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14 Pratos culinários que são apreciados em outros países, mas podem causar estranheza nos brasileiros

Comer é, antes de qualquer coisa, uma necessidade fisiológica. Mas quando percebemos o quanto cada povo tem comidas diferentes em suas mesas, concluímos que, mais do que uma necessidade, a comida faz parte da nossa cultura.

Os ingredientes e as técnicas que utilizamos para cozinhar refletem nosso clima, nossos costumes, religiões e história. Nós já mostramos um pouco dessa variedade com pratos brasileiros, mas há muito mais histórias e variedades gastronômicas entre os povos de outros países.

Por isso o Incrível.club, desta vez, decidiu dar uma volta ao mundo apenas para mostrar alguns pratos que, para quem não está acostumado, podem surpreender pelas suas peculiaridades.

Chapulines (México)

Se você é brasileira ou brasileiro, essa palavra não é estranha. Sim, o nome do herói mexicano Chapolin Colorado é também o nome desses gafanhotos, um dos pratos típicos do país. Geralmente são comidos fritos e acompanhados de chili, limão e sal, como petiscos ou dentro dos tacos. Existem registros dessa iguaria sendo comida desde a colonização espanhola, logo esse é um alimento nativo do México.

Sanduíche de Cérebro (EUA)

Isso mesmo que você leu, um sanduíche de cérebro frito! É um lanche enorme, com origem no século XIX, quando os colonizadores não curtiam desperdiçar nenhuma parte do gado abatido. Até hoje ainda é possível encontrar essa iguaria em alguns lugares dos EUA. No entanto, as leis sanitárias do país não permitem mais a utilização de cérebros de bezerros, por isso eles usam de porcos.

Coração de Alce Recheado (Canadá)

Esse é mais um prato que segue a filosofia de não desperdiçar nenhum órgão dos animais. O alce é um dos animais símbolos do Canadá, e sua carne muito apreciada por lá. Logo, eles não deixariam de comer, inclusive, o coração. Depois de bem limpo, ele pode ser recheado com cenoura, maçã, aipo, cebola, alho e ervas. O recheio precisa ser farto. Aí é só assar e se deliciar!

Nariz Gelatinoso de Alce (Canadá e Alasca)

Falamos muito sério quando dizemos que eles não desperdiçam nada. Num país que tem pizza de alce, até mesmo o focinho desses animais é aproveitado. Para preparar, depois de bem limpo, o nariz do alce é cortado e cozido com alho, cebola e especiarias. Depois, a carne é colocada com o caldo em formas de pão e levada à geladeira. O caldo resfriado vira uma gelatina, que é consumida em fatias com pão ou comida. Quem comeu, afirma que parece queijo europeu.

Caracóis à Portuguesa (Portugal)

Saindo da América, atravessamos o Oceano Atlântico para conhecer os caramujinhos de Portugal. Sim, os mesmos que vemos andando lentamente pelos jardins, enchem os pratos (e os estômagos) portugueses no verão. É um prato para se comer em mesas ao ar livre, acompanhado de molho, bacon e chouriço, além das costumeiras especiarias. Antes de cozinhar, eles devem ser lavados, ainda vivos, até que deixem de soltar aquela babinha.

Mais algumas curiosidades sobre esse prato: a tradição portuguesa é que só se come caracóis nos meses que não têm a letra R: maio, junho, julho e agosto. Mas, para muitos, basta ter sol para pipocar nos cafés e restaurantes a placa com o anúncio “há caracóis”, que já causa euforia nos passantes.

Laverbread (País de Gales)

Agora entramos na categoria das comidas que muitos não comeriam pela aparência. Mas, se você tem o costume de comer comidas japonesas, provavelmente já conhece o ingrediente principal do laverbread: o nori! Essa alga vermelha, que os britânicos chamam de laver, é transformada em uma pasta e comida com pão ou torradas no café da manhã. Também é utilizada para formar crostas em pães e tortas.

Marmite (Reino Unido)

Ainda nas terras da rainha, temos essa outra pasta para torradas que também é encontrada no Brasil! Não, nós não estamos falando de marmitas, mas sim de um intensificador de sabor muito popular no Reino Unido e na Austrália. Popular porque divide opiniões: muitos amam, outros odeiam, já que seu sabor e odor são muito fortes. Esse também é passado nas torradas do desjejum, mas é feito de extrato de levedura e rico em vitaminas B e B12. Em tempo: no Brasil foi batizado de Cenovit.

Morcilla ou Chorizo (Portugal, Espanha, Argentina e outros)

A morcilla, morcilha ou morcela, também conhecida como chouriço no Brasil, é um alimento que, de acordo com Platão, foi inventado na Grécia. É muito apreciado em vários países, principalmente na América Latina e Europa, com destaque para Portugal. É um embutido, uma espécie de linguiça de sangue fresco com diversos temperos, podendo ou não levar gordura e farinha na mistura. No caso do Brasil, o chouriço também pode ter carne.

Kæstur Hákarl (Islândia)

Em islandês, kæstur hákarl significa literalmente tubarão podre. Só essa informação já faz algumas pessoas desistirem de provar esse petisco bonito da foto. Para esse prato, utiliza-se a carne do tubarão-da-groenlândia que, se for consumida fresca, é venenosa. Então, os finlandeses a enterram por vários meses e consomem depois de passar pela putrefação. O resultado é um prato de sabor e cheiro muito fortes, a ponto de ser aconselhável tapar o nariz para comer, se for a primeira vez.

Espetinho de Crocodilo (Austrália)

Já que estamos falando de animais aquáticos (e ferozes), que tal uma parada na Austrália? Ele parece bem comum, mas foi feito de carne de crocodilo! Outros lugares, como o sul dos EUA, também têm no cardápio pratos com a carne desse animal. Os australianos ainda costumam servir espetinhos com outros animais típicos, como canguru, camelo e emu, uma espécie de avestruz. Veja pelo lado bom: eles deixaram os coalas em paz.

Camarão Dançante (Tailândia)

Chegamos à Ásia e nossa primeira parada é nas ruas da Tailândia, onde encontramos os Goong Ten, os famosos camarões dançantes. O molho picante e o cheiro gostoso das especiarias talvez não sejam suficientes para te convencer a comer esse prato. Afinal, os camarões são servidos vivos, pulando do prato. A iguaria é tradicional na Tailândia, mas não exclusiva desse país. Ele também é encontrado em outros países, como o Laos.

Tamilok Woodworm (Filipinas)

Se você gosta de ostras, vai gostar ainda mais do Tamilok das Filipinas, já que as pessoas dizem que os sabores são parecidos, mas o Tamilok é melhor. Apesar de parecer um verme, ele é um molusco que cresce nas madeiras que caem na água, servindo de comida para eles, inclusive. Não julgue os filipinos ainda: os brasileiros têm um prato bem parecido, o turu, do Pará.

Ovo de Cem Anos (China)

Também conhecido como Ovo Centenário, esse alimento é surpreendentemente bem conhecido no Brasil. No Ocidente, é considerado um prato exótico, mas é uma iguaria no Oriente, sendo mais um caso de criatividade em tempos de escassez de alimentos. A técnica de preservação pode ser resultado de tempos de fome na China. Se você mora em São Paulo, não precisa ir até a China para provar: ele é vendido no bairro da Liberdade.

Shiokara (Japão)

Terminamos nosso passeio no outro lado do mundo, o Japão, onde encontramos o Shiokara. Ele é um acompanhamento para outros pratos, parecido com uma conserva. Trata-se de pedaços de lula, fermentados nas próprias vísceras com saquê e temperos. A técnica é milenar, vinda de uma época em que era necessário conservar os alimentos, já que não tinham geladeiras. Além disso, é mais um exemplo de aproveitamento total do alimento em tempos de escassez.

Conhecer a culinária de um povo é uma das melhores formas de compreender a sua cultura. E saber a história por trás dos pratos nos ensina a respeitar as suas individualidades. Agora queremos saber: se colocarem esses pratos na sua frente, você come logo ou primeiro pergunta o que é?

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