Incrível

11 Edifícios que ressurgiram depois de destruídos por um incêndio

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Em 15 de abril de 2019, a catedral de Notre Dame, localizada em Paris, sofreu um incêndio violento que destruiu seu telhado e, graças ao trabalho dos bombeiros, o prejuízo não foi ainda maior. Essa não foi a primeira vez que um monumento histórico e reconhecido mundialmente foi vítima das chamas. Neste post contaremos a história de 11 prédios que também tiveram a infelicidade de sofrer com essa situação no passado e que atualmente estão em pé ou em processo de reconstrução.

No Incrível.club queremos registrar que é possível reconstruir e que as grandes obras, patrimônios da humanidade, podem voltar a ser admiradas por todo mundo.

1. Museu Nacional do Rio de Janeiro, Brasil

Esse edifício histórico com mais de 200 anos e três andares, localizado no Rio de Janeiro, sofreu um grave incêndio em 2 de setembro de 2018. Sua coleção foi quase completamente destruída, já que o telhado desabou devido às chamas. O mundo perdeu assim uma das mais antigas coleções conhecidas, o mais antigo fóssil humano do Brasil e até os restos de um dinossauro. A redução dos recursos destinados à manutenção da prédio teria sido responsável pelo trágico acontecimento. O fogo se espalhou em poucos minutos, mas felizmente não houve feridos. Deve-se notar que algumas peças do acervo foram salvas e que o meteorito de Bendegó, datado de 1794, não sofreu nenhuma alteração. O governo já está planejando sua reconstrução.

2. Catedral de Turim (Itália)

Catedral de São João Batista em Turim, que abriga o famoso Santo Sudário, foi vítima de um grande incêndio entre 11 e 12 de abril de 1997. Felizmente, o tecido que se acredita ter envolvido o corpo sem vida de Jesus Cristo pôde ser salvo. O fogo ocorreu na capela, obra do arquiteto Guarini, onde o Santo Sudário era exibido — ele havia sido transferido para outra área por causa de reformas. Todos os especialistas concordaram em apontar que, se o Sudário não tivesse sido levado para outra ala do local, acabaria sendo vítima das chamas. A capela abriu as suas portas 21 anos depois, com a cúpula barroca recuperada, mas sem abrigar a exposição pública do manto sagrado.

3. Castelo de Windsor, Berkshire (Inglaterra)

Muitos ouviram falar deste emblemático edifício onde a Rainha Elizabeth II passa parte do seu tempo. O castelo, com quase 1.000 anos de história e de origem medieval, foi vítima das chamas em 1992. Nesse dia, a monarca estava prestes a chegar para o fim de semana. Quando o fogo começou, todos saíram apressados, deixando para trás centenas de obras de arte: grandes pinturas de Rembrandt, Rubens, Van Dyck e Canaletto, por exemplo. O incêndio foi causado por um curto-circuito durante a renovação do sistema elétrico. Dentro do castelo havia muitas porcelanas, tapeçarias, estátuas, roupas, armaduras e... turistas! Cerca de 150 bombeiros tiveram a tarefa de apagar o fogo. A restauração do castelo durou 5 anos.

As novas abóbadas góticas de madeira do Salão de São Jorge, criadas depois do incêndio de 1992.

4. Grande Teatro do Liceu de Barcelona (Espanha)

O Liceu, um dos palcos mais importantes do mundo, também registrou um grande incêndio em 1994 durante o conserto dos cabos de aço da cortina. O emblemático edifício tinha madeiras, vernizes, tecidos e pinturas que fizeram as chamas se espalharem rapidamente, atingindo 70 metros de altura. Nem os administradores nem as autoridades entraram em um acordo antes do incidente para empreender as reformas necessárias. Os arquitetos Ignasi de Solà Morales, Xavier Fabré e Lluís Dilmé realizaram sua reconstrução após o fogo, reabrindo suas portas em 1999.

5. Teatro La Fenice, Veneza (Itália)

Um dos teatros de ópera mais famosos do mundo, La Fenice (“A fênix”), que já recebeu as estreias de obras de Verdi, Rossini e Bellini, passou por dois incêndios desde sua inauguração, um em 1792 e outro em 1996. Este último impactou o mundo por ter sido criminoso, segundo a Justiça, que condenou dois eletricistas pelo trágico acontecimento. Este símbolo da cultura italiana reabriu as portas após a sua reconstrução no final de 2003, graças ao arquiteto Aldo Rossi, que o ergueu novamente em seu estado original.

6. Biblioteca Nacional e Universitária da Bósnia e Herzegovina

Este edifício do final do século XIX foi durante muito tempo a Prefeitura da cidade de Sarajevo, conhecido por sua semelhança com uma mesquita e tornando-se uma biblioteca em 1949. Durante a Guerra dos Balcãs, em 1992, o edifício foi alvo de atentados, perdeu quase todos os seus livros e documentos e foi reduzido a cinzas — várias obras de arte também desapareceram. Diferentes países e a União Europeia, então, alocaram uma quantia importante para sua reconstrução, que durou quase duas décadas. Hoje, voltou a ser a Prefeitura da cidade e os turistas são autorizados a visitar o local, para que possam contemplar toda a sua beleza.

7. Grande teatro de Genebra (Suíça)

Provavelmente o maior palco da Suíça, o Grande Teatro de Genebra foi vítima das chamas enquanto preparava um espetáculo pirotécnico para “A Valquíria”, a ópera de Richard Wagner, em 1951. As obras de reconstrução do majestoso edifício, inaugurado em 1876, continuaram por 11 anos, e suas portas foram reabertas em 1962. Hoje, é o centro da cultura suíça, apresentando grandes óperas e espetáculos de dança, bem como recitais, concertos e peças teatrais.

8. O Bundestag, “Reichstag”, Alemanha

O Bundestag na Alemanha é um edifício majestoso no centro de Berlim, cuja primeira construção data do final do século XIX, durante o Segundo Império Alemão. Em 1933, após a chegada de Hitler ao poder, o Parlamento foi dissolvido e as eleições foram convocadas. O “Reichstag” sofreu um incêndio infeliz que levou a um duro confronto entre poder e oposição. Após a guerra, o prédio apresentou um estado decadente. Para sua reforma foi convocada uma licitação pública e sua estrutura foi modificada em relação à original, com obras que duraram 12 anos. Mais tarde, quiseram recuperar a cúpula que havia sido perdida. Foram apresentados 80 projetos, sendo o do arquiteto Norman Foster o vencedor, com um design moderno, diferente do original. Hoje, todos os turistas concordam: sua visão ainda é impressionante.

9. Catedral de São Paulo (Londres)

As obras da Catedral de São Paulo duraram 200 anos e foram concluídas em 1240, com uma extensão posterior terminada em 1314. O Grande Incêndio de Londres que durou três dias (de 2 a 5 de setembro de 1666) devastou a área central da cidade. Além de deixar em ruínas mais de 13 mil casas, este imóvel histórico também foi destruído. Depois desse incidente, o arquiteto Christopher Wren, que já havia sido encarregado de uma reforma, deu forma ao emblemático edifício e sua cúpula. Historicamente, foi finalizada em 28 de outubro de 1708, quando o filho deste artista colocou a última pedra.

10. Taj Mahal Palace, Bombaim (Índia)

Em 2008, a Índia foi vítima de inúmeros atentados terroristas com ataques a vários hotéis, incluindo o grandioso Taj Mahal Palace. Devido às explosões, houve um forte incêndio no piso térreo que se espalhou, deixando o imóvel em decadência. Os trabalhos de reconstrução foram difíceis: duraram 21 meses. O espaço deste edifício e a torre destacam-se pela sua diversidade arquitetônica e dois estilos diferentes, do mourisco oriental ao florentino. Construído em 1903, foi pioneiro na Índia no ramo de hotelaria, por isso sua lista de convidados é interminável, desde reis a grandes celebridades como os Beatles, Mick Jagger, John Lennon e Yoko Ono, Jacqueline Onassis e Elvis Presley.

11. Torre Eiffel, Paris (França)

No famoso Dia da Bastilha, um incêndio envolveu o emblemático monumento de Paris, a Torre Eiffel, em um acidente relacionado a um espetáculo de fogos de artifício. O evento fez soar todos os alarmes para coincidir com os ataques em Nice. As chamas foram sufocadas em pouco tempo. Mas este não foi o primeiro incêndio a atingir o símbolo de um país inteiro, a Torre Eiffel também sobreviveu àquele provocado pelas tropas alemãs durante a Segunda Guerra Mundial. E, em 1956, as chamas também tomaram o topo da torre, e também foram contidas. Em 2003, um curto-circuito produziu fogo em uma das áreas mais altas, forçando a evacuação de milhares de visitantes. A estrutura de ferro de 300 metros de altura ainda é o monumento mais visitado do mundo, construído no final do século XIX: todos os anos 7,1 milhões de turistas passam por ele.

Você já visitou algum desses lugares emblemáticos? Acha que a catedral de Notre Dame vai se recuperar, assim como aconteceu com esses marcos históricos? Compartilhe seus pensamentos nos comentários.

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