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11 Frutas exóticas nativas do Brasil que podem melhorar sua saúde

Você não vai encontrá-las facilmente em todo o País, nem em qualquer supermercado. Vai ser necessário garimpar, mas o trabalho valerá a pena. Já falamos de frutas relativamente comuns aqui no Brasil e como elas ajudam a saúde.

Agora chegou o momento de ir para outro nível.

Incrível.club fez uma pesquisa e encontrou algumas frutas exóticas que também são nativas do Brasil. E vamos te contar quais são os benefícios de cada uma para sua saúde, além de algumas curiosidades que ajudam até a conhecer melhor nosso País.

Araçá

A aparência desta frutinha pareceu familiar? Normal, o araçá é parente próximo da goiaba e da jabuticaba, que também são nativas do Brasil. O sabor é semelhante ao da goiaba, mas com nível maior de acidez e pode ser encontrado da Bahia até o Rio Grande do Sul.

Ela tem como alguns de seus benefícios o controle da diarreia. Também é um antibiótico natural, que ajuda a proteger o corpo de alguns tipos de bactéria. O Cemitério do Araçá, um dos maiores de São Paulo, recebeu este nome por causa da grande quantidade de araçazeiros, a árvore onde nasce a fruta, na região.

Cambuci

Nativa da Mata Atlântica, esta fruta tem o formato de uma empadinha e por ser cada vez mais popular na gastronomia — inclusive para aromatizar algumas cachaças -, deu origem à rota do cambuci, formada por 18 municípios no leste de São Paulo. Ainda em início de exploração, a fruta azedinha necessita de mais estudos sobre cultivo, mas se sabe que ajuda a controlar picos glicêmicos e na respiração, um benefício valioso para quem sofre de asma ou bronquite.

Cajá

O cajá tem um papel importante na produção de outra fruta, o cacau: ele faz sombreamento permanente sobre o cacaueiro. É fartamente encontrado no sul da Bahia (região produtora de cacau), tanto in natura quanto em produtos como sorvete. Bastante rico em cálcio, importante para a saúde dos ossos, ele tem uma quantidade grande de vitamina A, mais do que outras frutas famosas por conter esta propriedade, como caju, goiaba e mamão.

Cupuaçu

O cupuaçu gosta de calor e umidade o tempo inteiro, o que explica que seu “habitat” seja a região Norte do país, principalmente a Amazônia. E ele não é pequeno: cada unidade pode chegar a 1 quilo. Como sua polpa ácida possui um tipo de fibra chamada pectina, ajuda bastante a regular os níveis de colesterol. De acordo com estudo conduzido pela Universidade da Cidade de Nova York, ele contém nove tipos diferentes de antioxidantes. Experimente o sorvete, que é delicioso.

Guabiroba

Assim como o cupuaçu, a guabiroba gosta muito de calor. A diferença é que ela não é tão amiga de água constante, o que explica ser muito encontrada no cerrado, uma região com menor índice de chuvas. A fruta é rica em diversas vitaminas, principalmente do complexo B, e ajudam tanto no alívio de gripes e resfriados quanto a evitar câimbras. Por ter um gosto bem forte e adocicado, é usada bastante para fabricação de doces e licores.

Jenipapo

Encontrado em áreas quentes e de bastante umidade, principalmente na Amazônia e na Mata Atlântica, sempre próximo de rios. O nome jenipapo, de origem guarani, significa “fruta usada para pintar”, porque dela se obtém um extrato que os índios utilizavam para pinturas na pele. Para a saúde, seu uso é eclético: os nativos usavam para cicatrizar umbigos de recém-nascidos e até hoje serve como um repelente natural contra mosquitos.

Mangaba

Ela é encontrada tanto no cerrado quanto no litoral do nordeste. A mangaba tem o formato parecido com o do pêssego e seu recheio é uma polpa bem saborosa. Enquanto de sua árvore é extraído um caldo para fabricação de látex, a fruta é bastante consumida para controle de pressão alta e seu chá é usado como alívio para cólicas menstruais. É bem rica em fibras e vitaminas, principalmente A e C.

Mandacaru

O mandacaru é uma espécie de cacto que, naturalmente, nasce nas regiões mais áridas do país, como a caatinga. Seu belo fruto vermelho, também chamado de mandacaru, tem uma casca grossa para evitar perda de água. Assim, a polpa branca é usada como alimento e até para hidratação em períodos de seca, enquanto a árvore, depois de retirados os espinhos, é usada para alimentar rebanhos de gado. Alguns estudos apontam que a fruta é capaz de prevenir ou ajudar a expelir cálculos renais.

Pequi

Não é fruta para qualquer paladar. De gosto amargo e cheiro forte, ele é bem eclético na culinária, servindo para diversos usos, até na fabricação do azeite de pequi. Típico do cerrado, também é usado em pratos como em uma mistura de arroz com frango. Ao comer, é preciso cuidado, porque no fim da polpa há um caroço repleto de espinhos que podem machucar a boca, como aconteceu até com um ex-senador. Ele ajuda a digestão, a função cardíaca e deixa os cabelos mais bonitos.

Umbu

O escritor Euclides da Cunha, autor do clássico “Os Sertões”, chamou o umbu (árvore e fruta têm o mesmo nome) de árvore sagrada do sertão, por ter característica de preservar água em regiões áridas. Semelhante à acerola no formato — a coloração se aproxima um pouco quando mais madura — contém também muita vitamina C, ajudando contra resfriados e gripes. É repleto de minerais e fibras e acelera o metabolismo, auxiliando na perda de peso.

Uvaia

Nativa da Mata Atlântica, a uvaia também é encontrada em regiões da Argentina e do Paraguai. Ela ajuda a evitar a proliferação de radicais livres e retarda o envelhecimento da pele. Como as demais frutas cítricas, é rica em vitamina C, ajudando na prevenção e cura de resfriados e gripes.

Você costuma comer alguma dessas frutas? Tem vontade de provar alguma delas? Conte pra gente nos comentários.

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