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20+ Hábitos dos suecos que podem ser pouco comuns para outros povos

Gastronomia, meio ambiente, idioma. A Suécia é, sem dúvida, um país com muitas peculiaridades culturais. E muitos habitantes locais confirmam isso ao, por exemplo, seguir o costume de olhar pelo olho mágico da porta antes de sair de casa, não conversar com estrangeiros na língua local e se vestir como se tivessem acabado de sair das páginas da revista Vogue.

Nós, do Incrível.club, tivemos um enorme prazer em assistir a vídeos tanto de blogueiros suecos quanto de turistas que visitaram o país para ouvir as duas perspectivas. Agora compartilharemos com você nossos achados. Acompanhe!

  • Na Suécia, não é comum ver comerciais explorando a sensualidade da mulher como forma de chamar a atenção do público. Não por uma questão de pudor, mas de feminismo: a ideia de atrair uma determinada audiência por meio de propagandas em que o corpo feminino apareça somente como objeto de desejo masculino já está ultrapassada.

  • Atrasar alguns minutos para uma reunião pode gerar sérios problemas. Em contrapartida, cancelar essa mesma reunião 15 minutos antes do seu início é uma prática aceitável. Não é nem preciso ligar, basta uma mensagem de texto do tipo “não haverá reunião”. Explicar o motivo muitas vezes não é necessário.

  • Há uma enorme quantidade de morangos, que são cultivados no país, e os habitantes locais costumam tratá-los como se fossem sagrados. Se comprar um morango da Polônia, ou de algum outro país durante o verão, você pode receber alguns olhares de desgosto.

  • Se convidou algum amigo para um jantar em casa, e ele passar a noite inteira falando ao telefone e não se desculpar por isso, não se preocupe, não é incomum. Muitos suecos estão acostumados a atender a ligações independentemente das circunstâncias em que estejam.

  • Digamos que você esteja passeando com um amigo local, e vocês encontrem alguns conhecidos dele no caminho. Não se surpreenda se não for apresentado: os suecos podem ser mais fechados por natureza.

  • Um café da manhã muito recorrente no país: ovos cozidos e pasta de caviar. Esse condimento é vendido nos mercados em tubos, parecidos com os de pasta de dente.

  • Peça para algum sueco descrever o apartamento em que vive, e você poderá escutar: “53”. Pergunte a idade da pessoa e poderá ouvir a resposta “1985” ou apenas “85”. Ou seja, 53 metros quadrados e nascido em 1985. Há uma maneira específica de lidar com numeração. Se alguém ainda lhe disser “Vamos tirar férias na 32ª semana”, não se assuste: é a mesma coisa que falar no mês de agosto.

  • Se estiver aprendendo a língua e quiser testar seus conhecimentos com um nativo, há chances de se decepcionar: provavelmente lhe responderão em inglês caso escutem algum sotaque de estrangeiro. Embora muitas pessoas falem inglês fluentemente, ainda buscam oportunidades de treinar o idioma sempre que possível.

  • Pode parecer um paradoxo, mas muitos habitantes locais adoram dar abraços por qualquer motivo. Não se veem há muito tempo? Abraço. Fez um bom trabalho? Abraço. Está chateado por alguma coisa? É evidente, você precisa de um abraço. Fazem isso, em maior parte, com amigos e familiares.

  • Quando sujar a roupa ou o rosto, não espere que os suecos, até mesmo amigos, o informem. Eles não fazem isso por mal, apenas pela falta de costume. Por isso, você poderá ficar sujo até notar por conta própria — ao se olhar no espelho ou na câmera do celular.

  • Quando estiver na Suécia, certifique-se de manter algumas moedas de 10 coroas no bolso (cerca de R$ 6) e verifique o mapa para saber as localizações de banheiros públicos próximos ao lugar onde esteja. Eles podem ser bastante difíceis de encontrar e custam exatamente 10 coroas. Também não é fácil trocar cédulas no próprio local: pagamentos em espécie estão cada vez mais raros no país.

  • Garfo e faca são usados para quase tudo. Até mesmo com pizza e hambúrguer. Evidentemente, nem todas as pessoas fazem isso, mas é uma tendência.

  • Na Suécia não é incomum ter filhos antes do casamento: não por conta de acidentes, mas por decisões conscientes. O que acontece é que alguns suecos têm uma visão sobre o matrimônio um pouco menos tradicional. De acordo com as estatísticas de 2019, a idade média do primeiro casamento era de 34 anos para as mulheres e 36 para os homens.

  • Quando contamos nos dedos “um, dois, três...”, geralmente começamos pelo dedo indicador, não é? Os suecos muitas vezes iniciam pelo polegar.

  • Se entrar em um vagão vazio no metrô, procure se sentar longe das pessoas. Os suecos não costumam lidar bem com aqueles que ocupam assentos próximos de outros passageiros quando não há essa necessidade. A mesma prática também ocorre em situações similares: se estiver na rua, não se surpreenda se as pessoas não sorrirem para você.

  • Há um conceito chamado klämdag: é como se fosse um dia de folga não oficial, como a nossa emenda de feriado. Se o feriado cai em uma quinta-feira, por motivos de conveniência, muitas pessoas simplesmente emendam o feriado no final de semana, e isso é chamado de klämdag.

  • Caso uma pessoa compre um ingresso para o cinema ou para o teatro, e a sala estiver vazia, ela se sentará no assento marcado de qualquer forma. E se vir alguém no lugar dela, há boas chances de pedir que o “intruso” se levante. Por quê? Porque é o que está escrito no ingresso.

  • Em muitas casas, as janelas não se abrem da maneira como estamos acostumados, deslizando-as para os lados, mas sim por baixo e para fora. Se o tópico for “interior da casa”, podemos ainda mencionar as escadas: é mais comum encontrá-las em forma de espirais do que retas.

  • Se alguém fizer um elogio a você, como, por exemplo, sobre suas conquistas profissionais, não é preciso agradecer em voz alta. Os suecos, em seu lugar, diriam algo como: “Não, imagina, eu sou apenas um funcionário comum e mediano”. Sobressair, seja pelo visual ou pela inteligência, não é uma prática recorrente.

  • Como não é comum se destacar, muitos podem se vestir de maneira similar. Ao percorrer as ruas das cidades, você pode ter a impressão de que está vendo as mesmas pessoas passarem. Mas, calma, é apenas impressão.

  • Embora por vezes similar, o estilo de roupa da maioria é bastante sofisticado e moderno. Além disso, muitos suecos gostam de estar em forma e demonstrar isso em público. Esse estilo pode causar duas reações nos turistas. Primeira: admiração. Segunda: frustração — se não estiverem tão bem-vestidos quanto.

  • As filas têm um “quê” de especial. Pelo menos em Estocolmo, há máquinas para retirar números por todos os lados. Digamos que você tenha entrado em uma padaria. Como pegar a fila? Se acha que basta ficar atrás da última pessoa, está enganado. É precisar pegar um número na máquina e esperar ser chamado.

  • A nudez nas saunas e praias muitas vezesé mais compreendida do que em muitos países. Ninguém tapará os olhos de uma criança por ver alguém sem roupas ou tampouco irá se afastar de pessoas assim.

  • Alguns suecos, talvez os que se consideram mais modernos e liberais, têm uma forma incomum de se dirigir a estranhos. Muitas vezes, com extrema fofura, como “Oi, amorzinho” ou “Olá, queridinha”. Por quê? Nem mesmo eles sabem explicar.

  • Seguida por algumas pessoas, a tradição de olhar pelo olho mágico para se certificar de que não haja ninguém no corredor antes de sair de casa realmente existe. Muitos suecos evitam conversar com vizinhos. Por esse mesmo motivo, preferem também não encontrar conhecidos na rua.

  • Se não estiver preparado para sinceridade, não pergunte a um sueco como ele ou ela está. É possível que a pessoa não responda o típico “tudo bem, e você?”, mas comece a desabafar sobre a vida e os problemas. E, de acordo com o próprio povo, alguns habitantes do país têm fama de reclamões.

Na sua opinião, você acha que conseguiria morar na Suécia? O que acha de mais fascinante sobre o país? Comente!

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