Incrível
NovoPopular
Inspiração
Criatividade
Admiração

Locais que contam com programas de transferência de renda

A ideia de oferecer a toda população um valor básico como renda surgiu no século passado. Em diversos países e em algumas cidades, o cidadão recebe determinado valor para gastar da forma que for mais conveniente para sua realidade.

O Incrível.club mostra neste post alguns locais que transferem renda aos seus moradores e como as iniciativas tem dado resultados.

Finlândia

Como uma espécie de experiência de uma organização governamental, a partir de 2017, dois mil desempregados da Finlândia com idades entre 25 e 58 anos passaram a receber um auxílio de 560 euros por mês. As pessoas foram escolhidas aleatoriamente, mas continuarão recebendo a verba mesmo se encontrarem trabalho. Caso a ideia dê bons resultados, mais pessoas serão beneficiadas em 2018. A experiência irá durar 2 anos.

O salário médio na Finlândia é de 2.202 euros.

Livorno, Itália

A partir de 1º de junho de 2016, por uma decisão do prefeito, as 100 famílias mais pobres da cidade passaram a receber uma ajuda de 517 euros por mês. Em 2017, o projeto incluiu mais 100 famílias. De acordo com o prefeito, a iniciativa é uma alternativa ao sistema de distribuição de benefícios sociais. Nápoles e Ragusa acompanham o desenrolar do programa, planejando criar iniciativas parecidas.

O salário médio em Livorno é de 1480 euros.

Quênia

Graças à organização não-governamental GiveDirectly, 6 mil moradores da área rural do Quênia receberão 22 dólares por mês ao longo dos próximos 12 anos. Para os moradores locais, é uma soma considerável de dinheiro: 45% deles nunca tiveram tantos recursos na sua vida. Muitos participantes do programa disseram que gastam a verba fazendo reparos em casa, comprando água, gado e fazendo doações para a melhoria de escolas.

O salário médio mensal nas cidades quenianas é de 291 dólares.

Utrecht, Holanda

A partir de maio de 2017, 250 habitantes de Utrecht começaram a receber do governo 960 euros mensais, durante 2 anos. Os participantes do experimento foram divididos em 6 grupos, e o valor do pagamento depende de determinados requisitos relacionados ao trabalho. Por exemplo, os integrantes de certo grupo poderão receber 150 euros adicionais caso se inscrevam em trabalhos voluntários. Caso a ideia dê certo, outras cidades já se revelaram dispostas a fazer o mesmo.

O salário médio em Utrecht é de 2.227 euros.

Índia

Para 2017, o governo da Índia planeja relançar o projeto experimental que obteve ótimos resultados 7 anos atrás. Na época, 6 mil moradores de povoados, com apoio da UNICEF, recebeu uma ajuda de alguns dólares durante 18 meses. A iniciativa fez muita diferença na vida das famílias de "intocáveis", a casta mais baixa da Índia. Aquelas pessoas ganharam mais dignidade, independência e oportunidade de mudar a própria vida no futuro. Os "intocáveis" são vistos como marginais, praticamente escravos desde o nascimento - a novela Caminho das Índias falava desse grupo. Eles fazem os trabalhos mais pesados, não podem frequentar templos nem estudar. Também é proibido a eles falar com pessoas que pertençam a outras castas.

O salário médio nas cidades da Índia é de 535 dólares.

Ontário, Canadá

A partir de maio de 2017, 4 mil pessoas com idades entre 18 e 64 anos e baixo nível de renda em 3 localidades de Ontário começaram a receber uma ajuda básica do governo, dependendo do atual salário de cada uma delas. Por exemplo, se uma pessoa ganha 10 mil dólares por ano, seu subsídio será de 21.989 dólares por ano. Pessoas com limitações físicas receberão 500 dólares a mais por mês.

O salário médio em Ontário é de 2.216 dólares.

Uganda

A partir de 2017, a entidade beneficente Eight passou a pagar, para 50 famílias de um povoado, 8 dólares por semana. Inicialmente, o projeto vai durar 2 anos e servirá como base para um documentário sobre como a renda mínima influencia na qualidade de vida dos moradores de pequenas localidades.

O salário médio em Uganda é de 168 dólares.

Oakland, EUA

Em janeiro de 2017, 100 famílias começaram a receber até 2.000 dólares mensais do fundo de capital de risco Y Combinator. As famílias foram escolhidas por acaso. Os participantes podem sair do emprego, virar voluntários e até mesmo ir embora do país. Os organizadores planejam incluir outras 900 famílias no programa. A renda mínima será paga até o fim de 2021.

O salário médio em Oakland é de 3.215 dólares.

Primeiros resultados:

  • Muitas pessoas usam o dinheiro para melhorar de vida: reformam a casa, investem em estudos, melhoram a qualidade da alimentação.
  • Uma parte do dinheiro vai para a compra de remédios e pagamento de serviços médicos.
  • As famílias de poucos recursos usam a nova renda para beneficiar os filhos: compram roupas e mais comida, além de pagar gastos escolares e de transporte.
  • As pessoas começaram a pagar suas dívidas. Já a procura por empréstimos a juros diminuiu.
  • A maioria dos beneficiários destas iniciativas admite que a existência de uma renda constante e regular, não vinculada ao trabalho, ajuda a planejar melhor o futuro. Eles passaram a tomar decisões mais arriscadas, mas que podem levar a um futuro mais promissor.