Incrível
NovoPopular
Inspiração
Criatividade
Admiração

A menina por trás de "Alice no País das Maravilhas"

----
363

Era 4 de julho de 1862, quando, em um pequeno bote movido a remos, uma menina britânica de 10 anos passeava. Ela pediu a Charles Dodgson, famoso romancista da época e que se encontrava por ali, que contasse uma história a ela e suas irmãs. Aquele homem era quem ficaria conhecido como Lewis Carroll, pseudônimo usado nas histórias que criou.

A história que ele contou era muito diferente daquelas que costumava narrar. Tratava-se das aventuras de uma menina chamada Alice, que caía na toca de um coelho.

A menina (chamada Alice) pediu que Charles escrevesse a história e lhe desse de presente. E foi isso o que aconteceu meses depois: Charles presenteou a garota com o manuscrito chamado "As aventuras subterrâneas de Alice" em novembro de 1864. O próprio Charles tinha também desenhado as ilustrações.

Depois, Charles decidiu reescrever a história, deixando-a mais comercial. Em seguida, ele enviou o original ao amigo escritor George MacDonald, durante a primavera de 1863.

Os filhos de MacDonald leram a história e adoraram, o que motivou Charles a publicá-la usando o pseudônimo de Lewis Carroll. A obra ganhou o título de "As aventuras de Alice no país das maravilhas". Com ilustrações de John Tenniel, o livro foi publicado em 1865.

Mais tarde, em 1871, foi publicado "Alice através do espelho". Finalmente, em 1886, foi publicado o manuscrito original que Carroll tinha dado de presente à pequena Alice.

Alice Lidell se casou em 1880 com Reginald Hargreaves, um rico herdeiro que jogava críquete pela equipe do Hampshire. Ela foi a primeira presidenta do Instituto Eneri Down para mulheres.

O casal teve três filhos, sendo que dois morreram durante a Primeira Guerra Mundial. O terceiro, chamado Caryl, sobreviveu e teve uma filha. Seu nome parecia ter alguma relação com o de Lewis Carroll, mas Alice sempre negou qualquer ligação.

Em 1926, depois da morte do seu marido, Alice enfrentou problemas para manter sozinha sua propriedade, de nome Cuffnells. Por isso, ela precisou vender o manuscrito original que havia ganho de presente de Lewis, quando ainda era criança. O manuscrito foi vendido por 15.400 libras e exibido na Universidade Columbia, nos Estados Unicos, em celebração a Carroll. Após a morte do comprador, a tão preciosa peça foi entregue aos britânicos "em reconhecimento pela luta contra Hitler, antes que os EUA interviessem". Atualmente, o material está na British Library.

Em 1903, foi produzido o primeiro filme inspirado no livro, com uma duração de 12 minutos. Destes, apenas oito minutos ficaram para a posteridade, e você pode conferir logo abaixo.

----
363