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Como são os descendentes de 10 povos que marcaram a história da humanidade

Egípcios, assírios, astecas, incas — todos esses povos são associados aos tempos antigos e muitos acreditam que eles acabaram desaparecendo no curso da história. No entanto, seus descendentes continuam existindo até os dias de hoje.

Nós, do Incrível.club, amamos história antiga. Pensando nisso, fizemos um post sobre quem são e como vivem os descendentes de grandes civilizações antigas que muitos acreditam terem se perdido no tempo. E no final, você descobrirá onde há mais chances de encontrar um descendente direto de Gengis Khan. Confira!

Quíchuas — descendentes dos Incas

Os quíchuas eram a civilização mais poderosa e mais desenvolvida das Américas antes da chegada dos espanhóis. Foram eles que fundaram o estado nos Andes chamado Tawantinsuyu, mais conhecido como Império Inca.

Hoje em dia, existem entre 10 a 11 milhões de índios quíchuas espalhados entre o Peru, Equador, Bolívia, Chile, Argentina e Colômbia. Suas principais ocupações continuam sendo a agricultura e a pecuária, mas muitas vezes também trabalham com mineração. Muito deles vivem em comunidades unidas por um território comum, parentesco e pelo culto aos ancestrais.

Gregos Pônticos — descendentes dos Argonautas

Mais de 3 mil anos atrás, os Argonautas provenientes da Grécia Antiga foram conquistar a região do Mar Negro e se estabeleceram por lá. Eles tinham até sua própria língua chamada de grego pôntico. No entanto, infelizmente, não existe mais quase nenhum falante dela, pois os descendentes usam o grego moderno ou a língua do país em que vivem atualmente. Hoje, existem cerca de 2,5 milhões de representantes desse povo pelo mundo.

Nogais

Metade da Europa e praticamente todo o território russo já ficaram sob a influência dos Nogais. Atualmente, os representantes desse povo vivem principalmente no norte do Cáucaso e na região do sul do rio Volga. Desse etnônimo vem o nome Espepe Nogai — uma área de assentamento onde muitos descendentes vivem no território do Daguestão, na região de Stavropol e na República da Chechênia.

Nas últimas décadas, grandes comunidades Nogais se formaram em outras regiões da Rússia como em Moscou, São Petersburgo, no Okrug Autônomo da Iamália-Nenétsia e no Okrug Autônomo Khântia-Mânsia. A Turquia e a Romênia também possuem representantes desse povo que se mudaram para lá nos séculos XVIII e XIX.

Maltês — descendentes dos fenícios

Há cerca de 4 mil anos, os fenícios eram os principais navegadores e mercadores do Mediterrâneo. Eles fundaram muitas colônias, incluindo a famosa Cartago. Foram também eles, a propósito, que inventaram a escrita com base em letras, e não em hieróglifos.

Alguns dos descendentes diretos desse povo são os habitantes do Líbano, onde fica localizado o antigo território da Antiga Fenícia. No entanto, cientistas descobriram que existem outros povos que também são ancestrais dessa antiga civilização. Durante uma pesquisa, verificou-se que 30% das amostras de DNA retiradas dos habitantes de Malta têm material genético em comum com a civilização fenícia, conhecido como haplogrupo J2. A propósito, foi até sugerido rebatizar Malta como República da Fenícia.

Iássicos ou Jasz — descendentes dos Citas e Sármatas

Uma vez que os Citas dominaram a Ásia Menor, a região do Mar Negro e o território que hoje equivale à Ucrânia, eles invadiram os Bálcãs e mantiveram os gregos afastados, mas depois acabaram sendo conquistados pelos Sármatas. Uma das tribos Sármatas — a Tribo dos Alanos — ocupou o território das regiões de Azov (sul da Rússia) e Cáucaso, de onde invadiram a Crimeia, Transcaucásia e Ásia Menor.

Os descendentes diretos dos alanos são os ossetas, que pretendem recuperar seu passado histórico. Entretanto, outros herdeiros desse orgulhoso povo nômade vivem na Hungria e se autodenominam Iássicos. Seus ancestrais se estabeleceram na planície leste do Danúbio. Os Iássicos perderam completamente sua antiga língua no século XVIII, mas nos últimos anos houve um aumento da consciência histórica desse povo. Então, hoje em dia, regularmente, são realizados festivais sobre a cultura dos Iássicos. No mais, eles também têm aumentado o interesse sobre a sua própria história e têm estabelecido conexões com os ossetas.

Ramo Unlar do povo Basquire — descendentes dos Hunos

Os Hunos invadiram a Europa no século IV e daí iniciaram uma grande migração. Alguns estudiosos acreditam que os Unlar são descendentes diretos desses guerreiros. Seus representantes vivem principalmente no distrito de Karaidel, em Bashkortostan, outra parte no distrito de Buraevsky e em duas ou três vilas no distrito de Baltachevsky, todos na Rússia.

O nome “Unlar” advém do próprio nome dos Hunos, mais especificamente a junção do “Hu” com o sufixo “lar”, que indica o plural nas línguas túrquicas. Os representantes modernos dessa etnia são descendentes dos nômades hunos que não conseguiram chegar até a Europa, e são parentes até do próprio Gengis Khan.

Coptas — descendentes dos antigos egípcios

Os Coptas são descendentes diretos dos antigos egípcios. Esse nome foi dado a esse povo pelos árabes que invadiram o Egito no século VII. E eles adotaram o calendário de seus ancestrais. O ano civil copta tem 13 meses: 12 meses de 30 dias e um mês adicional de 5 ou 6 dias, dependendo se o ano é bissexto ou não. O Ano Novo para eles começa em 29 de agosto, ou 30 de agosto se o ano for bissexto.

Astecas

O povo Náuatles, mais conhecido como Astecas, criou o império mais forte da América Central, que acabou sendo destruído pelos conquistadores espanhóis liderados por Hernán Cortés. Os descendentes desse grande povo falam a língua náuatle, e a maioria de seus falantes estão localizados nos estados mexicanos de Puebla, Veracruz, Hidalgo, San Luis Potosi e Guerrero. Além disso, como resultado da emigração para os Estados Unidos, diásporas Náuatles foram formadas em Nova York e na Califórnia.

Uma curiosidade, em novembro de 2019, o mexicano Federico Acosta, que é descendente do imperador asteca Montezuma II, conheceu o italiano Ascanio Pignatelli, cuja linhagem vem de Hernán Cortés, 500 anos depois do conquistador espanhol ter chegado ao México. Na ocasião, o descendente de Cortés pediu desculpas a Federico pelas atitudes do seu ancestral, mas o mexicano disse que não guarda ressentimentos dos colonizadores espanhóis.

Assírios

Os descendentes dos criadores de uma das primeiras civilizações do mundo e dos fundadores da Babilônia hoje vivem principalmente no Irã, no norte do Iraque, na Síria e Turquia. Suas comunidades também estão espalhadas pelo Líbano, Rússia, Estados Unidos, Suécia, Geórgia, Armênia, Alemanha, Grã-Bretanha e outros países. A língua dos assírios modernos remonta aos dialetos aramaicos da população da Ásia Ocidental, mas muitos representantes desse povo não a falam mais.

Gagaúzes — descendentes dos Pechenegues

Os Gagaúzes são um povo turco estabelecido principalmente na região da Bessarábia, embora os representantes desse grupo étnico possam também ser encontrados na Bulgária, Romênia, Rússia e Grécia. Em seu DNA, a herança de vários grandes povos do passado foi misturada simultaneamente: Cumanos, Pechenegues, búlgaros do Volga e turcos seljúcidas.

Apesar da origem turca, o povo gagauz não difere na aparência de seus vizinhos europeus. A maior parte dos representantes desse povo é composta por cristãos, mas as tradições ancestrais ainda são muito importantes, como o culto ao lobo, que inclusive está representado na primeira bandeira da Gagaúzia independente.

Bônus: como os descendentes de Gengis Khan foram encontrados

Estátua de Gengis Khan em Tsongzhin-Boldog na Mongólia

Gengis Khan viveu cerca de 800 anos atrás, e ele tinha apenas 5 filhos oficialmente reconhecidos. Porém, há a possibilidade de terem existido outros filhos não reconhecidos. Pelos cálculos dos cientistas, depois de 300 anos Gengis Khan poderia ter 5 milhões de descendentes.

Pesquisadores russos decidiram tentar encontrar esses descendentes através de testes de DNA. Eles estudaram os genes de 1.437 homens, entre eles Cazaques, Teleutes, Caucasianos, Tuvans, Tajiks, Buriates, Evenkis, Mongóis, Curdos, Persas, Russos, entre outros. O material genético foi obtido de estudantes do sexo masculino.

No final das contas, mais de um terço dos supostos descendentes de Gengis Khan habitam o território da Mongólia. Entre os habitantes da Rússia, a maior parte do sangue do conquistador estava presente no código genético dos Cazaques (8,3%). E entre os moradores da República de Altai, da Buriácia, da República de Tuva e da Calmúquia foi encontrado entre 1,7 e 3,4% de correspondência genética.

Você conhece quem são e a história de seus ancestrais? Conte para a gente na seção de comentários.