12+ Incoerências e falhas em “Harry Potter” que talvez nem os trouxas nem os bruxos conseguiriam notar

J. K. Rowling criou um mundo mágico especial e único, mas com tantos detalhes, que se torna difícil se lembrar de tudo. Nas séries de livros e filmes, há diversas inconsistências e “buracos” na trama, que levantam questões para os leitores e telespectadores mais atentos.

Nós, do Incrível.club, relemos os livros e revimos os filmes para abordar alguns dos pontos mais controversos. No bônus, vamos falar sobre o que realmente aconteceu com os Dursley, a família que criou o Harry Potter. Confira!

  • A história começa em uma “terça-feira cinzenta e monótona”. No entanto, em 1981, o dia 1 de novembro caiu em um domingo.
  • Quando Harry volta do Beco Diagonal para a cidade de Little Whinging, ele embarca em um trem na estação de Paddington. Entretanto, Little Whinging fica localizada em Surrey, ao sul de Londres. Portanto, o protagonista deveria ter partido de outra estação, Victoria ou Waterloo, porque os trens de Paddington vão para o Oeste.
  • No primeiro filme, a Sra. Weasley pergunta aos seus filhos de qual plataforma o trem partirá. Mas será que ela não já deveria saber essa informação? Afinal, ela enviou seus outros filhos mais velhos para Hogwarts, da mesma plataforma.
  • A tia Petúnia deveria saber que os bruxos não podem usar magia fora da escola, por isso não deveria ter medo de Harry. O fato é que essa proibição foi implementada em Hogwarts em 1875, muito antes de Lily entrar para a escola.
  • Na terceira parte da saga, Harry Potter enche sua tia Guida como um balão. Após isso, ele deixa a casa dos Dursleys com muita raiva. Nesse momento, o herói está decidido a ir embora de vez e não voltar, ou seja, ele deixa de considerar aquele lugar como sua casa. Consequentemente, o feitiço que o protegia deveria ter se desfeito naquela hora, não apenas no último livro.
  • Outra discrepância temporal: a professora Trelawney disse à Lilá Brown: “Sim, aliás, o que você mais teme irá acontecer na sexta-feira, 16 de outubro”. Porém, em 1993, o dia 16 de outubro foi em um sábado.
  • Enquanto Severo Snape substituía o professor Lupin, ele disse à Hermione que era a segunda vez que ela o interrompia, falando sem pedir permissão. Na verdade, era a terceira vez.
  • Em Harry Potter e o Cálice de Fogo, na carta que Harry escreveu para Sirius, ele menciona que Dudley havia atirado seu PlayStation pela janela. Contudo, o PlayStation não existia na Europa até setembro de 1995, e os eventos do livro se desenrolam em 1994.
  • Também no quarto livro, por conta do fenômeno Priori Incantatem, ou “efeito do feitiço-reverso” — quando duas varinhas de mesmo núcleo competem uma com a outra em um duelo — uma varinha força a outra a expelir os últimos feitiços que lançou, mas em ordem reversa. Por isso, as aparições emitidas da varinha de Voldemort surgiram na ordem errada, erro o qual a própria autora já admitiu: Lily aparece antes de James, embora devesse ter sido o contrário.
  • No quinto livro, os protagonistas criam a Ordem da Fênix. Antes disso, eles reuniram alguns estudantes na taberna Cabeça de Javali. Dênis Creevey, aluno do segundo ano, também estava nessa reunião. De acordo com as regras da escola, porém, ele não deveria estar lá, pois apenas alunos a partir do terceiro ano poderiam visitar Hogsmeade.
  • Quando Harry e seus amigos foram para o Departamento de Mistérios do Ministério da Magia, não havia membros da Ordem lá. Mas o motivo não ficou claro: desde o início do livro, foi dito que os membros da Ordem da Fênix alternavam turnos no Ministério. Talvez, não havia pessoas suficientes para cobrir todos os horários.
  • Em Harry Potter e as Relíquias da Morte — Parte 1, os três melhores amigos estavam em fuga, vivendo em uma tenda e se alimentando muito mal. Como os fãs sabem, de acordo com uma das regras de transfiguração, não é possível criar comida do nada. Mas por que a Hermione, o Harry ou o Ron não duplicaram a comida que tinham? O trio parecia ir a supermercados comuns para conseguir comida, pois eles aparecem com ovos e pães em algum momento. A explicação talvez seja porque, mesmo que duplicassem, o valor nutritivo do alimento permaneceria o mesmo.
  • O Sr. Olivaras vendia varinhas mágicas por uma média de sete galeões cada, o que equivale a cerca de 42 dólares (ou 220 reais). As varinhas tinham um preço muito baixo, considerando os materiais raros dos quais eram feitas. Os fãs dos livros já devem ter feito a matemática e notado que esse vendedor de varinhas provavelmente não arrecadava dinheiro suficiente com as vendas. Por isso, é possível que ele tivesse outra fonte de renda, como ministrar palestras sobre a arte de fazer varinhas, ou algo parecido.
  • Os trouxas pareciam poder entrar no mundo mágico acompanhados dos bruxos. Afinal, vimos os pais da Hermione encontrarem Harry e Ron no Beco Diagonal, e a tia Petúnia aparece na plataforma 9 ¾ com a Lily.

Bônus: qual foi o destino dos Dursleys?

Em Harry Potter e as Relíquias da Morte, o tio, a tia e o primo de Harry deixam sua casa para ficarem sob a proteção dos membros da Ordem da Fênix. Mas o que aconteceu com eles depois? J. K. Rowling desvendou esse mistério em parte. Dudley se casou e teve dois filhos. Supostamente, os primos mantiveram contato porque Dudley estava na lista de pessoas para quem Harry iria enviar cartões de Natal. Além disso, os filhos de ambos pareciam brincar juntos de vez em quando.

No que diz respeito aos tios de Harry, o destino deles permanece desconhecido.

Que perguntas você gostaria de fazer para os criadores dos livros e filmes sobre a vida do bruxinho mais famoso? Comente aqui!

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