20 Histórias de famílias que são boas demais para não serem compartilhadas


Calma, aí! Tradicionalmente, o livro quase sempre é melhor do que a sua adaptação cinematográfica. E por mais que os diretores se esforcem, é impossível adaptar cada palavra para as telas, então a obra escrita acaba sendo mais completa e emocionante. No entanto, o mundo é um lugar diverso e com tantas opiniões que, às vezes, até os amantes ávidos dos livros podem achar que um romance não foi tão legal quanto o filme bem-produzido inspirado nele.
Por isso, no artigo de hoje, nós, do Incrível.club, vamos discutir quais adaptações foram tão boas que acabaram sendo melhores que os livros e, ao mesmo tempo, ver qual a opinião dos internautas sobre isso. Confira!
O mundo criado por John R. R. Tolkien é incrível. Suas obras são algumas das mais famosas do gênero fantasia. Entretanto, deve-se ter em mente que a linguagem literária de Tolkien é muito ornamentada, o autor adora fazer descrições longas sobre o mundo ao redor, e os leitores despreparados podem facilmente se perder nas entrelinhas e até se entediar esperando que o belo cenário seja substituído por momentos de ação. Nos filmes, a narrativa é mais densa. Além disso, é nos filmes que o caráter e a motivação de certos personagens — Aragorn, por exemplo — são mais bem trabalhados.
Este é um caso em que o melhor do livro é retirado para compor o roteiro — por exemplo, as leis do mundo descritas na obra. Phyllis Dorothy James criou um interessante mundo pós-apocalíptico que vive segundo suas próprias regras lógicas, e esse mundo é fielmente transferido para a tela. O filme tem mais suspense e ação, e definitivamente traz um toque de vivacidade à história, enquanto a narrativa é mais lenta. O livro não foi um sucesso de vendas, mas tem obras que ficamos na ansiedade para ler a próxima página. Esse romance, no entanto, não é um deles.
Nesta obra, os leitores podem se sentir cansados pelo estilo peculiar da escrita do autor. Ele lista meticulosamente tudo o que de alguma forma está relacionado à cena ou personagens: o telefone e a pasta que o herói carrega consigo, o terno e a camisa que ele está vestindo. No início do livro, isso até parece interessante, mas depois de algumas páginas começa a ficar cansativo. Além disso, o livro descreve cenas violentas com muitos detalhes, e há muitas delas. Isso, é claro, se encaixa no tema do trabalho, mas pode ser difícil absorver tantas cenas assim, e no longa esse tópico é apresentado de forma mais delicada.
De todos os livros da série, esse é o mais longo, e alguns leitores acham a narrativa arrastada. No entanto, esse volume pode ser considerado uma transição: a infância de Harry acabou e não é mais o conto de fadas emocionante que vimos nas quatro primeiras partes. O herói agora enfrenta a vida adulta, perde seu único membro da família e percebe que nem mesmo Dumbledore é perfeito. Essa parte é mais dedicada à luta de Harry consigo mesmo, seu rápido amadurecimento, do que sobre suas aventuras incríveis. Isso não é um ponto negativo, mas essa parte difere do resto da obra. Não se pode dizer o mesmo sobre o filme: todos seguem aproximadamente a mesma dinâmica e todos os detalhes que dão volume à narrativa são retirados na adaptação cinematográfica.
O livro descreve tanto o mundo quanto a própria história em termos gerais. O autor não acrescenta detalhes sobre os perigos que cercam os personagens, nem explica ao leitor as leis da zona anormal para a qual os heróis foram enviados. Por causa desse distanciamento, pode ser difícil ter empatia com o que está escrito. É como se o autor tentasse deixar espaço para a imaginação do leitor, mas o inexplicável no livro é talvez um pouco exagerado. A história não parece ser um mistério fácil de resolver, mas, que falta um pouco de imaginação ou de tempo para isso. O filme, por outro lado, embora mude um pouco o enredo do livro, explica muito mais.
Após a leitura, há uma sensação de que o livro não revela adequadamente a motivação dos homens. O que os fazem querer que sua esposa se torne a dona de casa perfeita? Como esse fenômeno se originou na pequena cidade de Stepford e como ocorre o processo de transformar uma mulher comum em uma “esposa de Stepford”? No filme, as razões desse desejo são abordadas e o espectador vê pelo menos alguma reflexão por parte dos personagens masculinos. O romance também é escrito em uma linguagem bastante simples e descomplicada, que pode acabar sendo cansativa.
Para quem já viu o filme, o livro não oferece nada emocionante. O filme repete exatamente seu enredo, mas o livro tem mais detalhes sobre o lado técnico da história: a velocidade das reações químicas, os princípios de funcionamento dos dispositivos, descrições detalhadas das ações do herói e assim por diante. É certamente um material educativo, mas, às vezes, o livro parece um trabalho científico em vez de ficção. O longa, por outro lado, mantém um equilíbrio: são mostradas tanto as experiências do protagonista quanto suas tentativas de sobrevivência.
Muitas vezes as adaptações cinematográficas de livros pecam por omitir todos os detalhes descritos no livro, e sem eles a narrativa parece incompleta. No caso de A Viagem, essa compactação do texto original não é um ponto negativo, mas sim, positivo: o diretor conseguiu não perder o conceito da obra e mostrá-la de forma clara e bela. A ideia da reencarnação das almas no filme é claramente demonstrada, enquanto no livro a história e o significado podem não ficar claros de primeira. Na primeira leitura, o romance não parece completo, o enredo não é cronológico e pode ser necessário reler mais de uma vez para juntar todas as peças do quebra-cabeça.
O romance é reconhecido como um clássico da literatura mundial, e sua importância não deve ser subestimada. No entanto, se você prestar atenção, verá que Victor Hugo gosta de dar detalhes. Seu estilo narrativo é repleto de pormenores que não estão relacionados à trama principal, o que pode distrair o leitor do que está acontecendo com os personagens. No romance, por exemplo, facilmente nos deparamos com descrições dos jargões falados pelos criminosos, o que chega a ocupar várias dezenas de páginas. Ou mesmo a descrição detalhada da história detalhada da Batalha de Waterloo. Isso era comum naquela época, mas o leitor moderno não quer percorrer por todos esses detalhes.
O filme reduz um pouco o nível de violência e não mostra todas as cenas descritas no livro. É por isso que a adaptação é diferente — ela tem uma atmosfera de tensão e imprevisibilidade. Na obra escrita, o leitor (e o herói) logo percebe que Annie é uma mulher muito cruel: ela, por exemplo, força seu prisioneiro a queimar um novo manuscrito, ameaçando não lhe dar analgésicos. No longa, entretanto, toda a natureza monstruosa de Annie é mostrada gradualmente. O personagem principal leva um tempo para descobrir os intentos de Annie, embora isso não torne o livro ruim, muitos fãs gostam da escalada gradual mostrada na adaptação cinematográfica.
A adaptação da história de Truman Capote é uma comédia romântica estrelada pela charmosa Audrey Hepburn. No entanto, o livro em si não oferece ao leitor nem comédia, nem romance. No filme, Holly Golightly é uma menina frívola que vive no momento, enquanto nas páginas da obra ela é uma mulher triste, egoísta, com um passado questionável e incapaz de cuidar até mesmo de seu gato. O filme termina com um final feliz: Holly encontra um amor verdadeiro, mas o final do romance não termina com amor nem com um final feliz, apenas uma incerteza sombria.
Os livros de Stieg Larsson são escritos em um estilo tipicamente escandinavo, de um jeito tranquilo e sem pressa. Por essa razão, os fãs preferiram assistir às adaptações, nas quais a narrativa é construída de forma mais dinâmica. Larsson presta muita atenção aos detalhes, por exemplo, ele detalha a rotina diária do personagem protagonista. O autor é também um publicitário e um ativista social, o que fica evidente em seus romances. O livro parece mais como um extenso artigo de jornal do que um romance: não há muito espaço para imaginação e comparações vívidas.
Quando se trata da adaptação cinematográfica de Jogos Vorazes, o primeiro filme é de longe o mais brilhante de toda a série. É uma distopia adolescente, e é muito interessante observar o personagem de Jennifer Lawrence desabrochar. O livro, por outro lado, é escrito como se fosse uma espécie de diário — com a perspectiva da personagem principal, Katniss Everdeen. Nós vemos todos os personagens através dos olhos dela, o que faz com que a narrativa pareça um tanto parcial e em alguns momentos até pouco explorada. Por ser um diário, a Katniss da obra conversa regularmente consigo mesma, e essa técnica já está tão desgastada pelos autores dos best-sellers contemporâneos (como Crepúsculo ou 50 Tons de Cinza, por exemplo) que pode desmotivar o leitor.
Na sua opinião, que outras adaptações cinematográficas você acha que superou o livro? Conte para a gente na seção de comentários.











