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Como a série “Minimalismo” pode mudar sua forma de ver o consumismo e ainda ensinar a economizar

A série Minimalismo, da Netflix, fala sobre um livro de Joshua Fields MillburnRyan Nicodemus, autores que decidiram contar como podemos evitar o consumismo e viver somente com aquilo de que realmente precisamos. Com essa experiência, Fields e Nicodemus perceberam como o desapego do consumo é algo libertador. O documentário mostra um novo estilo de vida que também pode ajudar você. Vale a pena conferir!

Incrível.club vai mostrar, por meio dessa série, que viver com o básico é possível, evitando consumir demais e acumular contas impagáveis, assim como ser manipulado por incontáveis propagandas, que nos incitam a comprar aquilo de que não precisamos. Neste post, mostraremos como funciona essa nova maneira de enxergar o mundo.

O livro e os autores

Joshua e Ryan tiveram experiências pessoais diferentes, mas que os levaram a abandonar suas carreiras bem-sucedidas. A ideia era começar a ter uma vida menos estressante e com forte apelo ao desapego. O livro é baseado na trajetória dos dois nos cinco anos que se passaram depois que começaram a viver uma vida minimalista.

Viver com o básico é possível

A ideia tem conquistado pessoas em todo o mundo e tem a ver com o fato de que a dupla não prega uma atitude radical e inalcançável. Eles esclarecem em suas palestras, que é possível se desapegar da maioria das coisas que, na verdade, são supérfluas. O método busca mostrar que muitas de nossas compras são atitudes para preencher vazios, aquisições por impulso e sem propósito.

Um estilo de vida mais simples

Quando analisamos o conceito, vemos que ele é tão simples quanto o novo estilo de vida que propõe. Comprar somente o necessário significa ter menos dívidas, menos estresse e um controle que vai muito além da vida financeira. Afinal, é possível controlar os gastos e deixar a vida mais leve somente com o que realmente é necessário.

“Imagine uma vida com menos: menos coisas, menos desordem, menos estresse e descontentamento... Agora imagine uma vida com mais: mais tempo, mais relações significativas, mais crescimento, contribuição e contentamento”.
“Minimalism: A Documentary About the Important Things“.

Relatos de especialistas no assunto

No documentário, a Netflix mostra entrevistas com uma infinidade de especialistas, que validam os benefícios dessa ideia para a vida do homem moderno. Eles explicam os mecanismos mentais associados à compulsão por compras e o prazer momentâneo que geram. Por fim, o programa mostra as consequências desses atos impensados, que, como é de ser imaginar, podem fazer um verdadeiro estrago nas finanças de pessoas e famílias.

A influência da propaganda

Psicologicamente falando, promoções como a famosa Black Friday, propagandas em geral e até mesmo as feitas por influenciadores digitais, blogueiros e youtubers, levam algumas pessoas a comprar coisas ou trocar por modelos mais “modernos” por puro impulso. Afinal, quem nunca comprou algo de que não precisava?

A “manipulação” mental

As mídias tradicionais e sociais trabalham incessantemente para criar em nós a falsa necessidade de comprar a roupa da moda, o tênis que foi lançado recentemente e o mais moderno smartphone. Essa satisfação que a compra de tal produto causa rapidamente se esvai. Afinal, em 6 meses o fabricante de celular nos oferece um novo modelo de última geração e a TV ou a blogueira mostram que sua roupa chiquérrima já não está mais tão na moda assim.

Aprendendo a viver apenas com o necessário

O ciclo sem fim do consumismo é altamente prejudicial financeiramente falando, já que precisamos de uma montanha de dinheiro para acompanhar as tendências. Além disso, nem precisamos avançar na questão ambiental. Ou alguém tem dúvida do impacto que isso causa na natureza e sobre os recursos naturais? O fato é que, como mencionamos, muitos especialistas garantem que precisamos de pouco para viver confortavelmente.

“Um carro novo? Por que eu iria querer um carro novo? O Datsun (seu carro, modelo B210 de 1982) é ótimo. Acham que eu quero um carro chique? Vocês estão preocupados com o que os vizinhos pensam?”
Christopher McCandless no filme “Na Natureza Selvagem“

Minicasas e armários menores

No documentário, vemos pessoas que entraram de cabeça nesse novo modo de vida e que compartilham suas experiências. Os depoimentos vão desde a mulher que diminuiu drasticamente o número de peças no armário até pessoas que vivem felizes em minicasas móveis. Elas guardam somente o que necessitam para o dia-a-dia, sem a acumulação tão comum nos dias atuais.

Uma ideia para a família inteira

A sugestão de uma vida mais consciente pode se estender a toda família e é isso que sugerem os projetos Minimalism Parenting e o Clutterfree with kids. Os pais que seguem a agenda minimalista orientam os filhos a ter um número limitado de brinquedos, sem acumular. A ideia é escolher de forma consciente o que fica e o que pode, por exemplo, ser doado.

Projeto 333

A escritora e fotógrafa americana Courtney Carver mostra, no documentário, a conclusão do que ela chama de Projeto 333, um desafio que se tornou viral. A ideia é revezar 33 peças de roupa, calçados e acessórios por 90 dias. Participando desse desafio, Courtney concluiu que ninguém notou que as roupas que ela usava eram sempre as mesmas; com criatividade, portanto, é possível ter um pequeno número de peças.

“Um resgate do que realmente importa”

Mas o que, afinal, os autores definem como minimalismo? Basicamente, o conceito é de “um resgate daquilo que realmente importa”. A ideia não é jogar tudo fora, mas ter somente o essencial. De acordo com Joshua, a mensagem é clara: “Tudo o que eu tenho eu tenho de justificar apenas para mim. Preciso disto? Tem algum propósito? Ou me traz alegria?”

“Acho que todo mundo deveria se tornar rico, famoso e fazer tudo que sonhava. Para que essas pessoas pudessem ver que essa não é a resposta”.
Jim Carrey

Gostou da ideia? Que tal tentar viver de uma forma mais minimalista? Conte para nós se concorda ou não com esse conceito.