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10 truques que nos fazem pagar mais por coisas comuns

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Normalmente, quando vamos a um mercado, temos uma noção do que precisamos e de quanto podemos gastar. Mas muitas vezes compramos produtos que não estavam na lista nem necessitávamos, sem entender o motivo.

Para ajudá-lo a ficar mais esperto, o Incrível.club reuniu alguns truques inteligentes que os anunciantes usam para que, sem perceber, você acabe comprando mais.

Muitas vezes, os alimentos mais comuns passam por uma espécie de 'remodelação'. Você acha que os jovens antenados comprariam as simples madalenas no século XXI e tirariam fotos para divulgá-las no Instagram? É muito provável que não. Mas, se mudar um pouco a receita, melhorando a aparência do produto e o transformando em muffins e cupcakes, com certeza vão adquirir outro valor.

Veja como restaurantes elaboram os seus menus:

  • O uso da noção de 'família'. As associações com a família e a infância, em geral, são boas. Quando pedimos um 'caldo da vó', esperamos inconscientemente que este alimento nos leve à infância. Veja, por exemplo, como os jurados de programas gastronômicos dizem que tal comida lembra a infância.
  • A descrição apetitosa. Este artifício ajuda a dar água na boca e a formar o desejo de comer. Como não sentir vontade depois de ler a frase: 'pão quente com crosta crocante'? E se for da Provença, parecerá ainda mais saboroso.
  • Localização. O menu tem uma área especial que chama a atenção em primeiro lugar, que fica na sua parte superior. Por isso restaurantes colocam ali os pratos mais caros e as imagens mais apetitosas.
  • Tons quentes. Esses tons estimulam o apetite mais do que os outros.
  • Manipulações do valor. O preço pode desestimular uma venda imediatamente. Os proprietários de restaurantes mais inteligentes sabem disso. Então, muitas vezes, a unidade monetária (expressão 'reais' , por exemplo), não é indicada no menu.

Se alguns compradores consideram alguma mercadoria muito cara e não as adquirem, os anunciantes adotam uma jogada de mestre. Colocam estrategicamente um produto semelhante de preço mais elevado ao lado dessa mercadoria. Dessa forma, quando comparado com o primeiro, esse produto já não parecerá tão caro e fica mais confortável para o comprador adquirir o produto, achando que fez um ótimo negócio.

Um bom truque é inventar uma história em torno da mercadoria, como se fizesse parte dela. E não precisa necessariamente fazer sentido. Por exemplo, na década de 1990 era popular no exterior comercial do Milky Way (Via Láctea), em que o chocolate flutuava no leite. Qual é o sentido disso? Nenhum. Mas funcionou com o Milky Way, aumentando suas vendas. O mesmo vale para aquele suco ou sorvete cuja embalagem estampa uma história bacana do fazendeiro que os produziu.

Os comerciantes sabem que temos preguiça de tirar o pack que envolve que une as garrafas de água para tirar apenas uma delas. Também sabem que muitas pessoas vão acabar levando o pacote todo.

  • O preço vermelho está sempre associado aos preços reduzidos. Mas nem sempre é o caso. O valor pode permanecer o mesmo e etiqueta vermelha é apenas um papel colorido.
  • Carrinho grande. É um truque famoso para que as pessoas comprem mais bens do que precisam. Na essência, é o mesmo truque do prato gigante usado por alguns restaurantes por quilo.
  • Orientação da esquerda para a direita. Em muitos supermercados, o movimento dos clientes é organizado na direção contrária ao sentido horário. Sempre que viramos para à esquerda, nosso olhar cai no meio da parede da nossa direita. Precisamente nessa área são colocados alimentos que estão vencendo ou os produtos mais caros.
  • Azulejos pequenos. Com este tipo de piso, o carrinho faz mais barulho e, para evitar isso, reduzimos a velocidade. Assim, gastaremos mais tempo no supermercado e veremos melhor as mercadorias. E o mais provável é que compremos mais também.

Você já se perguntou por que nos comerciais de goma de mascar sempre são usadas duas unidades? Esta estratégia foi criada justamente para fazer as pessoas acreditarem que é a maneira correta de mascar chiclete. Assim, inconscientemente, o consumo aumenta duas vezes e os fabricantes podem vender mais. O mesmo acontece com alguns medicamentos e vitaminas.

A propaganda de shampoo, por exemplo, lembra que você deve aplicá-lo duas vezes, para obter um resultado melhor, aumentando as vendas, portanto, em duas vezes.

O termo técnico é obsolescência programada. Um exemplo ao contrário: 1957, a empresa Henckels International lançou descascadores de batata para. Eles eram tão resistentes, que as donas de casa compravam o produto apenas uma vez na vida. Dessa forma, as vendas foram muito baixas.

Então alguém teve uma ideia brilhante: pintar as alças desses utensílios da mesma cor da batata. E as vendas aumentaram várias vezes. Sem perceber, as pessoas começavam a achar que a peça tinha quebrado.

Lembre-se, talvez você tenha também alguns utensílios de cozinha ou de escritório com características semelhantes.

Outro caso clássico. Os produtores estão sempre procurando dar mais importância às mercadorias criando novos tributos. Por exemplo, digamos que o shampoo contenha extrato de flores exóticas, mesmo que se trate de uma gota e que o benefício dessas flores seja duvidoso. Outro truque é mencionar que o shampoo é recomendado por todos os cabelereiros de Paris.

Acontece que os bens para mulheres e meninas custam 7% a mais do que os mesmos produtos para homens e rapazes, embora sejam praticamente idênticos, mas de cores diferentes. Esta diferença de preço é chamada informalmente pelos marketeiros de 'imposto cor de rosa' ou 'custo mulher' e foi batizada assim porque as mulheres são melhores compradoras do que os homens. Isso se aplica especialmente aos shampoos, produtos para raspar os pelos e para os bebês.

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