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Você conhece o sistema solar?

A Terra é redonda, Mercúrio é o planeta mais quente e o Sol é amarelo. Parece que estas sempre foram verdades indiscutíveis, conhecidas até por quem nunca frequentou aulas de ciências. Mas, na realidade, as coisas são um pouco diferentes.

O Incrível.club reuniu para você alguns dos mitos mais comuns do mundo dos astros (celestiais) só para desmenti-los completamente.

A afirmação é real e não é ao mesmo tempo. A Terra muda de forma constantemente devido ao movimento das placas tectônicas. Claro que isso acontece sob uma velocidade muito baixa, que, em média, não passa dos cinco centímetros por ano. Porém, isso afeta a "forma" do nosso Planeta, que passa longe de ser perfeitamente redondo.

Ainda que fotos sensacionais supostamente mostrem a forma autêntica da Terra, elas não passam de um modelo gravitacional do Planeta. Ele foi criado com base nos dados recebidos por diversos satélites e não demonstra a verdadeira forma do corpo celeste onde vivemos, apenas explica as diferenças na gravidade em diferentes pontos do Planeta.

Fuente: ESA

Existe um mito bastante comum segundo o qual os raios do Sol só iluminam um lado da Lua, enquanto o outro ficaria sempre escuro- existe até um disco da banda Pink Floyd com o título "The dark side of the moon" (O lado escuro da Lua). Esse mito surgiu por conta do fato de que o nosso satélite tem sempre o mesmo lado voltado à Terra, tornando impossível a observação do lado oposto a partir do nosso Planeta.

Na realidade, o Sol ilumina e aquece tanto o lado visível quanto o invisível da Lua. O que acontece é que o tempo de rotação da Lua em torno do seu eixo coincide totalmente com o tempo de rotação do satélite em torno da Terra. Por isso, só conseguimos enxergar um hemisfério lunar.

Parece que tem sua lógica: Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol, logo a temperatura em sua superfície é mais alta que nos outros planetas. Porém, quem vence a corrida do calor no Sistema Solar é Vênus, apesar de estar cerca de 50 milhões de quilômetros mais longe do Sol do que seu vizinho cósmico. Em média, a temperatura diária em Mercúrio é de aproximadamente 350°, enquanto que na superfície de Vênus chega a quase 480°.

Na verdade, a temperatura na superfície de um planeta depende de sua atmosfera. Em Mercúrio, quase não há atmosfera, enquanto que a de Vênus é formada quase totalmente de dióxido de carbono, e é muito densa. Devido à alta densidade, há na superfície do planeta uma espécie de efeito estufa, que deixa o local extremamente quente.

Todos nós sabemos que a temperatura na superfície do Sol é muito alta: mais de 5.700°. Portanto, é lógico supor que nosso astro celeste queima como uma bola de fogo gigante. Porém, a verdade não é bem assim. O que nós entendemos como fogo é a energia luminosa e o calor emitidos no processo de reação termonuclear que acontece no núcleo solar.

A reação termonuclear é a transformação de determinado elemento em outro, algo que se dá sempre com a liberação de calor e energia luminosa. Ela atravessa todas as camadas do Sol, chegando à fotosfera, que enxergamos como se estivesse em chamas.

Fuente: nasa

Todos que conhecem um pouco de astronomia sabem que o Sol pertence ao grupo de estrelas chamadas de anãs amarelas. Logo, é comum pensar que o Sol é amarelo. Na verdade, como as demais estrelas anãs, ele é totalmente branco. Mas por que a visão humana o enxerga como amarelo?

A resposta tem a ver com a atmosfera terrestre, que só deixa passar ondas longas situadas na parte amarela/vermelha do espectro. As ondas curtas da parte verde/violeta do espectro, irradiadas pelo Sol, são dispersadas na atmosfera da Terra. Graças a tal efeito, nossa fonte de luz e calor parece ser amarela. No entanto, se você sai da atmosfera terrestre, vê que o Sol "se pinta" com sua cor natural.

Fuente: stanford

Este é um mito decorrente dos filmes de Hollywood, que mostram cenas terríveis de gente morrendo ao sair da nave espacial sem os devidos equipamentos.

A verdade é que nossa pele é muito elástica, capaz de manter todos os órgãos internos em seus lugares. As paredes dos vasos sanguíneos protegem o sangue da ebulição também graças a sua elasticidade. Além disso, na ausência de pressão externa - que não existe no espaço -, a temperatura de ebulição do sangue sobe, já que, quanto maior a pressão, maior o ponto de ebulição. As veias e o corpo, em si, ajudam a evitar esse problema, exercendo uma compressão.

Mas a água presente nas células da pele começará a ferver, fazendo com que a pessoa aumente um pouco de tamanho. Porém, não ao ponto de explodir.

O verdadeiro motivo de morte seria a anoxemia, ou falta de oxigênio. Quinze segundos no espaço sem equipamentos provocam a perda de consciência. Em 2 minutos, a morte.

Fuente: space

Outro mito que parece bastante lógico. Tudo é muito simples: se o inverno é mais frio que o verão, quer dizer que a Terra se afasta de sua fonte de calor. No entanto, acontece justamente o contrário: quando é inverno em boa parte do Planeta, a Terra está 5 milhões de quilômetros mais perto do Sol do que quando é verão. Mas o que explica isso?

O que acontece é que, além da rotação ao redor do Sol, a Terra gira também em torno do seu eixo, o que provoca mudanças de dia e à noite. O eixo que passa pelos Polos Norte e Sul não é perpendicular à órbita e à luz que incide sobre ela. Assim, durante metade do ano a maior parte do calor solar cai sobre o hemisfério sul e, durante e outra metade, no hemisfério norte. E é isso que gera as mudanças das estações.

Como bem sabemos, os invernos no hemisfério sul são mais quentes do que os do norte. E a explicação é simples: a Terra fica a uma distância menor do Sol durante o mês de janeiro, ou seja, quando é inverno no hemisfério norte.

Fuente: nasa