comecei a me apresentar: “Eu sou a mãe da Katya!” Sua resposta me deixou chocada: “E eu sou o pai da Katya!” Só mais tarde percebi haver quatro alunas com esse nome na turma. © umorist / Pikabu

Convidaram uma psicóloga para a reunião de pais e mestres. Essa senhora adorável reclamou durante duas horas sobre o quanto nossos filhos não são bons alunos: eles não leem esse escritor clássico, não conhecem aquele pintor exemplar, são a pior turma da escola. Ao final dessa análise, uma mãe não aguentou e perguntou: “Tem certeza que a senhora é psicóloga?” Em resposta, fazendo beicinho, ela disse: “Agora está claro por que vocês têm filhos tão mal-educados” e, sem se despedir, saiu da sala batendo a porta.

Na reunião de pais, a professora reclamou do corte de cabelo dos meninos e das madeixas tingidas das meninas: “Como pode? Isso é inaceitável! Nunca vão conseguir um bom emprego”. Enquanto os pais enlouqueciam, tentando entender a conexão, a diretora entrou na sala. Foi quando todos começaram a rir: ela era uma senhora estilosa e estava com um novo corte de cabelo com as laterais da cabeça raspadas e fios tingidos de cores vivas.

Quantas vezes já fomos às reuniões intermináveis de pais e mestres? E sempre há alguém que, após a frase da coordenadora “E agora que já anotamos as exigências do professor de literatura...”, levanta a mão gentilmente e pergunta: “Com licença, quais são as exigências do professor de literatura?” E sempre alguém grita de repente: “Cardigã, cardigã! Por que não podem usar um cardigã?!” Também há sempre uma disputa entre uma parte dos pais que quer doar para a vaquinha da turma 25 reais por mês, e outra insistindo em 50. Essas reuniões sempre duram exatamente uma hora a mais do que você pode suportar em silêncio. Então, você murmura baixinho: “Como são irritantes?” Sempre, nesse momento um silêncio se instaura, todos ouvem o seu “irritantes” e se viram na sua direção. © Beefeedoc / Pikabu

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