Estudo sugere que mulheres que costumam falar bastante podem viver mais

Da próxima vez que alguém reclamar que você fala muito, considere isso um elogio. A comunicação extensiva não apenas ajuda a criar e a fortalecer laços sociais, como a se expressar com maior precisão. Além disso, especialistas sugerem que também pode ser um fator responsável por uma expectativa de vida mais longa.

Incrível.club guiará você pelas descobertas de estudos recentes, que sugerem que as pessoas que falam bastante também vivem mais.

A relação da expectativa de vida com os genes é um conceito científico conhecido. Alguns especialistas até estudam o que chamam de “gene da longevidade”, que é responsável por reparar o DNA com maior eficiência. Mas pesquisas recentes sugerem que a longevidade não depende apenas da genética, mas também do quanto se fala.

“Bem, você sabe que minha capacidade de falar é infinita”

Um grupo de cientistas da Faculdade de Medicina Albert Einstein e da Universidade Yeshiva, nos Estados Unidos, estudou o número de palavras que falamos e como elas afetam nossa expectativa de vida. Eles descobriram que as pessoas extrovertidas e tagarelas, que apresentam comportamentos e ideias mais tolerantes, positivas e otimistas têm uma melhor qualidade de vida, o que aumenta sua longevidade.

pesquisa, dirigida pelo Dr. Nir Barzilai, estudou 250 idosos com idades entre 95 e 100 anos, concentrando-se na relação entre a personalidade e a genética. A análise da personalidade revelou alguns resultados interessantes: as pessoas que se consideravam mais positivas também gostavam muito de conversar.

E os americanos não foram os únicos especialistas que chegaram a essa conclusão. O psiquiatra espanhol Luis Rojas Marcos explica em seu livro We Are What We Speak (Somos o que falamos, na tradução livre), que as pessoas que falam mais de 15 mil palavras por dia vivem mais do que as que falam menos. Segundo o Dr. Marcos, os tagarelas vivem com uma sensação maior de satisfação, são mais saudáveis ​​e acabam tendo uma vida mais longa.

Curiosamente, suas descobertas podem respaldar outras pesquisas, que explicam por que as mulheres vivem mais do que os homens, já que reconhecidamente costumam falar mais — isso por causa de seus altos níveis de proteína FOXP2, também conhecida como “a proteína da linguagem”. Os cientistas acreditam que níveis mais altos de FOXP2 são os responsáveis por as mulheres falarem em média 20 mil palavras por dia — contra cerca de 7 mil no caso dos homens.

Você é tagarela e gostou dessa boa notícia? Ou acredita que a genética ainda desempenha um papel mais importante na longevidade? Deixe sua opinião na seção de comentários!

Compartilhar este artigo