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13 Detalhes a se considerar antes de decidir se mudar para os destinos paradisíacos do sul da Ásia

Certamente, muitos acham a ideia de largar tudo e ir morar em um lugar paradisíaco, onde seja verão o ano inteiro, bastante tentadora. Afinal, trocar o preto e cinza do ambiente corporativo pelas cores, sabores e feriado eterno das ilhas e destinos tropicais parece até um sonho, não acha?

E algumas pessoas realmente deixam tudo para trás para embarcar nessa nova aventura. Mas existe uma grande diferença entre a experiência de passar férias em um destino paradisíaco e a de escolher esse local para morar permanentemente. Depois que a empolgação passa, o que era novidade torna-se cotidiano, e com isso os problemas e pontos negativos da nova vida também passam a aparecer — saudades de casa, da comida, do estilo de vida anterior. Detalhes e curiosidades da vida cotidiana em lugares incríveis do Sul e Sudeste Asiático são o tema deste post.

Incrível.club reuniu diversos relatos de colaboradores e internautas sobre a vida cotidiana em destinos paradisíacos, e decidiu compartilhá-los com você, leitor. Confira!

Aos poucos, começa a parecer que todos os dias são iguais

Os dias vão passando tranquilos e você começa a nem percebê-los. No início, tudo é novo e interessante, e ainda há o desejo de explorar e conhecer todos os lugares novos e aproveitar os dias de sol. Mas depois de alguns meses começa a surgir a impressão de que hoje você fez a mesma coisa que ontem, antes de ontem, três dias atrás e até semana passada. Caso você não tenha uma atividade fixa para se dedicar e passar o tempo, amigos ou trabalho, vai ficando cada vez mais difícil fugir do tédio e da monotonia.

  • Por que nós decidimos ir embora da Tailândia depois de 5 anos morando lá? Simplesmente surgiram novos horizontes e novas possibilidades, e entendemos que ainda éramos jovens o suficiente para lidar com os problemas dos outros, mas velhos demais para viver dia e noite em festas na praia ou em clubes. Para evoluir, é necessário sair da zona de conforto e se superar constantemente. Caso contrário, corre-se o risco de ficar preso em uma fantasia paradisíaca e achar que um clima agradável e o contato com a natureza são a fórmula para a felicidade. O que não é ao todo verdade. © elena_nekrasova / LiveJournal
  • Em Bali tudo expressa um ar de espiritualidade e religiosidade capaz de inspirar qualquer um. E isso é normal. O desejo de tornar-se vegano e de abrir os chacras aparece após aproximadamente 6 meses de moradia no país, até porque, fora isso, não há mais nada para fazer. © Murulia / Pikabu

A diferença cultural pode ser uma verdadeira barreira na comunicação com os moradores locais

A probabilidade de fazer grandes amizades com os moradores locais é bem menor. Isso não impede que você tenha uma excelente experiência com os conhecidos e colegas nativos, mas elevar isso para o nível de uma amizade sólida é muito mais difícil. E, claro, a diferença cultural é uma das principais barreiras.

  • Apesar de eu amar quase tudo na Tailândia, há coisas que são difíceis de se lidar a longo prazo. A comunicação com os moradores locais tem se monstrado um verdadeiro problema para mim, e todas as minhas tentativas de fazer amigos de verdade aqui, nos quais pudesse confiar, deram errado. Sempre acabo sendo enganada, e isso não se refere só aos tailandeses, mas também aos outros estrangeiros que moram aqui. Precisar ter cuidado ao andar na rua e não poder confiar nas pessoas é algo que realmente me incomoda. © nietzche / thaivisa
  • Você está, sem dúvidas, rodeado de pessoas boas com as quais pode bater um papo, sentar para tomar um café, jogar algum jogo ou até sair juntos para se divertir. Mas muitas vezes há um limite para a intimidade, não dá para ir além do que discutir as últimas notícias com os homens, por exemplo. Ou de como combinar bem as cores de peças de roupas com as mulheres. © Svetasingh.ru
  • Voltei para casa porque estava cansada de me incomodar por querer me sentir “normal” entre as pessoas, e não um “estrangeiro”. Queria muito poder conversar com as pessoas sem ficar duvidando se elas estavam me entendendo. © xandreu / thaivisa

É quase impossível se inserir completamente na sociedade

Você pode até já estar morando no local por 10 ou 20 anos, falar o idioma fluentemente, receber a cidadania, casar com um cidadão do país, mas ainda assim talvez nunca seja considerado igual aos habitantes nativos.

  • Não importa o quanto você tente, é quase impossível se integrar completamente na sociedade local. E mesmo depois de 5 anos morando constantemente na Indonésia, ainda vão tentar extorqui-lo como se você fosse um turista recém-chegado. Além disso, as frases “Senhor, temos massagem!” e “Senhor, o táxi está livre!” vão persegui-lo para o resto da vida. © Murulia / Pikabu
  • É muito triste pensar que para muitos vietnamitas os turistas e estrangeiros signifiquem apenas uma forma de ganhar dinheiro. Isso faz não só com que fiquemos expostos à ação de criminosos, como acaba atraindo muita atenção para nós no dia a dia, mesmo que as pessoas se aproximem com boas intenções. © Thomas Griffin / Quora

É necessário seguir as regras e os costumes locais

Nem sempre os turistas sabem quais atitudes podem acabar provocando constrangimento ou até revolta na população local. E às vezes pode até existir uma regra ou um costume regional que seja completamente contrário aos nossos valores. Mas quando estamos em outro país — é necessário seguir a tradição local e segurar as emoções.

  • Caso você não consiga se acostumar com o fato de que na Índia é comum comer com as mãos, então terá de se acostumar a cozinhar em casa. Sempre. © ekspatru / LiveJournal
  • Praticamente não há direito do consumidor em Bali. E mesmo que você não queira receber o dinheiro de volta, mas apenas trocar o produto que não coube ou está defeituoso, ainda assim terá muitos problemas. Independentemente do produto ou do serviço em questão, a resposta comum que você costuma receber é: “Sorry, boss” (“Desculpe, chefe”, em tradução livre). © donna_yolka / LiveJournal
  • Sempre briguei com meu pai porque ele era muito exigente com a limpeza da casa. Achava que ele acabava exagerando. Mas na Índia me pego sentindo falta disso. © Svetasingh.ru

Estrangeiros sempre pagam mais

“Ingressos para acesso individual. Turista local (adulto) — 40 bahtes; turista local (criança) — 20 bahtes; turista estrangeiro (adulto) — 400 bahtes; turista estrangeiro (criança) — 200 bahtes”, em tradução livre.

Na feira, nos táxis ou nos tradicionais tuk-tuks, e às vezes até em restaurantes, existe um sistema de preços duplos. E isso pode até chegar ao abusivo: o menu de um restaurante na língua local pode indicar um preço, e o menu em inglês, outro preço completamente diferente. Turistas estrangeiros acabam sempre pagando muito mais caro por ingressos para entrar nos parques e museus nacionais. Por exemplo, a entrada no Parque Nacional Udawalawe, no Sri Lanka, custa 60 rúpias cingalesas (aproximadamente 1 real e 70 centavos em valores convertidos) para os locais, e 2.720 rúpias cingalesas (aproximadamente 76 reais) para os estrangeiros. Isso é 45 vezes mais caro!

Para muitos moradores estrangeiros, isso é bastante injusto. Um internauta escreveu em sua página no Twitter: “Emprego 60 pessoas na Tailândia, pago todos os impostos ao governo, gasto grande parte do meu salário no país e sou casado com uma tailandesa. Mas o que eu ganho com isso?! Pago 400 bahtes (aproximadamente 67 reais) ao invés de 40 bahtes (aproximadamente 6 reais e 71 centavos)”. É praticamente inútil ir contra esse sistema. A maioria dos estrangeiros ou acaba aceitando ele ou decide ir embora.

A lei está sempre do lado dos cidadãos nativos

Para a justiça local, os interesses dos estrangeiros estão sempre em segundo lugar. Em qualquer acidente de trânsito ou disputa com um locador, motorista de táxi ou vendedor abusivo, a culpa geralmente recai sobre o estrangeiro. É possível encontrar vários relatos na Internet de histórias inacreditáveis sobre pessoas que perderam seus negócios por causa disso, assim como é frequente que grupos de estrangeiros tenham de fazer vaquinhas entre si para contratar um advogado para livrar um amigo estrangeiro de ir parar atrás das grades.

Infelizmente, às vezes até aquelas pessoas que levam uma vida tranquila e seguem à risca as leis locais acabam tendo de lidar com esse sistema jurídico. Um russo que acabou sendo preso por calúnia em Phuket escreveu no fórum Pikabu: “Quando você está dentro desse sistema jurídico consegue entender que viver nele é como andar em um campo minado. É possível pegar uma pena longa por apenas ter tirado uma selfie com uma estátua (Buda) ou por tê-la postado no Facebook. Turistas têm de constantemente pagar subornos na casa das centenas de milhares de bahtes para não ir parar na cadeia apenas por ter fumado um cigarro eletrônico, usado um walkie-talkie, gravado a paisagem usando uma câmera profissional, guardado pedrinhas de corais ou até por ter alimentado os peixes em reservas naturais”.

O Sudeste Asiático não é para os amantes de caminhadas urbanas

Fazer caminhadas em praticamente qualquer cidade do Sul e Sudeste Asiático nem sempre é algo confortável, e às vezes pode ser até perigoso. Além disso, muitos simplesmente têm medo de dirigir nos países dessa região por causa do trânsito caótico e imprevisível. Para algumas pessoas, a falta de conforto e segurança para dirigir ou simplesmente sair para caminhar é algo tão crítico, que, apenas após alguns meses morando na Tailândia, Indonésia, Vietnã ou Índia, elas decidem buscar outro país com condições de infraestrutura urbana mais confortáveis para morar.

  • Em Bali, se você não tiver uma bicicleta (ou um carro) está perdido! Tudo é muito distante. Não há um sistema de transporte público. Táxi custa muito caro. E ir a pé pode ser um problema mesmo se você for apenas até ao supermercado mais próximo de casa — não há muitas calçadas e andar no meio-fio, onde é preciso se equilibrar entre o fluxo de carros de um lado e uma vala com esgoto à céu aberto do outro, é simplesmente algo extremo. © k.ira43 / pikabu
  • O trânsito no Vietnã é terrível, principalmente em Hanói. As pessoas simplesmente não seguem as regras de trânsito e ainda estacionam ou passam com os veículos pelas calçadas. Atravessar a rua não é uma tarefa nada fácil. © John Costello / quora
  • Antigamente eu pensava que o trânsito de Moscou era terrível. Mas como estava enganada. Aqui todo mundo dirige como quer. Não param nos sinais vermelhos, não respeitam as faixas de pedestre ou dão passagem. Ah, e buzinam constantemente. A regra geral é: quanto mais ousado, mais rápido se chega no destino. Quando se está dirigindo um carro, é comum ficar cercado por motocicletas, e o pior — elas podem trafegar e dobrar em qualquer direção que quiserem quando quiserem. E o principal: os motoristas não dão seta! Basta colocar a mão para fora da janela do carro ou esticar a perna na moto e pronto, já pode dobrar. © Neklyudovataya / pikabu

Não há como fugir dos insetos e animais selvagens

Ao tomar a decisão de se mudar para o Sul ou Sudeste Asiático, muitas pessoas não levam em consideração seus medos de insetos ou animais selvagens. E o pânico causado pela presença deles, inclusive dentro de casa, é o motivo que leva muitas pessoas a desistirem do sonho e voltar imediatamente para casa.

  • Baratas brilhantes e do tamanho de uma caixa de fósforo estão praticamente em toda parte. E elas entram até no guarda-roupa — é comum pegar uma roupa e, de repente, cair uma barata de dentro dela. Nesse caso, fica a dúvida: “Devo lavar a roupa ou ir vomitar primeiro?” Não se deve deixar nada em cima da mesa, nem mesmo água. Às vezes os insetos caem até na piscina. Isso quando não encontramos ratos mortos boiando por lá. © Murulia / Pikabu

Nem sempre todas as opções de lazer e entretenimento cultural estão disponíveis

Muitos não levam em consideração que em cidades menores ou em regiões menos desenvolvidas nem todas as opções de lazer ou de entretenimento cultural estão disponíveis. Além disso, às vezes, as próprias diferenças culturais podem ser a causa disso. Se você está acostumado a ter uma vida agitada de cidade grande, onde frequentemente visita teatros, galerias de arte, sai com os amigos para um pub ou assiste a partidas do seu esporte favorito, tem de estar preparado para a possibilidade de não encontrar tudo isso a disposição. Em alguns lugares, encontrar um shopping center que tenha cinema que exiba filmes em inglês já é um verdadeiro achado.

  • Sinto muita falta do esporte na Tailândia. Em casa eu costumava torcer para os times locais, e sinto falta disso. Aqui eu ainda não consegui praticar nenhum esporte. Tentei ir assistir a alguns jogos de futebol da Thai Premier League, a primeira divisão de futebol no país, mas sinto falta dos meus times de casa. © FreedomDude / thaivisa
  • Na primeira vez, fiquei por apenas duas semanas em Varkala (na Índia) e simplesmente me apaixonei pelo lugar. Então decidi voltar e morar por alguns meses aqui. Aluguei uma casa junto com um casal europeu. Pelas manhãs ia a praia e a tarde eu trabalhava. Costumava comer, no geral, em cafés. E isso era todo o entretenimento disponível. Não havia nenhum lugar para ir. Na capital do estado, Trivandrum, que fica há 60 km, há museus, zoológicos e templos interessantes, mas eu já os conheci quando vim pela primeira vez. Se não fosse pelos colegas que dividem a casa comigo e pelos nossos jogos de cartas à noite, não sei como conseguiria aguentar até o fim da minha estadia aqui.

Serviços médicos que não estão inclusos no seguro saúde custam muito caro

O seguro saúde oferece serviços médicos apenas em casos emergenciais, não cobrindo visitas de rotina ao médico, como, por exemplo, quando a pessoa sente dor de coluna ou tem um episódio de crise de uma doença crônica. Nesses casos, só resta ao estrangeiro aguentar e esperar melhorar ou pagar por serviços médicos, que são bastante caros.

  • Uma mulher que dividia casa comigo fraturou o ombro. Ela estava nadando em um local raso quando uma onda veio e a jogou contra o fundo do mar. O médico mostrou a ela a radiografia e explicou que seria necessário operar. E ao saber que a paciente não tinha seguro saúde, ele sugeriu como alternativa, caso não pudesse pagar pelo procedimento, que ela fizesse uma atadura fixa e que retornasse o mais rápido possível à Rússia, pois a operação tinha de ser feita em no máximo cinco dias. O problema era que ela tinha um filho bebê do qual nunca havia se separado e ainda estava no período de amamentação. A cirurgia foi então marcada para o dia seguinte, e custou 50 mil rúpias (cerca de 3.500 reais em valores convertidos). Além disso, foi necessário pagar separadamente 400 rúpias (aproximadamente 30 reais) pela radiografia e mais 400 rúpias pela tipoia para o braço. Ah, e mais 1.000 rúpias (cerca de 70 reais) em medicamentos. © sovenok101 / LiveJournal
  • Minha esposa acabou tendo insolação e, já perto da meia-noite, começou a ter febre com temperatura corporal superior aos 40 ºC. Fomos então para o hospital. Ela foi analisada, colheram amostras de saliva da garganta e passaram alguns medicamentos (antibióticos, spray para garganta, antitérmicos e analgésicos). A conta ficou em torno de 975 reais. © lockidogi / Pikabu

“Medicamentos — 2.639 bahtes (aproximadamente 454 reais). Análises laboratoriais — 1.380 bahtes (aproximadamente 237 reais). Serviços de enfermagem — 400 bahtes (aproximadamente 67 reais). Serviços médicos — 250 bahtes (aproximadamente 43 reais). Consulta médica — 1.000 bahtes (aproximadamente 172 reais)”.

A saudade de casa é mais forte do que você imagina

Chega um momento em que todos os pontos negativos que nos fizeram decidir se mudar simplesmente desaparecem, restando apenas lembranças e memórias agradáveis de casa: saída com amigos, a cidade decorada para o Natal, o restaurante preferido... E somado a isso há também a saudade crescente dos familiares e amigos. Mesmo que possamos entrar em contato com eles através de videochamadas e aplicativos de conversas on-line, isso não substitui a falta que a conversa e a presença física faz.

  • Um dos motivos pelos quais estou pensando em voltar para casa é a saudade dos meus amigos. Muitos dos estrangeiros que conheci aqui estavam interessados apenas no superficial: ou amavam festas e bebidas ou eram grandes homens de negócios que estavam interessados apenas em se exibir. Em casa tenho minha família e os meus amigos, e isso é o que faz a ideia de voltar para casa ser tão tentadora. © Marcel1 / thaivisa

Nem sempre você encontrará os alimentos que está acostumado a comer

Você pode até encontrar alimentos familiares nos locais mais turísticos, mas existem alguns que só é possível comprar no Brasil (e, por alguma razão, são desses que se sente mais falta), como a combinação brasileira do feijão com arroz, feijoada, coxinha, pastel, refrigerante de guaraná, açaí, brigadeiro e por aí vai...

  • Quando passei a morar na Índia comecei a sentir falta de muitas coisas simples que não prestava atenção quando morava na Rússia. Sim, gosto da comida indiana. É uma culinária cheia de pratos deliciosos. Mas aos poucos passei a sentir cada vez mais falta da culinária russa, com a qual estava acostumada. Creme azedo, minha bolacha favorita, pão preto, morangos — sinto falta de tudo isso. © Svetasingh.ru
  • Alimentos importados em Bali são muito mais caros em comparação com os produtos locais. Um queijo normal custa quase um quilo de ouro e não tem queijo cottage ou creme azedo para vender, apenas iogurte natural e pão branco.Trigo-sarraceno e kefir são quase como moedas de troca por aqui. A cerveja local não é nada refinada e os vinhos são muito caros. Em geral, para ter uma vida confortável, é necessário adaptar seus gostos e hábitos alimentares. © Murulia / Pikabu

Nem todos se dão bem com o clima quente e bastante úmido

  • Antes de me mudar para o Sri Lanka, não sabia que poderia me queimar tanto ficando apenas 10 minutos exposto ao sol. Descobri que tenho uma pele extremamente sensível, e nunca havia notado isso em casa, longe dos trópicos. Mesmo após uma curta exposição ao sol, meu corpo já ficava cheio de queimaduras. Tive de abandonar a costa e me mudar para as montanhas.
  • Voltei para casa. Agora posso sair na rua durante o dia, pois já não há mais aquela bola quente e amarela no céu o dia todo e todo dia, fazendo com que fosse impossível ficar fora de casa, especialmente entre abril e junho. © thejcb / thaivisa

Café que umedeceu e se transformou em uma pedra pegajosa em apenas uma noite exposto à umidade.

  • Depois de apenas uma semana morando em Koh Phangan, na Tailândia, fiquei surpreso ao encontrar mofo dentro das lentes da minha câmera. Tive de navegar para uma ilha vizinha para poder consertá-las. Quando chega a temporada das chuvas, o mofo toma conta de tudo em apenas alguns dias. Nossos documentos, roupas de inverno, bolsa de couro, sapatos e até nossos travesseiros ficam cobertos com uma camada verde. E isso pode ser muito prejudicial a saúde, meu filho, inclusive, começou a ter muita tosse. O sal e o açúcar rapidamente se transformam em uma pasta se você não os vedar corretamente. Uma vez, esqueci uma embalagem de café aberta a noite toda e o produto se transformou em uma pedra pegajosa.
  • Não consegui me acostumar com o calor e com o excesso de mosquitos. Tinha de passar repelente o tempo todo, e ainda assim eles continuavam em cima de mim. Estava cansado de ter de tomar banho após cada saída na rua e ainda ter de reaplicar repelente depois de tudo. © roger long / thaivisa

  • Em quatro meses e meio, quando estava fora do país, cresceu fungo no case e até nos meus excelentes óculos da Armani. Toda vez que retorno ao Sri Lanka fico impressionada como as coisas se estragam rápido. Em 3 meses tudo fica coberto por uma camada de mofo, mesmo em um ambiente fechado. Sempre temos de limpar tudo. © victoria.planetter / Instagram

Não estamos tentando dissuadi-lo de buscar seu sonho de se mudar para um lugar paradisíaco no Sul da Ásia. Afinal, para muitos, uma longa viagem pode ser um estímulo necessário para se redescobrir e achar novos horizontes. No entanto, para outros, a nova vida no paraíso tropical pode se tornar uma verdadeira decepção e motivo para melancolia.

Você conseguiria se adaptar bem às condições descritas pelos internautas? Já pensou em se mudar para um local paradisíaco? Conte para a gente na seção de comentários.

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