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Isto é o que acontece quando um ilustrador se dedica intensamente a aprimorar seu trabalho

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Dizem por aí que sucesso é mais ou menos 1% de inspiração e 99% de transpiração. Se uma pessoa gosta de desenhar, mas não se dedica ao menos algumas horas por semana, não é possível esperar que avance muito além das cópias e dos desenhos feitos em seus cadernos escolares.

Claro, isso vale para os estudos, para esportes ou qualquer outra atividade. Veja, por exemplo, os melhores cobradores de faltas no futebol ou arremessadores de três pontos no basquete. Em geral, as histórias são parecidas: é gente que, depois de terminado o treino regular, ainda fica horas e horas em campo (ou na quadra) treinando e treinando. Ou pergunte a quem passou num vestibular dificílimo quantas horas passou estudando.

Pensando nisso, apresentamos o trabalho de alguns ilustradores russos de primeira linha. Eles nos mostram quais foram os resultados que conseguiram alcançar através da prática constante e de muito trabalho. Esperamos que isso inspire todos aqueles que sonharam em desenhar (tocar violão, jogar futebol, tenis, etc.) a retomar a atividade que amavam. E a não abandonar os estudos e treinamentos.

Yekaterina Ragozina

Yekaterina Ragozina: Meus pais também eram artistas, quando viram que sua filha estava disposta a seguir a tradição da família, de uma escola comum me enviaram para uma Academia de Belas Artes. Eu trabalho com uma grande quantidade de pessoas interessantes, organizo exposições e, recentemente, me tornei ilustradora de um livro infantil. Para todos os artistas iniciantes e todos aqueles que amam arte, quero dizer: não tenham medo, sonhem, aproveitem ao máximo cada oportunidade que vem à sua maneira e saibam que se apenas colocam um pouco de esforço, podem alcançar qualquer sonho!

Anna Pavlova, autorretratos

Anna Pavlova: Quando terminei os estudos regulares, chegou a hora de determinar meu futuro profissional. Sem muita hesitação, escolhi a carreira de designer. Aos 19 anos consegui meu primeiro tablet gráfico e comecei a desenvolver-me em gráficos digitais, o que continuo praticando até hoje. Os 6 anos de educação formal deixaram a sua marca, então o que eu mais gosto é criar obras com um estilo perto do realismo; é difícil estilizar minhas ilustrações, mas continuo trabalhando nisso e continuo praticando e aperfeiçoando estilos diferentes.

Inna Anikeeva

Inna Anikeeva: Sonhava em me tornar uma pianista de jazz, de modo que o desenho era para mim nada mais do que um hobby. No entanto, com cerca de 18 anos eu adorava deixar grafites nos perfis dos meus amigos, criando com entusiasmo personagens, roteiros e frases interessantes. Mais tarde, gostei tanto desse processo que eu não poderia viver nem um dia sem fazer uma criação minha... 6 anos mais tarde, considero com toda a confiança no mundo uma ilustradora e estou extremamente feliz por ter encontrado a minha vocação.

Victor Senin

Victor Senin: Desde a minha infância eu gostava de desenhar. Desenhava personagens de desenhos animados, depois de cada novo episódio, o que surpreendia muito a meus pais; não só capturava o personagem em movimento, mas também o fazia com uma caneta, onde cada traço errado pode estragar o desenho. Na escola todos os meus cadernos estavam cheios de desenho. Desenhando, aprendia melhor, a minha concentração aumentava. Naquela época, não ligava esse hobby com o meu futuro. Naquele tempo não existiam ainda os designers gráficos e acreditava que o máximo que poderia me tornar seria "vender quadros na rua como os artistas estranhos." Mas logo percebi que eu queria fazer isso durante toda a minha vida e até larguei a universidade onde estudava outra carreira.

Maria Bezrukova

Maria Bezrukova: eu gosto das palavras de um amigo: "Acho que primeiro nasceu minha paixão e, em seguida, eu". O mesmo acontece comigo. Parece que desde a minha infância tinha uma paixão por desenhar. Claro, meus pais artistas e o ambiente criativo na minha família influenciaram nisso. Mas hoje não me vejo dedicando a outra coisa senão ao desenho. É o que sempre me acompanhou, é a minha vida e a minha maneira de expressar minhas emoções.

Recentemente decidi redesenhar minhas obras infantis e entendi que meu amor por motivos étnicos tem raízes na minha infância. No andar de cima, uma garota chefe de alguma tribo da floresta; abaixo, uma xamã a quem denominei Florence.

Marat Nugumanov

Marat Nugumanov: lembro como em minha infância pedi ao meu pai que desenhasse uma pessoa e, surpresa, percebi que o desenho consistia de elementos simples e que ele poderia repeti-los. Desde então, não deixei esta tarefa. Desenhava todos os dias. É uma das atividades que você simplesmente não pode deixar de fazer; vendo uma folha em branco eu ficava impaciente para começar a desenhar.

Dinara Galieva

Dinara Galieva: Estudei em uma escola de arte, mas foi há muito tempo e não era algo sério. Então decidi me dedicar à ilustração e eu tive que aprender tudo do zero por conta própria. Se você desenha, pode estudar algo novo por toda a eternidade. O que continuo fazendo. Como a maioria dos artistas, muitas vezes eu me inspiro nas obras de outras pessoas, mas acho que o mais útil é olhar ao redor. Você não pode nem mesmo imaginar quantas coisas interessantes pode descobrir, enquanto observa uma simples sujeira em um sapato. Até isso, acreditem, pode servir de inspiração.

Maria Zavolokina

Maria Zavolokina: A vida é uma enorme busca criativa tanto para mim quanto para qualquer outra pessoa. Não gosto de como ensinam desenho nas escolas, não deixam espaço para a criatividade... Muitas pessoas que acabam as suas carreiras nas escolas de arte ou música escolas não usam suas habilidades no futuro, só porque os professores muitas vezes lhes tiraram essa paixão por causa de suas altas exigências. Mas, no final, tendo passado por diversas profissões, percebi que eu não podia escapar do meu destino. Agora o que é valorizado em uma ilustração é a personalidade, o estilo e o senso de humor, o que me inspira muito. Espero poder combinar tudo isso em mim e encontrar harmonia em meus trabalhos.

Astkhik Rakimova

Asthik Rakimova: O que me inspira? O que quer que seja. Recentemente eu estava pensando: "Como desenho esse espião?". E de repente passou um ex-astro do rock pelo escritório.

O que me ajuda a crescer? Nossos leitores, pessoas por quem todos os dias tentamos nos superar. Quando gostam do que estamos fazendo, nos inspiram ainda mais; quando não gostam muito, nos ajudam a evoluir e a melhorar. Obrigada a todos!

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