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15+ Pessoas contaram sobre suas relações com seus parentes inconvenientes

Existem diversos tipos de parentes. Há aqueles que não demonstram muita afetividade, mas sempre estão dispostos a ajudar caso você precise. Outros, por outro lado, vão testar seus limites e pedir dinheiro até não sobrar mais um tostão no seu bolso (e ainda vão te culpar por isso). Quanto mais próximo você morar de parentes “desagradáveis”, maiores serão as brigas e discussões.

As histórias de hoje, portanto, são sobre esses familiares que tentamos não encontrar com muita frequência. Nós, do Incrível.club, achamos que você irá se identificar com pelo menos uma ou até algumas das pessoas abaixo, lembrando da sua própria família. No bônus, separamos uma história sobre aquele parente “insuportável”, que não sente nenhuma vergonha pela forma como trata os outros. Confira!

  • Eu e minha esposa levamos as crianças para nossa casa de praia ontem à noite após meu trabalho. Gostamos de aproveitar a sauna da casa. Quando chegamos lá, para nossa surpresa, a geladeira estava praticamente vazia (tínhamos deixado alguns produtos) e a sauna estava suja e com lixo por toda parte, embora sempre a limpemos depois de sair. Bom, ignoramos. Quando estávamos na sauna, aproveitando o vapor, um rapaz abriu a porta e gritou surpreso: “O que vocês estão fazendo aqui? Hoje é dia de semana!” Era o primo da minha esposa, junto do grupo de amigos dele. Depois de me acalmar do susto que levei, descobri que, um ano atrás, minha esposa tinha dado a esse primo as chaves da casa para ele comemorar seu aniversário, mas o “esperto” “esqueceu” de devolver. Ele e os amigos foram à nossa casa ainda na semana passada e comeram toda a comida da geladeira. Evidentemente, eu peguei as chaves e mandei eles embora. O mais curioso foi que eles ficaram indignados comigo e ainda me ameaçaram dizendo que iriam me processar pelos insultos. © al56.81 / Pikabu
  • Meus avós moraram a vida inteira em uma casa velha no interior, que ficava em uma região mais remota da cidade. Foi anunciado, então, um plano de renovação habitacional da área e, por isso, o governo ofereceu aos meus avós um terreno na mesma rua para eles construírem uma casa nova. Passaram-se 10 anos, meus avós já morreram e eu resolvi me mudar para aquela região. Assumi os direitos da herança e construí uma casa no terreno novo de 100 m². A casa velha dos meus avós ainda estava lá, pois eles não quiseram se mudar. Depois de alguns anos morando lá, minha tia veio me visitar e disse:
    — Olha, eu e minhas netas vamos vir passar o verão inteiro aqui com você.
    Eu disse que tinha um marido e 3 filhos e não poderia acomodar tanta gente por muito tempo. Não teria problema se fosse por alguns dias, mas não mais do que isso. Minha tia me olhou surpresa e disse:
    — Mas não tem lugar naquela casa velha do seu avô...
    Levei ela até a casa, onde ela cresceu, e disse: “Você pode ficar aqui o quanto quiser”.
    Ela não fala mais comigo. © BabulyaIra / Pikabu

  • Um amigo me contou esta história. Ele morava em uma cidade grande e alugava um apartamento compartilhado com mais 2 amigos.
    A mãe dele ligou à noite:
    — Alô, filhinho! Sua tia Olga me ligou, aquela que você viu no casamento da sua prima 10 anos atrás. Ela, o marido e as crianças estão indo para aí. Busque eles na estação, ajude com a moradia e passeie com eles por lugares bonitos. Eles querem ficar uma semana aí com você. Avise seus amigos para ver se eles podem ficar em outro lugar por 7 dias.
    — Mãe, não posso fazer isso. Eles pagam o aluguel da casa. Se ela pretende ficar uma semana, é melhor procurar por um hotel. Eu posso oferecer meu quarto somente por uma noite.
    Depois de 40 minutos, a tia Olga ligou dizendo que a cidade grande tinha mudado ele e que a família dela não o ajudaria mais se ele precisasse. Meu amigo refletiu sobre o fato de que passou 26 anos sem nenhuma ajuda deles, então provavelmente conseguiria se virar sozinho dali para frente. © qreativnay / Pikabu

  • Minha sogra fazia questão de nos ligar aos sábados de manhã, mesmo sabendo que dormíamos até tarde nesse dia. Ela me dizia o que eu devia cozinhar para meu marido, reclamava que as roupas dele não estavam limpas o suficiente e dava outros conselhos “úteis”. Uma vez ela até tentou me dizer o que eu devia vestir para dormir. Eu disse para meu marido conversar com ela, mas ele não quis. Foi então que eu resolvi dar um fim naquele comportamento. Juntei todas as roupas do meu marido e fomos até a casa dela. Quando chegamos lá, joguei uma sacola de roupas na frente da minha sogra e disse que se ela achava que poderia ser uma “esposa melhor” para meu marido, que pegasse ele de volta. Meu marido não sabia do meu plano e ficou chateado, mas pelo menos assim eles conversaram e os desaforos pararam. © Rob Williams / Quora
  • Eu e minha prima somos as únicas netas do meu avô, que, infelizmente, morreu este ano. Ele deixou toda a sua herança para ela — cerca de 22 mil reais. Eu fiquei chateada inicialmente, mas não descontei minha indignação em ninguém. Foi a escolha do meu avô. Certa vez minha prima veio nos visitar e passou a noite inteira tentando saber mais sobre a nossa situação financeira. Fazia insinuações, suposições, perguntava sobre detalhes do nosso financiamento. Por fim, eu disse que pretendíamos quitar as prestações de uma vez, mas não falei que faríamos isso por conta da venda do carro da família. Ela achou, na verdade, que nosso avô tinha deixado uma quantia maior para mim e ficou enfurecida. Nessa hora, resolvi colocar mais lenha na fogueira dizendo que tinha, sim, recebido uma quantia maior. Ela não conseguiu se controlar e saiu ofendendo todos da família. Não fiquei nada arrependida por ter mentido. © 443Lyashkakonya / Pikabu
  • Eu estava na fazenda colhendo legumes na minha horta, quando escutei alguém gritar meu nome. Três pessoas apareceram por trás da cerca: meu tio, o irmão dele e um primo.
    — Oi, sobrinho! Estávamos aqui perto da sua área pescando, tem comida em casa?
    — Podem ir lá na cozinha.
    No caminho, esses 3 homens foram catando salsinha, cebola e nabo, como se estivessem na casa deles. Depois de 10 minutos, eu entrei em casa e vi que eles acabaram com a comida na velocidade da luz, exceto o primo, que comia apenas uns amendoins e olhava de forma desconfiada para a comida. Meu tio perguntou para mim:
    — Que aconteceu com os produtos? Não tinha quase nada aqui. Os legumes não estavam cozidos, e não tinha nenhum tempero nem sal na comida.
    — Sim, porque essa comida eu preparei para o cachorro. A comida para o jantar é o pato que está dentro do forno.
    Nessa hora o primo levantou e disse:
    — Eu falei que não era para comer, mas vocês não me ouviram e continuaram comendo e comendo. © Gusdomashniy / Pikabu

“Meu irmão (à direita) e eu (à esquerda). Rezamos muito para que essa foto desaparecesse, mas meu tio conseguiu encontrá-la, talvez, nas profundezas do mar e postou no Facebook”.

  • Meu irmão pediu emprestado alguns móveis de bebê que eu tinha. Ele morava em outra cidade e, por isso, eu paguei para as peças serem transportadas por navio. Eu enfatizei que estava apenas emprestando temporariamente, pois planejava dar os móveis ao meu filho quando ele crescesse. Era um conjunto de um berço, mesa de trocar fralda e uma cama infantil (tudo feito à mão, em mogno), o que me custou cerca de 2.400 reais. A entrega também não foi barata. Depois de alguns meses após receber os móveis, meu irmão nos disse que ele e a esposa haviam perdido o filho que estavam esperando. Mais tarde, então, quando pedi que me devolvessem os móveis, fui informada de que a mulher do meu irmão já tinha vendido tudo, pois “ela precisava do dinheiro para viajar após a perda do filho”. © Wendy Marie Wortham / Quora

  • Eu e meu marido morávamos sozinhos em um apartamento. Após chegar do trabalho, comecei a notar que as coisas não estavam no lugar e que alguns produtos simplesmente sumiam da geladeira. O grande “segredo” foi revelado quando eu fiquei doente e precisei voltar para casa mais cedo. Cheguei em casa e lá estava... minha sogra! Ela tinha feito cópias das chaves da nossa casa e mexia em absolutamente tudo — geladeira, armários, banheiro — quando não estávamos no apartamento. Eu, claro, já escutei muitas histórias sobre sogras, mas acho que a minha saiu na frente. © Подслушано / VK

  • Uma vez eu quebrei o pé e meu marido precisou se encarregar das tarefas domésticas. Depois de alguns dias, eu liguei para a minha sogra e pedi que ela nos ajudasse com a casa e com as crianças. Ela já chegou dizendo que eu estava sendo egoísta por não estar fazendo nada, mas ela mesma não lavou um prato sequer, nem mesmo os seus depois de comer. Ela se chateou por eu ter comprado um bolo de aniversário para meu marido em vez de tê-lo feito em casa. Eu aguentei esse inferno por 3 meses. Depois de um tempo, após esse período conturbado, ela voltou à nossa casa, e meu sogro disse que ela estava com dores nas pernas e era para eu ajudá-la caso precisasse. Ela ficava sentada o dia inteiro só reclamando e dando ordens. Mas quando fui levá-la até a estação de trem na despedida, ela começou a andar normal, sem mancar, como se nunca tivesse tido nenhuma dor. © Sarah Infante / Quora

  • Comprei um carro novo recentemente — bancos de couro, confortável e muito bonito. Durante o verão, todo final de semana, levava minha família e a família da irmã da minha esposa para nossa casa de praia no meu carro. Os gastos com a gasolina ficavam sempre por minha conta; eles nunca se ofereceram para dividir. Além disso, depois de certo tempo, passaram a levar consigo o gato deles, que gritava o caminho inteiro, arranhava os assentos e soltava pelo por todo lado. Depois eu que limpava tudo sozinho. Eu pedi, então, que ao menos levassem o gato no transportador, mas eles ficaram chateados e disseram que não iriam mais comigo: foram de ônibus na vez seguinte e notaram que o transporte público não oferecia o mesmo conforto, por isso aceitaram minhas condições e compraram um transportador. Agora eles sempre reclamam do tempo gasto para colocar o gato no transportador e agem de tal forma como se estivessem me fazendo um favor. © superomsk / Pikabu

  • Quando eu tinha 22 anos e estava na faculdade, meus parentes começaram a me perguntar quando eu iria me casar. Eu cresci no Norte da Índia, onde a mulher é vista como um “complemento” do homem, e o talento e as conquistas dela não são levados a sério. Em um certo momento eles decidiram que era hora de achar um marido para mim. Minha tia encontrou um rapaz que se chamava Ajay, e, em um belo dia, ela foi à nossa casa e disse para meu pai que eu devia “vestir uma roupa bonita”, pois a família do menino chegaria à noite para me conhecer. Ela falava como se estivesse fazendo um grande favor à nossa família. Meu pai ficou chocado com aquilo e disse que a decisão cabia somente a mim. Quando cheguei em casa, ela continuou insistindo sobre o tal casamento. Ela e minha avó estavam indignadas por eu não mostrar gratidão depois de tudo o que elas fizeram para encontrar esse rapaz tão incrível. Bom, minha tia eventualmente foi embora, mas a discussão não terminou. Como forma de protesto, minha avó, que tem diabete, se recusou a comer até eu aceitar seguir com o matrimônio. Difícil de acreditar, mas somente depois de eu avisar a ambas que elas nunca me casariam viva, é que elas finalmente pararam de discutir e minha avó voltou a comer. © shygirlturnedsassy / Reddit
  • “Mas você entende de computador!” Essa frase está imortalizada na minha vida, e tudo porque eu decidi fazer faculdade de Informática. Sempre que decido visitar meus parentes do interior, de repente o computador de alguém “quebra” ou o celular “para” de funcionar. Eu já passei uma semana inteira fazendo consertos de aparelhos quando devia estar descansando. E, claro, devo fazer tudo rápido e de graça. Mas resolvi dar um jeito nisso. Já mandei uma mensagem para todos dizendo que, na próxima vez que for visitá-los, vou cobrar 100 reais pelo conserto. Meus parentes ficaram chateados, mas pelo menos pararam de dizer que eu “entendo de computador”. © ZfRom / Pikabu

  • Meu irmão e a esposa dele foram me visitar por algumas semanas. Eu trabalho, às vezes, 3 dias seguidos e, por isso, eles acabaram ficando sozinhos no meu apartamento várias vezes. Antes de eles partirem, fizemos um jantar e depois de algumas taças de vinho, a esposa do meu irmão confessou que tinha lido o meu diário, que estava dentro do armário. Eu tenho esse diário desde os 11 anos (agora tenho 25). Naquelas folhas está a minha vida inteira! Há muitas coisas pessoais e segredos que nunca contei a ninguém. Fiquei enojado com a ideia de que outra pessoa agora sabe de coisas que apenas eu deveria saber. © Подслушано / Vk
  • A tia da minha esposa e o filho dela pediram para ficar na nossa casa por um tempo. Aceitamos e dissemos que eles podiam se sentir em casa e comer o que quisessem da geladeira. Durante toda a semana que ficaram conosco, nós oferecemos comida a eles. No entanto, exceto um iogurte para o filho, eu não a vi comprar mais nada de comida, nem um bolinho para tomar café. Quando cheguei do trabalho, abri a geladeira e, sem pensar muito, peguei um iogurte e comi (tinham 5). A mulher ficou enfurecida dizendo que eu tinha pegado a comida dela. Fiz questão de “lembrá-la” que ela comia a nossa comida o tempo inteiro, mas ela apenas respondeu: “Você vai ser mesquinho com comida? Vá lá e compre agora um iogurte novo”. Foi preciso mostrar o caminho para fora de casa. Minha esposa não estava nessa hora, mas quando chegou em casa, concordou com a minha decisão. © ktoTOneJA / Pikabu
  • Quando eu e meu irmão éramos pequenos, nosso tio foi passar um tempo na nossa casa. Notamos que ele sempre andava com uma bolsinha na mão, até mesmo para ir ao banheiro. Quando todos estávamos sentados à mesa para jantar, perguntei por que ele levava a bolsa para todo lado. Minha mãe respondeu dizendo que ele estava guardando documentos importantes, que não podia perder. Nessa hora, meu irmão interrompeu:
    — Não, não é isso. O tio veio comprar um carro, eu o escutei no telefone. Ele disse que tinha muito dinheiro na bolsa e que estava preocupado que nós poderíamos roubá-lo. Ele também disse que não quis ficar no hotel porque lá é caro, e aqui é de graça.
    Todos ficaram vermelhos e sem dizer uma palavra.
    No dia seguinte, meu tio já estava morando no hotel. © SourseXL / Pikabu

Bônus: aquele parente intragável

Quando eu tinha uns 10 anos, eu passei um tempo na casa dos pais da minha tia. A mãe dela era uma mulher muito elegante e intelectual. Me oferecia sempre algum biscoito, sopa, amendoim e também me chamava para colher frutas no jardim. Eu adorava comer, então nunca recusava. No entanto, quando eu já estava de partida, essa mulher se aproximou de mim e disse: “Seu irmão mais velho também veio nos visitar, que menino humilde! Não pegou nada. Agora, você, comeu de tudo aqui. Você não tem educação, não? Ainda mais por ser uma menina!” Foi assim que eu descobri que as pessoas oferecem coisas “por educação”, e nós devemos recusar também “por educação”. Mas, sinceramente, continuo agindo da mesma forma hoje em dia. © KAGONEI / Pikabu

Já teve alguma história semelhante com seus parentes? Com qual qualidade ou atitude das pessoas você tem mais dificuldade de lidar? Comente!

Imagem de capa Rob Williams / quora