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12 Curiosidades que mostram roupas e acessórios sob outro ângulo

Os homens que reclamam de suas parceiras pelos gastos excessivos com roupas, deveriam saber que esses custos não são nada comparados aos que eles teriam de pagar no século XIX. No século XX, os estilos de roupas femininas foram simplificados, facilitando a alteração do tamanho dos moldes. Porém, nos séculos anteriores era quase impossível comprar roupas prêt-à-porter (prontas para vestir). Em 1868, foi iniciada a produção industrial de vestuário masculino e infantil, quando as primeiras lojas de departamento foram inauguradas na Bélgica.

Incrível.club acredita que gastar menos com o guarda-roupa, sem precisar comprar peças personalizadas, é um ótimo motivo para alegrar o seu dia. Nossa lista de curiosidades sobre algumas roupas e alguns acessórios pode ajudá-lo na hora da sua próxima aquisição.

As esquimós já usavam tangas no século XIX

Em 1920, as tangas eram usadas por dançarinas americanas. No entanto, no século XIX, as primeiras mulheres a usarem essa peça foram as esquimós. As inuítas chamavam suas tangas de naasit, que eram costuradas com pele de foca e decoradas com miçangas. Vale destacar que, frequentemente, esse pedaço de pele era a única peça que elas vestiam para receber visitas.

Você pode ser um bom engenheiro e projetar aviões, mas ser um péssimo designer de sutiãs

filme O Proscrito (1943), dirigido pelo magnata financeiro, engenheiro aeronáutico e diretor, Howard Hughes, foi estrelado por Jane Russell. Ou melhor dizendo, pelo busto da atriz. Foram gravadas tantas cenas em que a câmera parava em frente ao decote da atriz que Howard Hughes decidiu fazer um tipo de sutiã para ressaltar a beleza natural da mulher.

Mas criar um sutiã não foi nada fácil, na verdade foi bem mais difícil do que construir aviões. Quando Hughes deu o seu primeiro sutiã meia-taça para a atriz, descobriu-se que a peça era extremamente desconfortável. No entanto, Jane Russell passou a usar secretamente o seu próprio sutiã, ajustando as alças e enchendo as taças com pedaços de tecido, em vez de discordar do rico e influente diretor. Ela revelou o seu segredo apenas 42 anos depois.

Um sutiã mais confortável foi criado em 1964 por uma mulher, Louise Poirier.

A Primeira Guerra Mundial foi um dos motivos pelos quais as mulheres abriram mão dos espartilhos

No reinado de Catherine de Médici, que proibiu as mulheres da corte de mostrar as cinturas largas, o espartilho era uma invenção bonita, mas cruel. Ele desencadeava problemas respiratórios e apertava os órgãos, deslocando e prejudicando-os. As mulheres que usavam espartilhos sofriam de indigestão, desmaios frequentes e até de hemorragia interna.

Em 1914, Mary Jacob patenteou o sutiã, que era uma peça de roupa íntima feminina mais confortável. No mesmo ano, iniciou-se a Primeira Guerra Mundial, acarretando a escassez de metais. Depois de 3 anos, as mulheres foram incentivadas a abrir mão dos espartilhos apertados em prol de sutiãs mais confortáveis. Assim, 28.000 toneladas de metal foram preservados e usados para a construção de 2 navios.

Os homens também foram vítimas da moda

No século XIX, foram inventados os colarinhos altos. Os homens os trocavam diariamente em vez de trocar a camisa. No entanto, uma invenção que parecia prática acabou sendo muito perigosa: o seu tecido grosso podia causar a obstrução da carótida e levar à morte.

Aparentemente, era uma peça inofensiva: os cavalheiros iam aos bares, bebiam algumas taças de vinho do Porto (entre outras bebidas) e começavam a apoiar o queixo no peito. Mas quando os outros percebiam que algo estava errado, era tarde demais — o acessório já tinha apertado o pescoço da vítima, tirando a sua vida.

O colar (torque) era uma condecoração e um meio de pagamento

Esses colares, chamados pelos romanos de torques, costumavam ser feitos de metais preciosos. Eram um tipo de colar aberto feito de metal retorcido e decorado com pedras preciosas. Muitos povos — citas, sármatas, romanos, eslavos, escandinavos e trácios — usavam acessórios semelhantes.

Frequentemente, esse tipo de colar era dado como condecoração e como símbolo de status social; e era usado tanto por homens quanto por mulheres. Em função de sua estrutura rígida, não era fácil tirá-lo. Torques cortados em pedaços, encontrados pelos arqueólogos, provam que às vezes esses colares eram utilizados ​​no lugar de dinheiro.

O fecho de sutiã foi patenteado por Mark Twain

O talento do autor de As Aventuras de Tom Sawyer, cujo verdadeiro nome era Samuel Clemens, não se manifestou apenas no mundo da literatura. Cansado de usar suspensórios desconfortáveis, em 1871, ele patenteou um cinto com botões para ajustar camisas na cintura. Posteriormente, essa peça também passou a ser usada com cuecas e espartilhos.

O fecho com ganchinhos continua sendo usado em sutiãs.

Antigamente, as tornozeleiras eram unidas com uma corrente

As tornozeleiras eram usadas tanto por egípcios quanto por sumérios, mas ganharam popularidade especialmente entre os habitantes da Índia.

No sudeste da Ásia antiga, as tornozeleiras eram usadas em ambas as pernas e unidas com uma corrente. Desse jeito, as meninas eram ensinadas a dar passos curtos; um sinal de feminilidade.

Quando o tecido usado na produção de meia-calça virou uma matéria-prima para paraquedas, as mulheres se revoltaram

Em 1939, o nylon foi criado e a empresa DuPont começou a fabricar meias-calças, que revolucionaram a indústria da moda feminina: aproximadamente 4 milhões de pares eram vendidos diariamente. No entanto, quando a Segunda Guerra Mundial começou, a fábrica trocou o equipamento e começou a produzir paraquedas e cordas de sustentação a partir de nylon. Isso levou às revoltas do nylon lideradas pelas mulheres: cerca de 40 mil mulheres ficavam na fila para comprar a peça. Aquelas que não conseguiam adquirir um par, passavam cremes e loções nas pernas para desenhar as linhas de costura, a fim de parecer que estavam vestindo meias.

Se as mulheres ricas não tivessem tido criadas, as roupas femininas e masculinas seriam abotoadas do mesmo lado

Os botões eram originalmente usados ​​apenas para fins de decoração. Durante a Idade Média, eles custavam tão caro que existiam leis prescrevendo quantos botões uma pessoa poderia usar dependendo de seu status social. Além disso, era possível pagar dívidas simplesmente arrancando um desses acessórios preciosos de sua roupa.

Na nobreza, os homens, por via de regra, colocavam suas próprias roupas, enquanto as criadas ajudavam as suas patroas a se vestirem e, para facilitar, o fecho das roupas das mulheres ficava do lado esquerdo. Isso explica por que as roupas femininas são abotoadas à esquerda e as masculinas, à direita.

Os brincos eram usados por marinheiros que cruzavam a linha do equador

Na Idade Antiga, uma orelha furada era símbolo de escravidão, e os brincos eram usados tanto por mulheres quanto por homens.

Depois, os brincos passaram a ser considerados um acessório feminino. Mas, os marinheiros também os usavam como uma espécie de distintivo, simbolizando que eles conseguiram navegar ao redor do mundo ou cruzar a linha do equador.

Quanto aos piratas, não se sabe ao certo qual era a aparência deles. Supostamente, os brincos e as bandanas foram um fruto da imaginação de Howard Pyle, um artista do século XIX. Ao desenhar piratas para um livro infantil, ele se inspirou em bandidos e camponeses espanhóis. Desde então, os piratas são vistos usando brincos, bandanas e cintos de tecido largos.

Smoking com lapelas foi inventado para remover cinzas de cigarro com mais facilidade

smoking, atualmente usado como roupa de gala, foi inventado na segunda metade do século XIX como um traje para ser usado em casa. O príncipe de Gales, que posteriormente se tornou o rei Eduardo VII, começou a vestir uma jaqueta para fumar, para que as cinzas e o cheiro de fumaça não estragassem o seu fraque. Depois, os cortesãos seguiram o seu exemplo. As lapelas eram feitas de um tecido liso e brilhante (por exemplo, de cetim) para remover as cinzas com mais facilidade.

Com o passar do tempo, o smoking passou a ser usado em público pela elite de Nova Iorque, transformando-se de um “roupão” masculino em uma roupa de gala.

Os fabricantes de chapéus involuntariamente se tornavam “chapeleiros loucos”

“Sou um pobre coitado...” — repetia o Chapeleiro do livro de Lewis Carroll, numa voz trêmula de medo, parado na frente do rei e dando uma mordida na xícara em vez do pão com manteiga. Embora muitos acreditem que a inspiração para esse personagem tenha sido um excêntrico comerciante de móveis, sintomas como tremor, insegurança, depressão, apatia e ansiedade social também eram características de outros “chapeleiros”.

Desde o século XVII até quase a metade do século XX, o mercúrio era utilizado na fabricação de chapéus de feltro. Por isso, os fabricantes desenvolviam uma doença conhecida como eretismo, ou “doença do chapeleiro louco”, e sofriam de alucinações e cãibras.

Você ou seus amigos já foram vítimas da moda? De quais peças do seu guarda-roupa você não abriria mão de jeito nenhum e quais você desapegaria sem arrependimento?