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Escola de etiqueta inglesa diz o que é legal e o que não é no Whatsapp e no Messenger (em 10 passos)

Fugir dos aplicativos de conversa é quase impossível nos dias de hoje. Todo mundo trabalha, faz negócios, organiza a vida e também dá muita risada pelos grupos de Whatsapp, Messenger e pelas redes sociais.

Porém, há alguns hábitos irritantes ou mal educados, para dizer o mínimo, na vida em sociedade virtual. Preocupado em entender melhor o comportamento dos usuários e o que é considerado ou não de bom tom na comunicação digital, o aplicativo Messenger fez uma extensa pesquisa global.

Para comentar os resultados e apontar soluções para alguns impasses que enfrentamos diariamente nas nossas conversas eletrônicas, a escola de etiqueta londrina Debrett’s (com 250 anos de tradição) elaborou um guia com 10 tópicos essenciais ao bom relacionamento em rede.

Incrível.com comenta esses 10 mandamentos da etiqueta no chat e mostra soluções para casos um pouco mais complicados: sair educadamente de um grupo chato ou inútil, por exemplo.

1. Não use de ironia

Se você está teclando com amigos de longa data, que têm histórias e piadas em comum, é inevitável fazer comentários irônicos para “alegrar” a conversa. Em grupos em que há pessoas não muito íntimas, é preciso ter cuidado com esse recurso de humor, pois nem todos entendem a ironia da maneira que você possa querer transmitir. Para evitar mal entendidos, procure escrever sempre de uma maneira neutra e clara.

A pesquisa do Messenger mostrou que 31% dos americanos pedem esclarecimento depois de uma gracinha mal interpretada. Os britânicos, ao contrário, passam por cima e ignoram a piada.

2. Seja conciso, mas não muito

Vá diretamente e claramente ao assunto, especialmente se você não conhece muito bem a pessoa com quem está conversando e não pretende importuná-la. “Boa tarde, Carlos, gostaria de saber se podemos marcar a reunião para terça-feira na parte da manhã.” Pronto: em uma frase simples, direta e polida está dito tudo o que é preciso.

Por outro lado, ser conciso demais e responder com apenas uma palavra ou por meio de emojis demonstra falta de interesse na conversa. Se o Carlos responde apenas “sim” ou manda um emoji de mãozinha fazendo sinal de positivo, está sendo vago. O certo é responder: “Podemos, na terça às 11 horas no meu escritório”. Assunto resolvido e ninguém perdeu tempo.

Em caso de assuntos mais complexos, envolvendo duas ou mais pessoas, a escola de etiqueta Debrett’s sugere o áudio ou a videoconferência.

3. Evite a multimensagem

Sabe quando aparece na tela que temos 23 novas mensagens num grupo e corremos para ver qual o assunto quente do momento? Pois é, das 23 mensagens, 19 eram de uma só pessoa, incluindo uma chuva de emojis, gifs e figurinhas.

É chato, frustrante, faz as pessoas perderem tempo e dificulta o entendimento da conversa, especialmente se há muita gente envolvida e um assunto a ser resolvido.

Cerca de 37% dos entrevistados pela pesquisa do Messenger consideram a multimensagem uma falta grave de etiqueta, especialmente se o tagarela manda mais de 10 mensagens de uma vez só.

4. Compartilhe com cuidado

Repassar mensagens, áudios e imagens de terceiros é falta grave, tipo cartão vermelho, a não ser que a pessoa que originalmente passou a mensagem der permissão. “Claudinha, que linda essa foto da formatura da Fernanda! Posso compartilhar com o grupo da minha igreja?”. Se a Claudinha não der permissão, caso encerrado.

Metade dos entrevistados da pesquisa global do Messenger também concorda que compartilhar mensagens alheias sem permissão é uma falta de etiqueta tremenda.

Em conversas em grupo, fazer perguntas íntimas a algum integrante é outra indiscrição sem tamanho. “E aí, Jô, como foi o encontro com o irmão do Nelson ontem? Ele é tudo aquilo mesmo?”. Nem é preciso comentar a falta de noção de quem envia uma mensagem dessas no grupo.

5. Chegando de mansinho

Convidaram você para o grupo dos primos, da escola dos filhos, do condomínio, da aula de ioga? Dê um “alô” educado a todos assim que entrar e primeiro observe. Que assuntos aquelas pessoas gostam de conversar? Elas são sérias ou engraçadas? Costumam falar o estritamente necessário ou adoram um bom papo furado com trocas de memes e gifs? Assim, você vai percebendo o estilo do grupo antes de “chegar chegando”.

Antes de tudo, saiba quem está no grupo. Já pensou fazer piada com “aquela descabelada que vai pegar todo dia o filho na escola” para em seguida descobrir que a descabelada está no grupo? Em qualquer situação, resistir à fofoca é uma regra de ouro.

Outro cuidado em conversas em grupo é não se dirigir a alguém com assuntos individuais. Escreva o que possa ser relevante para a maioria das pessoas do grupo. Em vez de “Carmen, quer ver o Coringa amanhã?”, o correto é: “Gente, quem topa ver o Coringa amanhã na sessão das 8?” Se quiser sair só com Carmen, mande uma mensagem apenas para ela.

42% das pessoas entrevistadas pela pesquisa preferem conversar em grupos de até 6 pessoas.

6. Não deixe as pessoas sem resposta

A maioria dos entrevistados pela pesquisa considera frustrante não obter uma resposta no chat, especialmente nas conversas em grupo. E é chato mesmo, parece que estamos falando para as paredes. Até mesmo responder “não sei” a uma pergunta, quando você realmente não sabe, é considerado educado pelos mestres de etiqueta.

Quando você é a pessoa que ficou sem resposta, não leve a coisa para o lado pessoal. Pode ser que todos estejam ocupados ou com problemas mais sérios do que sua dúvida sobre como fazer o melhor pudim de leite condensado. Caso seja um assunto importante, volte a abordá-lo dentro de 24 horas.

A maioria dos assuntos pode esperar e, se o caso é mesmo de vida ou morte e não te deram a mínima bola, é hora de procurar um grupo de amigos mais solidários.

7. “Respondo agora ou deixo para depois?”

Responder rapidamente a uma pergunta é educado, mas nem todo mundo tem tempo para atender a todas as solicitações virtuais ao mesmo tempo: recados no Whatsapp e no Messenger, directs no Instagram, marcações no Facebook, e-mails...

Se a mensagem não é urgente, não é uma falha grave responder dentro de algumas horas, dizem os especialistas em etiqueta da Debrett’s. As notificações push dos aplicativos, que nos permitem ver mensagens sem que a pessoa que nos enviou saiba que vimos, são uma boa estratégia para filtrar o que é menos ou mais importante.

A quem perguntou e ficou sem resposta, a mesma regra descrita acima: espere um dia para perguntar de novo. Insistir em obter uma resposta coloca a outra pessoa na defensiva e colabora com a fama de chato do perguntador.

8. Evite o ghosting

Ghosting é uma expressão em inglês que vem da palavra “fantasma”, muito usada por quem frequenta os aplicativos de encontros. Sabe como é, você não achou aquela pessoa, tipo assim, uma maravilha, ainda mais quando ela veio com uns papos meio estranhos... E o jeito mais fácil de resolver a questão é dar uma de fantasminha e sumir para sempre sem resposta.

Sumir é indelicado. Os professores de etiqueta sugerem que você encerre a conversa com uma explicação curta e educada. No entanto, esta parece não ser uma regra muito popular: 47% das pessoas entrevistadas já disseram ter sido vítimas de ghosting e 39% admitiram ter se transformado no Gasparzinho para evitar uma conversa desinteressante.

9. A arte de sair educadamente do grupo

“Bom dia, grupo!!!” Quem nunca se irritou com as cataratas de gifs animados com imagens de astros reluzentes, rosas vermelhas ou gatinhos fofos todas as manhãs? E a prima que vai se casar e manda pelo Whats fotos de absolutamente to-dos os de-ta-lhes da decoração da festa, do vestido, da roupa das daminhas, dos docinhos, dos pratos do bufê? Enquanto isso, a capacidade de armazenamento do seu celular (e sua paciência) se esgotando...

Esse tipo de comportamento, muito popular em grupos de família, é difícil de ser evitado, mas você pode dar um tempo da conversa de maneira educada, enviando uma mensagem simpática logo antes de sair. “Queridos, estou realmente ocupado com a defesa da minha tese, preciso de muita concentração e vou passar um tempo afastado das conversas virtuais. Nos vemos em breve! Amo vocês!”. Se não tiver coragem de sair, silenciar a conversa pode ser a solução.

Se não tem uma tese a ser defendida, invente um livro que vai escrever, um curso intensivo de meditação zen ou uma viagem de veleiro por algum lugar do planeta onde não haja sinal de wi-fi. Caso alguém precise falar algo realmente urgente ou interessante, vai saber te encontrar. Caso alguém se sinta ofendido com sua ausência temporária (ou eterna), paciência. Sua paz é mais importante.

10. Despedindo-se

É normal despedir-se dos donos da casa no final da festa, não é? Deveria ser assim nas conversas virtuais. Quase metade das pessoas de 45 a 64 anos entrevistadas pelo Messenger garantem despedirem-se nos aplicativos de comunicação. Mas apenas 1/3 dos jovens de 18 a 24 anos acham importante ter esse cuidado.

Os especialistas britânicos recomendam encerrar uma conversa de alguma forma sucinta e gentil. “OK, muito obrigado, nos falamos em breve” ou simplesmente “até logo”. Use emojis apenas com pessoas mais íntimas — o de beijinho é clássico para encerrar uma conversa.

Foram úteis as nossas dicas de etiqueta virtual? Tem algo que as pessoas fazem nos grupos de Whatsapp ou nas redes que você considere irritante ou mal educado? Conte tudo nos comentários!