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6 Pontos fracos de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” para conferir enquanto você espera a estreia do terceiro filme da saga

No mês passado a Warner Bros. anunciou que a terceira parte da saga Animais Fantásticos está prevista para novembro de 2021. Apesar da grande expectativa por parte dos fãs, é preciso reconhecer que Animais Fantásticos: Os Crimes Grindelwald (2018) se transformou em uma grande decepção para muitos de seus espectadores. J. K. Rowling não surpreendeu como roteirista e o filme não mostrou o mesmo sucesso que seus livros.

Após as notícias sobre o lançamento da terceira parte, o Incrível.club decidiu assumir o papel de crítico. Com a ajuda dos sites Rotten TomatoesMetacritic, fizemos um apanhado dos maiores erros do segundo filme. Confira agora mesmo, mas cuidado com os spoilers.

1. Personagens demais

Provavelmente o maior problema do filme seja a grande quantidade de personagens que se perdem na trama. O longa não teria mudado muito sem:

  • Queenie e Kowalski. Embora sejam um casal muito fofo no primeiro filme, no segundo eles não têm muita importância.
  • Nagini. Apesar de uma aparição impactante para algumas pessoas, a trama não precisa dela. A personagem não faz nada durante todo o filme e é difícil sentir empatia porque todos sabem que matará Severus algumas décadas depois.
  • Yusuf. Depois de ver o filme, muitas pessoas não entenderam quem era esse homem, o que ele fazia e quais eram as suas razões.
  • Nicolas Flamel. O personagem causa diferentes opiniões. Por um lado, é agradável escutar um nome familiar; por outro, não faz nada durante toda a história, lança apenas um feitiço que poderia ter sido lançado por qualquer outro personagem.
  • Babá da Leta. É difícil de entender qual é o papel dessa personagem no filme.
  • Theseus Scamander. Mais um personagem familiar com uma presença que praticamente não muda nada na trama.

2. Muitas histórias de amor chatas

  • Leta Lestrange e Theseus. Não há energia na relação e não é possível saber a qual irmão ela diz “Te amo” no final.
  • Queenie e Jacob. Poderia ser o casal favorito do público, mas têm poucas cenas no filme. Além disso, o comportamento tonto e histérico de Queenie faz todo o romantismo desaparecer.
  • Newt e Tina. Talvez o casal mais chato do século. Ela se comporta como uma professora de primário enquanto ele prefere se comunicar com animais.
  • Creedence e Nagini. Como esses dois se conheceram? Por que se apaixonaram? Planejam um futuro juntos? Tudo isso fica fora do filme.
  • Dumbledore e Grindelwald. Uma parte romântica muito importante e que é mencionada de maneira muito superficial, o que gera estranhamento. Se os criadores quiseram incluir uma relação homossexual, por que não falar dela abertamente?

3. Muitos personagens se comportam de maneira ridícula

  • Queenie. Ela tira a vontade própria das pessoas queridas e lê seus pensamentos sem perguntar. Mas a grande pergunta que fica é: por que acreditou em Grindelwald?

  • A bibliotecária e os arquivos. Essa personagem deixa o cúmplice de Gellert e Newt entrarem nos arquivos secretos. Quando Leta vai buscar seus próprios documentos, ela imediatamente entra com os matagots.

  • O entorno Lestrange. Algo simplesmente terrível: um aristocrata de pele branca leva, como um objeto, uma mulher de pele negra e se casa com ela à força.

4. Parece que o filme não precisa nem de Newt nem de seus animais

No filme, há poucos animais fantásticos. No primeiro filme eles se justificam, mas, na segunda parte, são praticamente desnecessários.

Newt é um excelente personagem principal, mas não move a trama e faz mais mal do que bem. Em poucas palavras, não ajuda Dumbledore, tenta salvar Tina, cai em uma armadilha e não faz nada quando Queenie e Creedence passam para o lado escuro. Parece que tanto ele como seus animais são necessários apenas para justificar o nome do filme.

5. Há muitas inconsistências no roteiro

O que alguns fãs observadores perceberam:

  • McGonagall, segundo os seguidores, nasceu em 1935, portanto não poderia dar aulas na década de 1920.
  • Kowalski se lembra de tudo depois de receber um feitiço que eliminava a sua memória.
  • Na versão original, Nagini era apenas uma cobra, não um maledictus.
  • Os pais de Dumbledore morreram antes de que Credence tivesse nascido.
  • O roteiro abusa da poção polissuco. No filme, ela é usada três vezes: durante a fuga do vilão, na visita de Newt ao Ministério e na apreensão dos documentos de Lestrange. Mas por que os representantes da lei não controlaram seu uso? Por que não havia nenhum tipo de aviso por parte do Ministério?
  • A fuga de Grindelwald é espetacular, mas é pouco convincente. Por que o levam em um carro inseguro? Por que Abernathy tem acesso a Gellert?

Apesar de tudo isso, alguns momentos podem ser perdoados e chegam a ser engraçados. Por exemplo: vejam como a passagem de míseros 10 anos não foi positiva para Dumbledore.

6. A parte mais inexplicável do filme é o final

Essa é a cena visual mais espetacular e também uma das mais fracas em termos lógicos da trama. Ela gera muitas perguntas.

  • Por que os protagonistas não fazem nada? Há um vilão na cena e é preciso capturá-lo de qualquer maneira. Contudo, ao invés disso, eles deixam que a multidão escute o seu discurso e se apaixone pelas ideias de Grindelwald. Só então, decidem agir.
  • Por que mataram a seguidora ruiva de Grindelwald? Ela não fez nada de errado, só está lá escutando. Além disso, há muitos feitiços no universo de Harry Potter que podem ser desfeitos. Ela foi morta imediatamente.
  • Por que Leta ataca Grindelwald? O que foi isso? Um suicídio pelo sentimento de culpa?
  • Qual é o delito de Grindelwald? Durante todo o filme, o vilão principal matou uma família (e não foi ele mesmo que fez isso), um meio elfo e um guarda na fuga. No final do filme, outros personagens morrem, mas ainda assim o nome do filme não se justifica.

Apesar de tudo isso, o filme tem três pontos fortes

  • A beleza. A trama se passa na França, o que permite que os espectadores confiram como era o mundo mágico europeu. Esperamos, sinceramente, que os próximos filmes continuem com essa agradável tradição.
  • Efeitos especiais. Graças a eles, podemos ver muitas cenas espetaculares e que ficarão para sempre marcadas, por exemplo o momento em que Grindelwald chama seus seguidores.
  • Os atores. É difícil de imaginar outro ator que não Jude Law no papel do jovem Dumbledore. O papel de Johnny Depp como vilão é polêmico, mas é sempre interessante ver o ator de Jack Sparrow em outro papel.

Do que você mais gostou e o que simplesmente odiou no filme? Está ansioso para ver os erros e os acertos da próxima parte? Compartilhe a sua opinião nos comentários.