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11 Avaliações técnicas de cenas famosas que mostram o quão absurdas elas seriam na vida real

Diversos vídeos na internet mostram especialistas de diferentes áreas analisando cenas de filmes e comentando sobre a veracidade ou exequibilidade dos fatos retratados nelas na vida real. Há, inclusive, alguns clichês repetidos à exaustão no cinema e que não teriam a menor condição de ocorrer fora das telas, como, por exemplo, quando um piloto decide conversar com o operador de voo durante uma turbulência ou quando se acende uma fogueira somente por atrito de dois bastões em um piscar de olhos.

Com a ajuda de profissionais, o Incrível.club passou a observar algumas cenas sob uma nova perspectiva. E muitos desses momentos parecem ter sacrificado a lógica em prol do espetáculo. Acompanhe!

Tom Hanks teria de se esforçar mais em Náufrago

O que acontece no filme: o herói não possui experiência suficiente nem materiais apropriados, mas precisa fazer fogo para sobreviver numa ilha deserta. Para isso, ele decide usar a força do atrito de bastões. Em menos de um minuto, tudo dá certo.

Na realidade: sim, é possível fazer fogo dessa maneira. No entanto, de acordo com Bear Grylls (um famoso aventureiro) seria necessário muito mais tempo. Não podemos nem dizer que foi um fragmento editado: essa cena leva literalmente 30 segundos. Para se ter uma ideia, Bear levou quase 12 horas para fazer fogo da mesma maneira.

O garoto de Free Willy deveria ter estudado melhor as orcas

O que acontece no filme: um menino resgata e liberta uma orca do confinamento. O animal, então, segue em direção ao mar aberto. Todos estão felizes, pois Willy (a baleia) terá uma nova “casa” bem maior que a antiga.

Na realidade: nas cenas em que a orca aparece, devemos prestar atenção nas barbatanas do animal. As orcas criadas em cativeiro têm uma barbatana dorsal levemente curvada. Isso acontece devido ao estresse acumulado, à fadiga e a possíveis distúrbios psicológicos. Na natureza, essa parte do corpo é importante não só para se ter uma vida aquática plena em mar aberto, mas também para facilitar a movimentação.

Se devolvermos o animal à natureza com a barbatana deformada, ele poderá ter problemas no novo habitat. Além disso, as habilidades de caça e outros aprendizados da vida selvagem são essenciais para animais que não vivem em cativeiro.

O final de Titanic deveria ter sido muito mais obscuro

O que acontece no filme: os náufragos estão em águas congelantes. Alguns morrem de hipotermia, outros conseguem se salvar em cima de tábuas de madeira.

Na realidade: o clássico e eterno debate sobre se ambos poderiam ter sobrevivido não faz sentido se pensarmos que todos deveriam ter morrido. A temperatura era tão baixa que a hipotermia não demoraria para ocorrer. Nesse estado, o sangue começa a circular mais lentamente, dando prioridade aos órgãos vitais e causando dormência em pés e mãos. Mesmo que Rose tivesse pulado na água ao ver os barcos de resgate, ela não teria conseguido nadar até o apito. E, claro, também não conseguiria pegá-lo na mão, assoprá-lo e esperar o resgate chegar sem se afogar.

O piloto de O Voo estava violando as regras

O que acontece no filme: durante as turbulências, o piloto começa a falar com o operador para informar sobre as complicações do voo.

Na realidade: a turbulência é um fenômeno comum na aviação. Há três categorias: leve, moderada e grave. Todos que já voaram pelo menos uma vez na vida provavelmente já passaram pela primeira. Na segunda, há mais solavancos. Quando se está na terceira, a única saída é esperar que o piloto saiba o que está fazendo e torcer para que as bagagens não caiam dos compartimentos que eventualmente tenham ficado abertos. Em nenhuma dessas situações, no entanto, os tripulantes irão perder tempo falando com os operadores em solo. O primeiro passo é continuar pilotando e manter a calma entre os passageiros. Somente depois é que se pode entrar em contato com a central de operações.

Em Ace Ventura 2 — Um Maluco na África, o elefante não está atacando

O que acontece no filme: um elefante parte para cima de um homem levantando as patas dianteiras e se apoiando nas traseiras.

Na realidade: essa posição não representa um comportamento tipicamente agressivo de um elefante. Ao se levantar nas patas traseiras, o animal expõe sua barriga, o que o deixa vulnerável a possíveis ataques. Se realmente estivesse hostil, ele apenas abaixaria a cabeça e empurraria o homem contra o chão. O que se vê no filme mais parece com o comportamento de um animal circense treinado.

Mais uma incoerência pode ser observada no filme, só que em outra cena. Os eventos da história se passam na África. Na parede de uma casa se vê a cabeça pendurada de um elefante africano, mas quando a parede desmorona, vemos um animal sair de dentro dela: um elefante indiano. A diferença entre as duas espécies é notável. O último tem orelhas menores, não tem presas e os formatos da cabeça e do tronco são totalmente distintos. A escolha dos cineastas, mesmo assim, é compreensível, visto que os elefantes indianos são mais propensos ao treinamento.

Em Whiplash — Em busca da perfeição, deram ao herói alguns “superpoderes” para intensificar o efeito dramático

O que acontece no filme: o protagonista é baterista e está atrasado para um concerto. Ele se senta ao volante, bastante agitado. Por estar gritando ao telefone, não percebe que um caminhão o fecha à esquerda. O carro rodopia e o rapaz fica com alguns ferimentos pelo corpo, mas rapidamente se levanta e segue em direção ao show.

Na realidade: do ponto de visto médico, após um acidente desse tipo, o melhor a se fazer é não se mover e esperar a ambulância chegar. Se houver riscos de explosão do automóvel, o ideal é se afastar um pouco do local e esperar o resgate. Mas em hipótese alguma alguém simplesmente se levantaria e continuaria andando como se nada tivesse acontecido. Em tais casos, há também muitas chances de hemorragia interna, lesões no pescoço ou vértebras deslocadas.

Matt Damon em Perdido em Marte deveria ter voltado para casa com os outros

O que acontece no filme: o protagonista (Matt Damon) é atingido por uma antena durante uma tempestade de areia e é dado como morto. E, a partir disso, outros eventos se desenrolam.

Na realidade: as tempestades de areia são frequentes em Marte e, às vezes, cobrem áreas enormes. Mas vale lembrar que o ar nesse planeta é altamente rarefeito; seria o equivalente a uma altitude de 30 mil metros na Terra. Para uma melhor compreensão, o pico do Everest está a uma altitude de 8,8 mil metros e quase todos que chegam até lá precisam de oxigênio extra. Em meio a um ar tão “fino”, seria altamente improvável que o personagem pudesse ter sido atingido.

O fato que é as pessoas que fizeram o filme, por alguma razão, decidiram que a gravidade em Marte seria a mesma da Terra. Na verdade, é de apenas 38%. Ou seja, os personagens não poderiam se mover normalmente e tudo teria sido muito diferente de como foi mostrado no filme.

A cena da tarântula em Jungle 2 Jungle (Meu Filho das Selvas) foi engraçada, mas não muito realística

O que acontece no filme: uma aranha decide dar uma lição no protagonista e começa a persegui-lo.

Na realidade: apesar de muitos contarem histórias de como foram perseguidos por aranhas, esse tipo de comportamento dificilmente aconteceria na vida real. Tais animais não correm atrás de pessoas; eles buscam o máximo de distância delas possível. Tarântulas são geralmente muito dóceis, mas se precisarem se defender, podem morder ou soltar os pelos que têm na parte de trás do corpo, que causariam uma reação de irritação nos possíveis inimigos.

Em Argo foi preciso ignorar a lógica em prol do drama

O que acontece no filme: militares em carros tentam alcançar um avião na pista de voo. Eles quase conseguem alcançá-lo, mas, no último momento, a aeronave decola.

Na realidade: não é uma boa ideia se aproximar tanto dos motores em movimento de uma aeronave: a parte traseira das turbinas é uma área altamente quente e o vento sopra a cerca de 160 km/h. Além disso, na decolagem, o avião pode atingir uma velocidade de 160 nós, que seria o equivalente a 298 km/h. Ninguém, mesmo de carro, poderia sequer alcançá-lo, quanto mais detê-lo.

Em Ad Astra: Rumo às Estrelas, os efeitos sonoros foram um pouco exagerados

O que acontece no filme: uma perseguição em veículos na superfície da lua. Tiros disparados, explosões e outros componentes de cenas clássicas de ação.

Na realidade: ao ver essa batalha, surge a pergunta: de onde vem tanto barulho? Afinal, há um vácuo absoluto na lua. Não dá para ouvir nada, exceto o que acontece dentro da nave espacial. Sim, uma cena silenciosa não seria tão emocionante, mas não podemos dizer (nem de longe) que foi realística.

O chefe da família dos Cullen em Crepúsculo não parecia ser um médico muito competente

O que acontece no filme: o motorista perde o controle de sua van e vai em direção à personagem principal. Nesse momento, no entanto, ela é salva pelo outro protagonista, que consegue prevenir a colisão. A garota é então levada ao hospital, onde é submetida a uma avaliação médica. O doutor pergunta como ela está se sentindo e acende uma luz nos olhos da paciente para garantir que não há transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Na realidade: bom, não faz sentido verificar a resposta ocular à luz se a intenção é se certificar da ausência de TEPT. Na verdade, esse não é um diagnóstico feito imediatamente após um acidente. Ocorre apenas mais tarde, na fase de tratamento do paciente. Como médico, o Dr. Cullen parece um pouco preguiçoso: ele faz uma avaliação física superficial, que não tem muita relevância para o caso.

E você, já notou inconsistências similares em filmes? Qual foi o momento mais distante da realidade que já viu? Comente!

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