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Cinco posturas para se sair bem numa entrevista

A psicóloga social americana Amy Cuddy, professora da renomada universidade de Harvard, afirma que nossos gestos determinam o que as pessoas pensam sobre nós. Além disso, eles também influenciam em nossa autoconfiança. E sim, existem posturas que ajudam a programar nosso cérebro para vitórias!

O Incrível.club mostra a seguir quais são as posturas a adotar por apenas dois minutos para diminuir os níveis de estresse e evoluir na vida com sucesso.

A linguagem corporal é o resultado de acontecimentos importantes, como uma promoção no trabalho, falar em público ou durante uma entrevista. Além disso, nossos gestos e posturas influenciam em nós mesmos, em nossos pensamentos e sentimentos.

Há gestos que são típicos de pessoas que têm consciência da própria força. Amy os chama de "expressões de autoridade e domínio não-verbais". No mundo animal, é o "aumento": os animais tendem a ocupar mais espaço, abrindo as asas, esticando a pelagem, etc.

Nós, humanos, fazemos o mesmo. Num momento de triunfo, levantamos os braços e, levemente, o queixo. E quando nos sentimos impotentes, nos "fechamos", nos abraçamos, ficamos em posição fetal e sentimos vontade de ser invisíveis.

Nossa mente influencia em nosso corpo. As pessoas influentes são mais seguras de si mesmas e mais otimistas. Elas se arriscam mais e não têm dúvida de que vão ganhar em jogos de azar. Entre as pessoas fortes e fracas há diferenças também no nível hormonal: as pessoas fortes têm alto nível de testosterona (hormônio da liderança) e um nível baixo de cortisol (hormônio do estresse). Isto significa que são autoritárias, insistentes e, ao mesmo tempo, tranquilas e resistentes ao estresse.

Amy Cuddy realizou uma experiência: durante dois minutos, os participantes adotaram "posturas de força" e "posturas de fraqueza". Percebeu-se que, mesmo durante este tempo tão curto, o nível de testosterona naqueles que permaneciam na "postura forte" aumentou em 20%, enquanto que naqueles que tinham uma "postura fraca", o nível do hormônio caiu também em 20%. O nível de cortisol também foi 25%. Já no segundo, aumentou em 15%.

Estas mudanças hormonais programam nosso cérebro, seja para ser insistente, seguro e forte ou para sentir tensão e timidez.

Na experiência seguinte, Amy simulou uma entrevista de emprego: alguns participantes, antes da entrevista, adotaram posturas "fortes", já outros, posturas "fracas". Em seguida, todos foram entrevistados por cinco minutos de forma muito intensa, e tudo foi gravado em vídeo. Especialistas independentes assistiam aos vídeos e decidiam quais participantes contratariam. No fim das contas, eles escolheram as pessoas que, antes da entrevista, tinham adotado posturas de "força".

Podemos usar isto na vida real? Sim. E é isso que Amy aconselha que você faça caso precise fazer um discurso ou passar por uma entrevista na qual será avaliado: antes da situação de estresse, isole-se (no banheiro, elevador ou num quarto vazio) e adote posturas de "força" por dois minutos.

O corpo muda nossa consciência, a consciência muda nosso comportamento e nosso comportamento pode influenciar no resultado de uma situação importante para nós. Lembre-se disso e vença!

Fotógrafo: Román Zakharchenko, Modelo: Diliara Faizullina exclusivo para Incrível.club
Produzido com base em material de TED