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Curiosidades interessantes sobre a produção do filme “À Espera de um Milagre”, responsável por fazer toda uma geração chorar

À Espera de um Milagre, uma das adaptações cinematográficas de Stephen King de maior sucesso, é um dos filmes mais emocionantes da história do cinema. O longa superou a marca de 100 milhões de dólares (equivalente a 421 milhões de reais) em bilheteria e foi recebido com entusiasmo pelo público. Tanto o diretor como o escritor relacionaram o sucesso do filme à boa escolha de seu elenco. O longa tem estado entre as primeiras posições nas listas de melhores filmes do mundo desde seu lançamento e foi indicado ao prêmio Oscar em 4 categorias, contudo não chegou a ganhar a famosa estatueta.

Nós, do Incrível.club, também amamos esse filme. Por isso, procuramos os segredos e as curiosidades por trás de suas gravações e estamos prontos para compartilhá-los com você. Acompanhe!

Os atores foram minuciosamene selecionados

  • A ideia da adaptação cinematográfica do livro À Espera de um Milagre chamou instantaneamente a atenção do diretor Frank Darabont, que tentou recriar a história no filme o mais semelhante possível à original. O próprio Stephen King lançou o livro em partes, para que o leitor não tivesse chance de saber o final antes de ter lido tudo. E ele próprio não conseguia se decidir se seu herói morreria ou não até os momentos finais.
  • Segundo Frank Darabont, um diretor pode se considerar sortudo quando o ator que ele imaginou ao escrever o roteiro aceita o seu convite para atuar nas gravações. Nesse caso, para Frank apenas Tom Hanks deveria dar vida a Paul Edgecomb. E Stephen King pensava da mesma forma, alegando que o ator combinava perfeitamente para o papel do protagonista.
  • Apesar disso, o ator John Travolta também foi considerado para o papel por um tempo. Mas ele o recusou de imediato. E isso não quer dizer que o roteiro conquistou Tom Hanks imediatamente, pois ele acabou concordando com o papel por ter um certo sentimento de dívida com o diretor — por causa de sua atuação em Forrest Gump: O Contador de Histórias (1994), o ator teve de recusar um trabalho no longa Um Sonho de Liberdade (1994), dirigido por Frank Darabont, o que o deixou se sentindo culpado.
  • Durante os testes, surgiu um problema em relação à imagem do personagem John Coffey: nenhum dos atores que participaram do casting se encaixavam no perfil que a produção queria. Foi então que Bruce Willis sugeriu o ator Michael Clarke Duncan, com o qual tinha atuado no filme Armageddon (1998). Michael leu o roteiro e disse: “Este sou eu. Independentemente do que eu tenha que fazer depois, eu tenho que interpretar esse papel”.
  • Após a morte de Michael Duncan, o diretor disse que, em sua opinião, nenhum ator merecia um Oscar tanto quanto Michael por seu papel como John Coffey. Mas ele acabou nunca tendo recebido esse prestigiado prêmio.
  • O intrigante Percy Wetmore foi interpretado brilhantemente pelo ator Doug Hutchison. Na versão do livro, Percy era muito jovem, mas o ator já tinha 39 anos. Ele literalmente perseguiu o diretor para conseguir esse papel, assim como mentiu dizendo que tinha 30 anos, escondendo seus documentos.
  • Michael Duncan era realmente muito alto, mas tinha praticamente a mesma altura de outro personagem principal — Brutus “Brutal” Howell, interpretado por David Morse. Por isso, para criar a imagem de um gigante, os produtores do filme usaram ângulos favoráveis, diversas plataformas e cópias reduzidas do cenário. O leito da prisão de Coffey era reduzido para que o ator parecesse um verdadeiro gigante dentro dela.

As filmagens foram bastante realistas, e às vezes até demais

  • As lágrimas de Coffey na cena da imagem acima foram reais. O ator chorou ao se lembrar de como seu pai abandonou sua família em sua infância.
  • A atuação impecável de Michael Duncan acabou emocionando toda a equipe de produção — na gravação das cenas finais quase ninguém ficou imune às lágrimas.
  • Para se encaixar no papel, Tom Hanks teve de ganhar alguns quilos. E, no fim, ele conseguiu engordar, mas, já para o próximo papel, no filme Náufrago (2000), o ator teve de perder muito peso rapidamente.
  • Stephen King adorava visitar o set de gravação. Para que o escritor pudesse avaliar se tudo estava sendo feito corretamente, Tom Hanks gostava de permanecer no personagem. Além disso, o ator acreditava que permanecer como Paul também fora do estúdio poderia ajudá-lo a melhorar sua atuação. Um dia, Stephen King visitou o set e convidou Tom Hanks para um café, mas o ator negou categoricamente. “Eu não posso, Stephen — respondeu o ator —, estou responsável por todo um bloco da prisão”.
  • Segundo o roteiro, o agente penitenciário Percy é uma pessoa bastante irritante, responsável por fazer a vida tanto dos colegas como a dos prisioneiros mais difícil — e por isso é também odiado por todos. Assim, Doug Hutchison usava sapatos especialmente barulhentos para que todos ficassem naturalmente irritados com a sua presença. E os rangidos do sapato também podem ser ouvidos no filme.

Alguns pequenos detalhes podem influenciar muito no entendimento do roteiro

  • Não há um único detalhe supérfluo na história de À Espera de um Milagre: tudo nele é importante para o desenvolvimento do roteiro.

  • O menor (e nesse caso no sentido literal da palavra), mas bastante importante, nuance no filme envolve o ratinho Sr. Jingles, o qual, segundo o roteiro, tinha 64 anos. O papel do famoso Jigles foi interpretado no total por 15 ratinhos treinados. O treinamento deles durou vários meses, mas ainda assim os animaizinhos não conseguiam performar corretamente alguns truques, o que levou os produtores a recorrerem à ajuda da animação e da computação gráfica. A Associação Humanista Americana acompanhou de perto as gravações e garantiu que nenhum dos ratos sofreu qualquer tipo de maltrato. Assim, na cena na qual Percy atropela o Sr. Jigles foi usado um boneco no lugar do ratinho.
  • Para que ficasse claro para os telespectadores quem eram os agentes penitenciários e quem eram os prisioneiros, um uniforme especial foi desenvolvido. Seu projeto foi baseado em parte nos modelos de uniformes do exército e nos dos trabalhadores das prisões americanas. Na época das gravações do filme, não havia uniformes especiais para os agentes penitenciários.
  • Na cena quando Paul Edgecomb já idoso vai tomar café da manhã depois de acordar de um sono profundo, podemos ver que o chão sob seus pés é verde. Isso é uma alusão direta ao corredor da morte (em inglês “green mile” — milha verde em tradução livre, remetendo ao corredor de cor verde que levava os prisioneiros sentenciados à morte nos Estados Unidos à sala de sua execução).
  • A mudança na aparência de Melinda Moores, de quando ela estava doente para depois quando se curou como resultado do “milagre” feito por Coffey, deveria ter sido mais perceptível. Para que sua aparência de quase morte ficasse a mais doentia possível, os figurinistas a fizeram ficar sem sobrancelhas.
  • O personagem interpretado por Sam Rockwell, o maníaco Wild Bill Wharton, deveria despertar um sentimento de repulsa nos telespectadores. Assim, para realçar ainda mais essa sensação, os maquiadores fizeram acnes artificiais pelo corpo do ator.

O cenário tem uma grande importância para o roteiro, e, durante sua montagem, a produção consultou psicólogos para obter o melhor resultado possível

  • A produção reconstruiu o cenário do pavilhão do bloco da prisão exatamente como descrito no livro. A prisão foi planejada para ser menor, mas o mais minimalista possível. E por isso psicólogos também trabalharam na sua projeção — ela deveria causar medo, rejeição e tristeza nos telespectadores. Os próprios membros da produção disseram que, após muitas horas de trabalho dentro do set da prisão, eles começavam a se sentir como se estivessem em uma cadeia de verdade.
  • Três cadeiras elétricas foram feitas para o longa, e a cadeira que serviu de protótipo para a criação das do filme foi a da prisão Sing Sing, no estado de Nova Iorque. Apesar disso, nos anos 30, quando ocorrem os acontecimentos do filme, provavelmente a execução do prisioneiro teria sido feita por enforcamento.
  • Em uma de suas visitas aos estúdios de gravação, Stephen King decidiu se sentar na cadeira elétrica. Mas ele não gostou nenhum pouco da sensação que ela lhe trouxe. Dizem que o escritor ficou tão impressionado com a experiência que não mediu palavras para descrevê-la na hora.

À Espera de um Milagre é, sem sombra de dúvidas, uma das grandes produções da história do cinema. O que você achou da atuação de Tom Hanks? Acha que John Travolta teria performado tão bem quanto? Conte para a gente na seção de comentários.