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20 Esculturas impactantes cujos significados nos fazem refletir sobre a humanidade

O mundo da arte é bastante rico e diverso, e as esculturas são uma de suas variadas formas de expressão. No entanto, há aquelas pelas quais você passa e simplesmente esquece quase que de imediato, e há aquelas que ficam marcadas na alma. A expressão artística vai além dos fatos e da razão e, portanto, pode atrair a atenção de milhões de pessoas para problemas que normalmente são passados despercebidos pela sociedade. Esculturas impactantes, seus significados e segredos são o tema deste post.

Incrível.club criou uma lista com diversas esculturas que têm uma temática forte e buscam nos fazer refletir sobre o mundo em que vivemos. Acompanhe!

1. “Mão cuidadora”, Glarona

Certamente você já percebeu que essa obra foi criada como uma mensagem sobre cuidado e responsabilidade ambiental. Ela está localizada em um dos lugares mais pitorescos da Suíça — a comuna de Glarona, na região de Glarus. E a natureza vibrante e de tirar o fôlego desse lugar não nos deixa pensar em outra coisa que não na preservação desse ambiente. Os autores da escultura são Eva Oertli e Beat Huber.

2. “A Estrela Ferida”, Barcelona

A escultura é composta por 4 cubos grandes e enferrujados feitos de ferro e de vidro, e lembra uma casa de brinquedos velha e quebrada. Seu nome “A Estrela Ferida” (La Estrella Herida, em espanhol) não é por acaso. A obra representa um réquiem de seu criador sobre tudo que já não existe mais: os sonhos não realizados, os lugares que um dia já foram cheios de vida, mas hoje estão vazios, e tudo aquilo que poderia ter acontecido, mas nunca se realizou. E o principal — a escultura representa a juventude, que rapidamente passa, deixando apenas recordações.

Sua localização também não foi escolhida de maneira aleatória: exatamente ali, perto do mar no bairro de Barceloneta, havia uma favela e a vila de pescadores mais pobre da cidade. Lá diversas famílias pobres moravam em cabanas e barracas pela praia, e enquanto os homens iam buscar sustento no mar, serenatas eram cantadas na areia. Tempos depois, todo o lugar acabou sendo tomado pelos famosos quiosques de praia, carinhosamente denominados de “chiringuitos” em espanhol. Contudo, todos eles foram demolidos pelas reformas antes dos Jogos Olímpicos de Verão de 1992, e assim a cidade perdeu parte de sua personalidade. Agora a praia de Sant Miquel tem uma vista limpa, sem nenhum vestígio de suas vidas passadas e das pessoas que já moraram lá. A não ser pelo monumento aos sonhos perdidos.

3. Escultura “Absorvido pela luz”, Amsterdã

A obra da artista britânica Gali May Lucas para o Festival das Luzes de Amsterdã foi projetada para chamar atenção da sociedade para a obsessão moderna pela tecnologia e para o vício das pessoas em seus celulares. Na escultura, 3 pessoas estão sentadas em um banco nas poses mais comuns para os usuários assíduos de smartphones — cabeças inclinadas para baixo enquanto digitam mensagens de texto. Um detalhe interessante é que os rostos das 3 pessoas são iluminados pelas telas de seus aparelhos. Segundo a autora, sua intenção era transmitir a ideia de que as pessoas são constantemente atraídas para as luzes das telas dos celulares, no entanto, elas não apenas trazem informações, mas nos afastam do mundo real a nossa volta.

4. “Maré”, Londres

Dependendo da maré no rio Tâmisa, em Londres, 4 cavaleiros podem aparecer em sua margem. O autor e ambientalista Jason deCaires Taylor criou essa escultura para chamar atenção do público para a excessiva dependência da humanidade em relação ao petróleo, e para lembrar à sociedade como a indústria moderna influência nas mudanças climáticas. Caso você não tenha percebido, no lugar das cabeças dos cavalos, há bombas de extração de petróleo. Os personagens de terno montados nos cavalos das extremidades olhando para o horizonte são uma referência direta aos políticos e grandes empresários, que ignoram os problemas ambientais causados pela sua exploração desenfreada de recursos naturais.

5. “História de amor”, Kiev

Essa escultura é dedicada a história de amor única de Luigi Peduto e Mokryna Yurzuk, cujo sentimento superou os problemas do tempo e da distância. A dupla se conheceu em 1943 em um campo de prisioneiros de guerra na Áustria, e quando os conflitos na Europa acabaram, o casal foi separado. Eles então continuaram suas vidas, criaram famílias, mas nunca se esqueceram um do outro. Quase 60 anos depois, Luigi encontrou sua amada através do programa de TV Espere por mim (em tradução livre).

Quando o casal se reencontrou, ambos já tinham mais de 80 anos. Luigi ofereceu todo seu amor e pediu Mokryna em casamento, mas, infelizmente, eles acabaram não tendo tempo suficiente para se casar. A escultura se tornou o símbolo do amor eterno. E uma cópia da obra de Kiev foi instalada na cidade de Luigi — Castel San Lorenzo.

6. “Monumento ao tempo perdido”, Kaluga

O monumento foi feito por iniciativa do esquadrão russo de busca por desaparecidos Liza Alert. Na parte inferior da ampulheta há uma boneca triste, criando a imagem de uma criança por volta dos 6 anos de idade, já na parte superior há apenas areia. A mensagem da obra é de que cada segundo conta e é importante na busca por crianças desaparecidas.

Esse símbolo das crianças indefesas já viajou por diversas cidades na Rússia, e hoje em dia está instalado no Centro Cultural e de Inovação de Kaluga.

Os voluntários do Liza Alert trocam a roupa da boneca dentro do monumento de acordo com as estações do ano, dando destaque às dificuldades de identificação encontradas pelo esquadrão na busca por crianças em cada época do ano.

7. “Laranjeira Flutuante”, Tel Aviv

A “Laranjeira Flutuante” (Suspended Orange Tree, no original em inglês) está localizada no centro antigo de Jafa. A laranja é uma fruta especial para Israel. Quando o país foi criado, no ano de 1948, foi graças à exportação de cítricos que foi possível manter a economia ativa. A árvore foi plantada em um recipiente de barro na forma de um ovo e suspensa por cordas entre os prédios do local.

Ran Morin, o autor da obra, afirma que ela se assemelha muito aos seres humanos, que estão tão entusiasmados com o avanço da industrialização e com o progresso tecnológico, que perderam suas raízes — a conexão com a natureza. Mas como essa árvore, nós ainda estamos crescendo, tentando alcançar patamares de desenvolvimento superiores e perdendo cada vez mais o espaço onde deveriam estar crescendo nossas raízes. Há ainda outra interpretação para o significado da obra: a laranjeira sem lugar fixo ao solo representa as migrações do povo judeu e as dificuldades dos imigrantes.

8. “A Língua Sueca”, Malmö

Em uma das margens da cidade é possível encontrar a escultura de um homem de boina em pé, com as mãos nos bolsos e... chorando. Ao se aproximar dela, você pode perceber que lágrimas de verdade escorrem dos seus olhos pelas bochechas. A obra foi criada de acordo com os esboços da artista e diretora de cinema Marie-Louise Ekman, e se chama Det Svenska Tungsinnet (“A Língua Sueca”, em português). O ator sueco Gösta Ekman foi o modelo para a criação da escultura, que curiosamente também era o esposo de Marie-Louise.

A obra deseja passar a mensagem de que os homens no mundo moderno devem suportar todas as dificuldades da vida, desde crises a depressão, sem desanimar.

9. “As Crianças são Vítimas dos Vícios dos Adultos”, Moscou

Esse monumento fica localizado na praça Bolotnaya, em Moscou. Seu autor é o artista russo Mihail Chemiakin. Ele é composto por 15 esculturas e simboliza a luta contra o mau e contra os vícios sociais. Nele, crianças são cercadas por monstros que representam os vícios adultos, como dependência química, violência, ignorância e alcoolismo.

O roubo, por exemplo, é simbolizado pela figura de um homem com a cabeça de um javali carregando uma sacola de dinheiro. O sadismo — um rinoceronte vestido de açougueiro. E a escultura de um cavaleiro com asas, vestindo uma armadura, uma máscara de gás e segurando uma bomba, representa a guerra. No centro da composição, está uma escultura que simboliza a indiferença — seu corpo tem o formato de um sarcófago, seus braços estão tapando os ouvidos e seus olhos estão fechados.

10. “Vicissitudes”, Granada

As 26 esculturas de crianças que compõem a obra “Vicissitudes” são uma das composições mais impressionantes que se tornaram parte do museu subaquático na costa oeste de Granada. O principal objetivo do museu é a recuperação da fauna e flora marinhas locais, que se encontram sob sério risco ambiental. Assim, as estátuas tornam-se uma superfície artificial onde os corais e algas marinhas podem se fixar e se desenvolver. Toda a composição pesa 15 toneladas, permitindo-a suportar as correntes marinhas e os fluxos de maré. O círculo de crianças simboliza o ciclo da vida e a responsabilidade da humanidade pela preservação do meio ambiente para as gerações futuras.

11. “Crianças que não nasceram”, Riga

Como parte do movimento “Em favor da vida”, uma exposição de 27 esculturas de bebês foi montada em Riga, na Letônia. Seu número não é por acaso — segundo estatísticas, essa é a quantidade aproximada diária de abortos realizados diariamente no país. O objetivo da exposição era informar as famílias sobre o aborto e suas consequências.

Ao lado de cada escultura há um pequeno pedestal com um texto escrito em 3 idiomas (inglês, letão e russo), explicando as razões pelas quais as pessoas decidem abortar. Por exemplo, em um deles está escrito a situação de quando uma mulher já tem um filho, está grávida e seu marido morreu, e, por isso, ela decide que não pode criar e educar adequadamente sozinha duas crianças, decidindo realizar o aborto e assim garantir um futuro digno para pelo menos um dos filhos. Já em outro pedestal está a história de uma mulher que ficou gripada durante a gravidez, e acabou abortando por conselho médico.

12. “Empatia”, Moscou

A escultura “Empatia” foi instalada na estação de metrô Mendeleevskaya. Seus autores são o escultor russo Alexander Tsigal, o artista animalista Sergey Tsigal, o arquiteto Andrey Nalich e o designer Peter Nalich. A obra é dedicada ao cachorro de rua chamado Malchik, que morou até sua morte nessa estação do metrô moscovita. A forma violenta de sua morte causou uma grande comoção social na cidade. Na base do monumento está escrito: “Empatia. Dedicado a um tratamento mais humanitário para os animais de rua”.

13. “Alisson Lapper Grávida”, Londres

Na famosa praça Trafalgar, em Londres, existem 4 pilares com monumentos tradicionais em bronze. O quarto pilar, no entanto, tornou-se um local de referência para popularização da arte moderna — as esculturas sobre ele estão constantemente mudando. Nele já foram expostas esculturas representando um navio de guerra inglês em uma garrafa, um galo azul gigante e até um polegar simbolizando o “like”. Hoje em dia, lá está exposto uma cópia de uma antiga escultura persa.

Um dos mais originais e controversos trabalhos já expostos nele, foi a obra de Marc Quinn representando a artista deficiente Alison Lapper grávida. Devido a um erro médico, Alison nasceu sem os braços e com as pernas mais curtas. Sua família se negou a aceitá-la, e a artista viveu sua infância em um orfanato. Contudo, sua deficiência não a impediu de aprender a desenhar — ela segura o pincel com os dentes. Alison vive uma vida plena e até tem um filho. A escultura se tornou símbolo da beleza humana e de sua vontade de viver, e em 2012 foi escolhida como símbolo dos Jogos Paraolímpicos de Londres.

14. “Memorial do Holocausto”, Miami

A localização do monumento, à primeira vista, pode até parecer incomum, mas foi para o sul da Flórida que diversos judeus fugiram para se refugiar do Holocausto. Toda a dor e a tristeza a que esse povo foi submetido estão refletidas na criação desse memorial.

O famoso arquiteto e artista americano Kenneth Treister, e outros 45 escultores e arquitetos, participaram da criação desse complexo monumento. O memorial consiste em uma colunata clássica semicircular de pedra clara, um lago com lírios e uma ilha no centro. Um estreito corredor de pedra leva à ilha, onde estão esculpidos os nomes dos campos de concentração nas paredes ao redor. No centro, está uma enorme escultura em forma de mão que se lança para os céus como um pedido de ajuda. E o braço da mão é cercado por 130 representações de pessoas aterrorizadas por todos os lados.

Segundo Kenneth, o monumento foi projetado não apenas para prestar homenagem às vítimas desse genocídio, mas também para apoiar e motivar os sobreviventes e impedir que a tragédia do holocausto seja esquecida.

15. “A garota fantasma”, Londres

“A Garota Fantasma” (Ghost Girl em inglês) é uma obra do escultor britânico Kevin Francis Gray, e ilustra uma garota cujo rosto está escondido atrás de um longo véu de cristais. Quando um espectador curioso olha por debaixo do véu, acaba se surpreendendo com um rosto de caveira. E as mãos da garota estão cheias de cicatrizes. Dessa forma, o artista descreve uma pessoa que não consegue aceitar a realidade cotidiana.

Apesar de seu tom um pouco assustador, a obra sensibiliza bastante as pessoas — exposições dos trabalhos de Francis Gray são frequentes por todo o mundo, impactando o público por onde passam. “A Garota Fantasma” se tornou um símbolo das pessoas muito reservadas, e demonstra plenamente o drama de sua solidão.

16. “O Mendigo”, Bergen

A escultura de um mendigo encostado na parede na entrada do Banco Central em Bergen, na Noruega, é um monumento à humanidade. O objetivo da obra é lembrar que todos merecemos atenção e ajuda, independentemente se somos pobres ou extremamente ricos. Em uma placa próxima da obra está escrito: “Ninguém é exatamente aquilo que se vê. Fundação da Missão da Igreja de Bergen”. O monumento foi criado para que as pessoas não se esqueçam daqueles que vivem em condições mais difíceis que as delas.

17. “Arranha-céu”, Bruges

O monumento em forma de uma enorme baleia saltando da água fica bem no meio do canal principal da cidade Bruges, na Bélgica. A escultura é formada por 5 toneladas de plástico marinho coletado na costa durante 4 meses. Há de tudo: desde recipientes e garrafas de plástico até cadeiras e baldes. A obra foi apresentada como parte da Trienal de Arte Contemporânea Liquid City.

A escultura foi projetada para chamar atenção para o problema da poluição dos oceanos, e para o fato de que, em breve, a quantidade de plástico neles poderá exceder o número de animais marinhos. De acordo com estimativas científicas, hoje há 150 milhões de toneladas de resíduos de plástico nos oceanos, e a cada ano são acrescentados cerca de 8 milhões de toneladas. Os criadores do monumento esperam que sua obra demonstre o estado grave desse problema, e inspire as pessoas a refletirem sobre o uso e consumo de plástico no mundo moderno.

18. “Os Contemporânios Atemporais”, Leipzig

O monumento é composto pelas figuras de um pedagogo, um médico, um racionalista, um arquiteto urbanista e um teórico da arte. Eles estão todos nus e se equilibram em uma viga. Alguns detalhes são dourados e, portanto, destacam-se na obra (uma serra, uma coroa de louros, uma trombeta, entre outros). Na viga de bronze, onde todos os personagens se equilibram, está escrito: “Fica claro por si só, que por uma questão de princípios é possível sacrificar vida, mas apenas a própria”.

As esculturas no monumento representam aqueles que decidiram destruir a Igreja de São Paulo da universidade de Leipzig — o único templo gótico preservado após a Segunda Guerra no país. No passado, inclusive, já foram realizados concertos dos renomados músicos clássicos Johann Bach e Felix Mendelssohn na igreja. Ela foi destruída por iniciativa do antigo governo da Alemanha Oriental, pois não correspondia ao estilo arquitetônico e urbanista socialista da época. Presenteando a cidade com essa obra, seu autor Bernd Goebel deixou um lembrete eterno de como as ações de um grupo de pessoas incapazes de enxergar além do próprio nariz podem levar a consequências irreversíveis.

19. “Ela mente”, Oslo

Essa escultura monumental tem 16 metros de altura, e é feita de painéis de aço e vidro. Ela foi projetada para demonstrar a superioridade do poder da natureza sobre todos os esforços humanos.

A escultura flutua sobre a água em uma plataforma de concreto e gira em torno de seu eixo de acordo com a maré e o vento. Isso remete às constantes mudanças do clima. A obra se parece com um iceberg, e a água refletida nos painéis de vidro reforça essa impressão, criando a imagem de uma “montanha maciça de gelo”, um símbolo da força e grandiosidade do Norte. A capacidade de mobilidade da escultura representa a força imbatível da natureza, que é capaz de anular todos os esforços da humanidade, e por isso, nunca deve ser subestimada.

20. “Monumento aos Livros Queimados”, Berlim

As estantes vazias na praça Bebelplatz, na capital alemã, nos lembram que nem todos consideraram o livro como melhor amigo. O monumento também faz referência ao evento de maio de 1933, quando nazistas queimaram mais de 20 mil exemplares de livros, entre eles obras de cientistas e escritores renomados. Nas proximidades, existe uma placa com uma citação do poeta alemão Heinrich Heine: “Aquilo foi apenas um prelúdio: onde livros são queimados, acaba-se queimando pessoas também”.

Você já conhecia algum desses monumentos? Conhece mais algum que não está em nosso post? Conte para a gente na seção de comentários.

Imagem de capa gettyimages
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