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3 maneiras simples de distinguir os alimentos transgênicos

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O debate sobre os transgênicos, ou Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) já é antigo. Cientistas discutem até hoje se esses produtos podem causar ou não riscos ao meio ambiente e à saúde humana. Fato é que nos Estados Unidos são cultivados 73 milhões de hectares de OGMs de milho, soja, abóbora, mamão e outros. Na Argentina, são 23 milhões de hectares de soja, milho e algodão. E o Canadá possui 11 milhões de hectares de canola, soja, milho e beterraba. Já o Brasil cultiva 50 milhões de hectares de soja, milho e algodão. Por outro lado, países como Áustria, Grécia e Hungria se declaram livres dos OGM.

Pela lei brasileira, os alimentos que possuam transgênicos devem ser indicados pela letra T no rótulo, mas está em votação um projeto que permite o não uso desse símbolo caso a participação dos transgênicos seja inferior a 1%.

Nós, do Incrível.club, somos a favor da maior quantidade possível de informação para que o consumidor possa, com ela, tomar suas próprias decisões em relação ao consumo ou não desse tipo de produto. Por isso, mostramos como distinguir um produto transgênico.

  • OGM: organismos geneticamente modificados (plantas, animais, microorganismos) que receberam genes de outros organismos.

  • GM: são alimentos que possuem maior resistência a insetos nocivos, herbicidas, fungos e vírus. Por isso, tendem a crescer mais rápido que os organismos tradicionais.

  • Até agora, não existe prova científica de que os alimentos geneticamente modificados representem algum perigo real para o ser humano. Várias pesquisas científicas mostram de instituições e universidades mostram isso.

  • No entanto, estudos mostram que alguns OGMs podem causar reações alérgicas. Por exemplo, se você tem alergia a amêndoas e consumir algum produto que contenha genes desse fruto seco, acabará percebendo. Por isso, é importante ficar atento aos rótulos.

1. Fique atento ao rótulo

Produtos naturais em geral possuem esse tipo de informação na embalagem. No Brasil, existe um selo "Produto Orgânico Brasil", que atesta que o produtor possui registro no Ministério da Agricultura e no Inmetro e que se adequa às práticas de produção orgânicas.

Caso haja indício de que houve falsificação do rótulo ou o produto não é orgânico de verdade, podem ser tomadas medidas como perda do selo por parte do produtor e até mesmo multas por parte do Ministério da Agricultura que podem chegar a até R$ 1 milhão de reais.

Nos Estados Unidos, as frutas e verduras possuem um código PLU de 5 dígitos na etiqueta. Se o produto for transgênico, o código começa com o número 8.

2. Preste atenção ao aspecto do alimento

Se você já foi a uma feira de orgânicos, deve ter reparado que os alimentos não são exatamente 'bonitos' e 'vistosos'. Sim, afinal, na natureza, as frutas, verduras e legumes não vão crescer assim, certinhos. Vão desenvolver formatos diferentes uns dos outros e às vezes trarão a marca de um inseto que passou por ali ou da terra. É assim que é a natureza. Já os OGMs e tendem a ter uma forma perfeita e a durarem mais tempo, já que receberam genes que os tornam mais resistentes.

Por exemplo, o gene da bactéria Bacillus thuringiensis, agregado a plantas GM, produz uma toxina que envenena os insetos. Então, se os vegetais estão estragados por insetos, o mais provável é que não sejam transgênicos.

3. Se você faz questão de não consumir transgênicos, fique atento ao seguinte:

Cerca de 78% de soja, 33% do milho, 64% do algodão e 24% da colza produzidos no mundo são transgênicos.

E eles não são vendidos apenas in natura, mas estão presentes em diversos alimentos:

  • Embutidos.
  • Produtos lácteos e queijo.
  • Compostos de farinha.
  • Cereais matinais e aveia.
  • Pães, bolos e derivados.
  • Bebidas doces.
  • Óleos de soja, canola e algodão.
  • Maionese.
  • Chocolates que recebem soja na composição.
Imagem de capa pixabay
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