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Como o ser humano será daqui a uns milhões de anos

Assim como acontece com todos os seres vivos da Terra, continuamos em constante evolução. Se você não acredita nisso, é só pensar nos dentes molares, que eram bem desenvolvidos nos nossos ancestrais, que comiam alimentos mais sólidos e não processados. Já nós não precisamos tanto deles, então esses dentes vêm se tornando obsoletos. Ou no cóccix, aquele último osso no final da coluna vertebral, que um dia foi uma cauda de nossos ancestrais.

O Incrível.club resolveu se perguntar qual será a aparência do ser humano após alguns milhões de anos de evolução, considerando que as condições no planeta Terra irão seguir as tendências atuais e as prováveis previsões.

Considere, por exemplo, que teremos à disposição cada vez mais equipamentos eletrônicos e menos necessidade de interagir com a natureza.

  • Estatura. Nos últimos 200 anos, a população dos países desenvolvidos teve a altura aumentada em 10 centímetros em média, graças à melhora na qualidade de vida e da alimentação. Se tudo continuar assim, a altura dos homens atingirá facilmente os 2 metros. (Fontes: Mean Body Weight, Height, and body mass index, United States 1960–2002, Wikipedia)
  • A pele ficará mais escura, pois as raças continuarão se misturando intensamente. Além disso, a pele escura irá proteger mais os humanos contra os raios ultravioleta que vão penetrar excessivamente no planeta Terra. (Fonte: livescience, nickolaylamm)
  • Corpo. O ser humano tende a reduzir sua atividade física graças aos robôs e demais máquinas. A força física não será requerida, levando a uma redução dos músculos. As tecnologias serão uma parte indispensável do nosso corpo: chips e dispositivos integrados serão algo corriqueiro. Possivelmente, a falta de exercícios físicos será compensada pela evolução dos tratamentos médicos contra problemas cardíacos, por exemplo. (Fonte: futurehumanevolution)
  • Mãos. O uso constante de teclados e telas sensíveis ao toque nos deixará com dedos mais finos e compridos. (Fonte: the-scientist)
  • Pernas. O corpo tende a mudar de acordo com o estilo de vida sedentário. Pernas compridas e fortes não serão mais necessárias. A fíbula será reduzida, algo típico em animais terrestres. Este osso serve para girar os pés, o que era muito importante quando nossos antepassados subiam em árvores. Para nós, a mobilidade do tornozelo chega a ser nociva, pois pode levar a torções. (Fontes: futurehumanevolution, antropogenez)
  • Dedos dos pés. Nossos antepassados também precisavam deles para subir em árvores. Durante a evolução, em comparação com os australopitecus, nossos dedos dos pés ficaram visivelmente mais curtos e a tendência é que diminuam ainda mais. Provavelmente, o número de dedos também irá diminuir. Os animais terrestres sempre evoluem no sentido de reduzir o número de dedos. O cavalo é um ótimo exemplo disso. (Fonte: antropogenez)

  • Tórax. Caso a obtenção de oxigênio da atmosfera fique mais difícil, os pulmões irão aumentar de tamanho. Logo, o tórax também aumentará.
  • Cabeça. Até agora, não está claro se o crânio dos humanos do futuro será maior ou menor que os atuais. Por um lado, em comparação com o CroMagnon, o cérebro humano ficou menor, por mais estranho que possa parecer. Ele ficou mais compacto, favorecendo seu rápido funcionamento. Por outro lado, são cada vez mais comuns os casos de bebê com cabeças grandes que precisam nascer por meio de cesáreas. Isso pode afetar o tamanho médio do seu aumento. Logo, no futuro provavelmente não haverá partos naturais. (Fontes: antropogenez, bbc, vox)
  • Dentes. A humanidade tem consumido alimentos cada vez mais macios. Assim, a quantidade de dentes irá diminuir, provocando uma redução da mandíbula e da boca. (Fonte: naturalhistorymag)
  • Digestão. Devido à abundância de comida fácil de digerir, o intestino ficará mais curto. Com isso, a coluna lombar deve ser consequentemente reduzida também. (Fonte: naturalhistorymag)
  • Olhos. Enquanto a boca tende a diminuir, os olhos devem ficar maiores para compensar a falta de expressões faciais.
  • Pelos corporais. Já há muito tempo nós não temos necessidade deles, então, aos poucos, eles irão "cair". Já o destino do cabelo ainda não é tão óbvio. (Fonte: the-scientist)