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Como evoluímos nos últimos 150 anos de acordo com 7 mudanças no corpo humano

A evolução da espécie humana é ensinada na escola como algo antigo, como um acontecimento que ocorreu há milhares e milhares de anos. No entanto, essa questão costuma ser abordada apenas como histórica, e não como biológica. As pessoas pensam que a evolução humana acabou em nossos ancestrais, os Homo rhodesiensis, e ignoram que o corpo dos seres humanos continuou a sofrer mudanças nos últimos anos.

Hoje, com o objetivo de aprofundar essa e outras questões, o Incrível.club vai mostrar a nossa evolução de acordo com 7 mudanças no corpo humano.

1. Aumento da estatura

Muitas pesquisas mostram que a estatura do ser humano aumentou nos últimos 200 anos. No Reino Unido, os homens de 20 anos são 10 centímetros mais altos do que eram em 1890, por exemplo. Já no Chile, a revista científica eLife demonstrou que o aumento foi de 11 centímetros.

2. Temperatura corporal

Ao mesmo tempo que a temperatura do planeta não para de aumentar, a nossa temperatura corporal não para de diminuir. Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, comprovaram que os homens do século XXI tiveram uma redução na temperatura do corpo de 0,59 ºC comparada com os registros do século XIX. Se compararmos esses dados com os de 1800, percebemos que as mulheres também tiveram uma redução, mas em torno de 0,32 ºC.

3. Idade adulta precoce

Hoje em dia, meninos e meninas iniciam a adolescência mais cedo que as crianças de um século atrás. Isso acontece por consequência de uma melhora nutricional e na saúde. Segundo um estudo da Universidade da Califórnia, 15% das meninas começam a puberdade aos 7 anos de idade. Na média, calcula-se que a puberdade passou a acontecer de um a 2 anos antes do que acontecia no começo do século XX.

4. Longevidade

A expectativa de vida aumentou porque houve uma melhora na saúde, na nutrição, na higiene e em outros aspectos da vida cotidiana. De acordo com um relatório publicado pelo Instituto Santalucía, especialistas esperam que a longevidade siga aumentando e supere os 120 anos de idade até o final do século XXI. Se compararmos os dados do começo do século XX, quando apenas 26,2% da população vivia mais de 65 anos, podemos afirmar que muitos jovens da geração do milênio chegarão aos 100 anos.

5. Novas partes e novos órgãos do corpo humano

Graças ao avanço da tecnologia e da ciência, estudos recentes revelaram partes do corpo humano que antes eram desconhecidas. O interstício, por exemplo, é um órgão que sempre gera muita controvérsia entre estudiosos. Ele costuma ser descrito como um espaço preenchido de líquido entre a pele e demais órgãos, músculos e sistema circulatório. Seria, portanto, uma espécie de rede de cavidades composta por colágeno e elastina, presente em muitos tecidos do corpo. Outro exemplo é de 2013, quando se descobriu uma sexta camada no olho, a camada de Dua, que mede apenas 0,001 milímetros de espessura.

6. Partes do corpo que desapareceram ou desaparecerão

Também existem partes do corpo humano que desaparecerão completamente em alguns anos. Algumas pessoas nascem sem os dentes do siso, também chamados de terceiros molares, por causa de uma diminuição no tamanho da mandíbula que acontece pela mudança na alimentação. Outro exemplo é o músculo palmar longo, que vai do cotovelo até o punho. Várias pessoas já nascem sem esse músculo, usado, por exemplo, para escalar.

7. Obesidade

Não é novidade para ninguém que o ser humano está cada vez mais obeso. Isso acontece principalmente pela quantidade de alimentos industrializados e cheios de gordura que as pessoas ingerem todos os dias. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a obesidade quase triplicou desde 1975. Os dados de 2016 mostram que mais de 1,9 bilhão de adultos estava acima do peso, e mais de 650 milhões eram obesos. Os especialistas indicam que as mudanças nos hábitos alimentares e na atividade física ocorrem por uma falta de apoio a setores como saúde, educação, planejamento urbano, meio ambiente, transportes, entre outros.

Como você enxerga essas mudanças? Conhece outras alterações sofridas pelo corpo humano nos últimos anos? Compartilhe nos comentários.