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10 destinos fantásticos que você deveria visitar antes que desapareçam

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Aquecimento global, poluição do ar e das águas, fluxo descontrolado de turistas. Não são poucas as belezas naturais e patrimônios históricos ameaçados pela ação do homem.

Alguns desses patrimônios, dizem os especialistas, estão para sumir do mapa em pouco tempo.

O Incrível.club reuniu alguns desses lugares, verdadeiras joias. Não espere que desapareçam. Visite-os o quanto antes!

Taj-Mahal, Agra, Índia

Segundo alguns estudiosos, o belo mausoléu só existirá por mais uns 5 anos. Os motivos são vários: a poluição do rio Yamuna, que passa pela base do Taj Mahal, tem provocado o apodrecimento das vigas de sustentação. Já os turistas prejudicam o piso de mármore e as paredes do edifício. Após um pedido da Unesco, o famoso mausoléu pode ser fechado para visitas.

Geleiras da Antártida

Depois de analisar imagens de satélites da Nasa, cientistas chegaram à conclusão de que a velocidade de derretimento das geleiras na Antártida, durante os últimos 10 anos, virou uma catástrofe. Desde 2003, a camada de gelo é mais fina em algumas regiões, quase um metro mais fina. Em vez de 'pedras' de gelo, hoje é possível ver as colinas que antes ficavam sempre cobertas. A situação piora com a água de degelo, que causa uma erosão e destrói as geleiras mais rapidamente que o aquecimento em si.
Com o objetivo de reduzir de alguma maneira o impacto no meio ambiente, a Antártida já não recebe mais tantos cruzeiros, e o objetivo é que este tipo de exploração turística seja definitivamente proibido.

Rio Yangtzé, China

A construção da hidrelétrica de Três Gargantas (maior do mundo em geração de energia), as navegações, os resíduos industriais e agrícolas, assim como o desmatamento, têm provocado a destruição da fauna e flora do rio Yangtzé, o mais importante da China. O esturjão-chinês, o boto-do-índico e outras espécies raras que habitam o Yangtzé estão à beira da extinção.

Maldivas

Até 2190, as ilhas e atóis que formam o arquipélago das Maldivas estarão totalmente ao nível do mar (hoje, o ponto mais alto da região tem 2,4 metros). Devido à destruição das geleiras, o nível do mar se eleva, ameaçando a inundação completa. As autoridades locais estão se preparando para as inundações comprando para os moradores terrenos e casas no continente (principalmente na Índia).

Grande Barreira de Coral

O aumento da acidez da água, o grande número de turistas, o aquecimento global... todos estes fatores levam à destruição gradual da Grande Barreira de Coral, no norte da Austrália. E tudo fica ainda pior com os furacões tropicais e aumento na incidência de estrelas-do-mar, que se alimentam dos pólipos do coral. Entre 1985 e 2013, mais da metade da barreira sumiu, e é possível que, daqui a dez anos, existe apenas um quarto de sua totalidade. Pesquisadores ainda não sabem como lidar com os furacões e com o aquecimento global, mas são capazes de realizar um controle biológico, reduzindo a população de estrelas-do-mar.

Mar Morto

Desde 1970, o nível da água no Mar Morto, entre Israel e a Jordânia, já caiu 30 metros. É o resultado, em primeiro lugar, da extração de minerais na região marinha e o uso de 80% dos afluentes que desembocam no mar. O mar, então, desaparece, transformando-se em relevos cársticos (afundamentos decorrentes da dissolução do calcário por conta da infiltração da água), o que prejudica o ecossistema da região costeira. Com o objetivo de salvar o Mar Morto, existe um projeto para conectá-lo ao Mar Vermelho por meio de um canal. Porém, caso o plano seja executado, o Mar Morto perderá sua aparência como conhecemos, pois a composição da água seria totalmente diferente.

Ilhas Galápagos

As Ilhas Galápagos, no litoral do Equador, são a casa de 10.000 espécies raras de animais. Foi uma visita a este arquipélago que inspirou a obra de Charles Darwin sobre a teoria da evolução. Infelizmente, o grande fluxo de turistas, os caçadores clandestinos e os cruzeiros que passam pelo litoral das ilhas levou à deterioração do ecossistema, colocando em risco muitos representantes da fauna e da flora.

Parque Nacional Everglades, Flórida, EUA

As porções de água deste belo parque natural norte-americano, em cujo território vivem dezenas de espécies raras de animais (e muitos, muitos crocodilos), secam devido ao bombeamento da água, que é levada para fora do parque, abastecendo sítios e cidades próximas.
Os pântanos, que ocupam boa parte do parque, estão contaminados por resíduos poluidores, deteriorando o ecossistema. Desde 1900, a área do parque foi reduzida à metade, levando ao risco de extinção animais como a pantera-da-flórida (o Everglades é o único habitat natural desta espécie), tartarugas e peixes-boi.

Rio Angara, Rússia

Este rio, que exibia águas cristalinas, pode sumir da face da Terra, tornando-se um grande depósito de água contaminada com a emissão de produtos petrolíferos, mercúrio e compostos de cobre. Em algumas regiões, não é mais recomendado o consumo de peixes capturados nestas águas. Por conta da má situação ecológica da região, vários tipos de esturjões (cujas ovas dão origem ao caviar) e de outros tipos de peixes estão em perigo.

Veneza, Itália

Veneza está afundando: o nível de água vem subindo 1 milímetro por ano e, em 2100, talvez a cidade tenha sumido totalmente. O grande número de turistas, 60 mil por dia, é o dobro do que a cidade recebia anteriormente e também contribui com os danos causados. Além disso, os cruzeiros e as ondas provocadas por eles, causam a erosão das bases dos edifícios. Para salvar aquela, que é considerada uma das cidades mais bonitas do mundo, foi proibida a entrada de navios na região central. Outra ideia é impor restrições quanto ao número de turistas. Ainda assim, o mar, que um dia garantiu a Veneza toda sua riqueza e prosperidade, irá continuar destruindo-a.

É triste pensar que todos estes lugares, em poucas décadas, serão vistos por nossos filhos e netos apenas por fotos. Salvar o Planeta em escala global, é claro, preocupa diversas organizações, profissionais e autoridades, mas o Incrível.club acredita que cada um de nós sempre pode dar uma contribuição à esta causa, ainda que seja uma contribuição pequena. Por exemplo, ao visitar um patrimônio natural ou cultural, comporte-se com respeito, sem destruir ou ir além dos limites permitidos. Tenha em mente que as gerações futuras também terão o direito de admirar as belezas do mundo.

Imagem de capa terrenaminar
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