Incrível
NovoPopular
Inspiração
Criatividade
Admiração

8 Desenhos de artistas com Alzheimer que mostram o desenvolvimento da doença

O Alzheimer tem sido estudado há mais de 100 anos, mas ainda não se sabe qual é a sua causa e como curá-la. Há não muito tempo, cientistas ficaram surpresos com a relação entre a criatividade e o desenvolvimento da doença.

Juntamos alguns exemplos que mostram como ela afeta a criatividade de uma pessoa. As imagens e os trabalhos dos pacientes ajudaram os médicos na busca por métodos alternativos para tentar tratar essa doença que afeta tantas pessoas e famílias. Ao final, trazemos um pequeno teste sobre como identificar um diagnóstico precoce. Não obstante, esse tema é muito delicado e o mais indicado é sempre procurar um profissional.

O que acontece com o cérebro humano?

  • Problemas com a coordenação e a planificação dos movimentos
  • Perda gradual da agilidade
  • Apatia, surtos de agressividade, paranoia
  • Perda da capacidade da fala e da escrita
  • Perda do controle dos movimentos

Perda da capacidade de costurar

As primeiras obras do americano William Utermohlen, o pintor mais famoso que sofreu com o Alzheimer

Autorretratos de William, realizados na metade da década de 90, logo depois de o artista ter sido diagnosticado com a doença

As últimas obras feitas por William, alguns anos antes de morrer

O pintor dedicou a vida para chamar atenção aos problemas sofridos pelas pessoas com a doença. Graças aos seus desenhos e ao trabalho de outros pintores, cientistas puderam prever com maior exatidão o desenvolvimento da doença em 30 ou 40 anos.

Pinturas do artista holandês Willem de Kooning: antes e depois do diagnóstico

O pintor foi um dos mais importantes do impressionismo abstrato. Em 2006, seu quadro da série Mulheres, terminado antes da doença, foi vendido por 137,5 milhões de dólares, e apareceu no terceiro lugar das obras mais caras da história.

O americano James Brooks e suas abstrações antes e depois do diagnóstico

Trabalhos de Hilda Gorenstein antes e depois do diagnóstico. Entre outros tratamentos, a própria arte foi usada como uma forma de apoio

Hilda Gorenstein sofreu uma forte depressão após receber o diagnóstico da doença, e não falou com ninguém até que decidiu pintar outra vez. A arteterapia a ajudou muito. Seu terapeuta convidou jovens artistas para trabalharem com Hilda e outros pacientes.

Foi assim que nasceu a fundação Fond Hilgos, que desenvolve esse tipo de terapia e ajuda pacientes a usarem o desenho como método para retardar os efeitos da doença.

Desenhos de pessoas que foram ajudadas pela arte para desenvolver a memória e para controlar as emoções

Alguns 'vícios' se transformam em uma terapia: desenhar, modelar, tocar instrumentos, jogar xadrez ou costurar. Terapias que ajudam a melhorar a memória dos pacientes, a expressividade e a capacidade de comunicação.

As pesquisas sobre como os pacientes desenham ajudaram a elaborar uma série de testes para melhorar o diagnóstico na etapa inicial de doenças como Alzheimer e Parkinson.

Teste com relógios para verificar o funcionamento do cérebro

A tarefa é simples: desenhe um relógio. A prática revelou que os desenhos de pessoas com determinados diagnósticos são semelhantes.

Hoje em dia, alguns cientistas sugerem usar uma caneta digital, que rastreia o tempo que uma pessoa gasta para desenhar e a posição da mão para determinar o grau de desenvolvimento da doença de maneira mais precisa.

Claro, esse teste é só um indício de possibilidade da doença. Se em sua família houver alguém com constantes falhas de memória, o mais recomendado é procurar um médico.

Imagem de capa williamutermohlen