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Como os estudantes vivem em diferentes partes do mundo

O fotógrafo neozelandês Henny Boogert, no projeto internacional "Imagens Conectam" (ImagesConnect), mostra que há muito mais coisas em comum entre estudantes de diferentes países do que podemos imaginar. Além da vontade de melhorar de vida por meio da educação, suas casas demonstram que eles têm outras características parecidas. Casas de estudantes geralmente consistem de uma cama, pôsteres nas paredes e uma bagunça ao redor.

O Incrível.club sugere que você dê uma olhada mais de perto nos personagens deste projeto. De quebra, você poderá aprender mais sobre o sistema educativo de países muito distantes entre si.

Quênia

Após sofrer pressão da ONU, o governo do Quênia teve de implementar, em 2003, o sistema de educação gratuita em escolas primárias. No entanto, o dinheiro para criar escolas e pagar os salários dos professores é insuficiente. As salas são cheias, mas a qualidade da educação é muito baixa.

Índia

Mesmo com o crescente investimento em educação, as universidades indianas enfrentam problemas sérios. O primeiro-ministro, Manmohan Singh, declarou em 2008: "Nosso sistema universitário está numa má situação. Em quase metade das regiões do país, o nível da educação superior é assustadoramente baixo, quase 2/3 de nossas universidades e 90% de nossas escolas foram avaliadas como abaixo da média de acordo com padrões de qualidade. Existem muitas reclamações e denúncias por favoritismo e corrupção".

Países Baixos

Os alunos pagam pelos estudos, mas ao mesmo tempo recebem bolsas do governo. O nível da bolsa é igual para todos os estudantes, mas os jovens de baixa renda podem pedir um valor adicional.

Nos primeiros 4 anos de estudo, o dinheiro pode ser considerado um presente. No decorrer dos anos seguintes, a bolsa torna-se um empréstimo. Estudos recentes apontaram que os alunos chegam a levar algumas décadas para pagar o financiamento, e a dívida chega a tornar-se um problema quando eles querem financiar uma casa, por exemplo.

Cuba

A edução em Cuba é totalmente gratuita. Os jovens têm mais chances de estudar quando demonstram fidelidade aos objetivos do país e lealdade ao Partido Comunista. Após a formatura, não há garantias de que eles poderão trilhar uma carreira de sucesso. Alguns cubanos com educação superior trabalham varrendo as ruas.

Filipinas

Aproximadamente 27% dos filipinos não tem educação primária, embora esta seja gratuita. Isso é explicado pela falta de escolas em áreas rurais e pelo fato de as aulas serem dadas em inglês, enquanto as crianças falam o idioma local em casa.

Ainda assim, de acordo com dados oficiais do governo, o nível de analfabetismo é baixo: as crianças aprendem tanto com os pais quanto com os amigos. Assim, o colégio fica disponível apenas para a elite e para crianças cujos pais são capazes de fazer certos sacrifícios.

Rússia

A Rússia conta com muitas escolas superiores. Além das 665 universidades estatais, há 450 universidades civis que possuem licença do Ministério da Educação. As universidades contam com 625 mil faculdades no total, mas os níveis da educação, em média, têm caído.

Moldávia

A Moldávia é um dos países mais pobres da Europa, mas em compensação, tem um dos maiores investimentos públicos em educação (proporcionalmente ao PIB) entre nações europeias: 9,6% do PIB. Porém, infelizmente esse dinheiro não ajudou uma universidade sequer a entrar na lista das 700 melhores do mundo.

Ainda assim, o número de estudantes por cada 10 mil habitantes na Moldávia cresce constantemente, alcançando 217 entre 2000 e 2001 e 351 entre 2005 e 2006.

Bolívia

De acordo com uma lei de dezembro de 2010, todos os alunos do país vizinho devem estudar o quechua (linguagem ligada aos ancestrais incas), aimará ou algum outro idioma indígena, assim como o castelhano e um idioma estrangeiro. O país, segundo o presidente Evo Morales, deve respeitar e estudar as culturas locais.

Para demonstrar ele leva a questão a sério, Morales ordenou a construção de 3 novas universidades para alunos indígenas moradores das áreas rurais.

Hong Kong

Itália

Alemanha

Tailândia

Em seu projeto, Boogert não apenas clica os estudantes, mas também realiza pequenas entrevistas com os modelos. Ele usa a técnica para fazer com que os alunos de todo o mundo possam se identificar uns com os outros, e para se sintam inspirados pelas histórias dos outros. O autor planeja continuar o projeto, visitando novos países.

Se você quer que esta ideia se concretize, pode dar uma força ao fotógrafo. Ele aceita ajuda financeira, parcerias e oferas de locais para realizar exposições.