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10 símbolos de culto que poucos sabem o significado

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Estes símbolos passaram durante séculos por dezenas e dezenas de gerações e são dotados de grande poder e significado. Às vezes, o sentido deles muda tanto com o passar do tempo, adquirindo associações, que acaba sendo impossível reconhecê-los. E talvez algum belo pingente que você tenha possua algum significado sagrado inesperado.

O Incrível.club decidiu investigar um pouco mais sobre o tema e apresenta a história dos símbolos mais famosos do mundo.

O cálice com uma cobra é o símbolo de Hígia, a deusa grega da saúde. Em nome da deusa, o termo 'higiene' foi adotado. A cobra é o símbolo da imortalidade e da morte, uma vez que é capaz tanto de envenenar e matar, como seu veneno pode ser usado como um antídoto. O cálice de Hígia, na Idade Média, se tornou um emblema usado pelos boticários de Pádua, na Itália, e mais tarde se converteu num símbolo da farmácia.

Não confundir com os símbolos da medicina, o caduceu, um bastão (e não um cálice) com uma cobra enrolada ou ainda com o bastão de esculápio - que tem não uma, mas duas cobras enroladas.

A primeira menção a este símbolo remonta a 4200 antes de Cristo. Os ouroboros eram populares na religião, na magia, na alquimia, na mitologia e na psicologia.

Representa a criação e a destruição, o ciclo da vida e da morte. O símbolo foi tirado dos egípcios pelos antigos gregos, para se referir a coisas que não têm começo nem fim. A filosofia chinesa relaciona os ouroboros ao símbolo yin e yang . No gnosticismo representa o bem e o mal.

O símbolo tem sido amplamente utilizado desde o ano 3000 antes de Cristo. Na Índia é chamado de Anahata. Dois triângulos sobrepostos ou entrelaçados refletem o masculino e feminino e simbolizam o chakra do coração.

Carlos IV, o Imperador do Sacro-Império Romano-Germânico, em 1354, permitiu que os judeus de Praga tivessem a sua própria bandeira. Um tecido com um hexagrama acabou caracterizando a bandeira do Rei David. Até hoje, é um símbolo associado ao judaísmo, fazendo parte, inclusive, da bandeira de Israel.

Acredita-se que, inicialmente, o símbolo yin e yang teve origem na cultura budista nos séculos I-III. Na China e no Japão, o yin e yang é considerado um modelo de tudo o que existe. O conceito original de yin (a sombra) e de yang (lado ensolarado da montanha) vem da ideia de duas forças opostas fundamentais que se complementam entre si e que carregam um pedaço de seu oposto. O símbolo yin e yang representa uma luta pacífica, na qual a vitória final é impossível, porque o fim não existe.

As primeiras imagens deste símbolo foram criadas em 2000 antes de Cristo. O símbolo é comum na Ásia, no Oriente Médio e no Egito. A roda era um atributo do deus sol e personificava a natureza, o ciclo da vida, da regeneração e da renovação. No budismo e no hinduísmo, a roda simboliza o ciclo de Samsara, a mudança, o destino e o tempo.

Mais tarde, surgiu a noção da roda da fortuna, o símbolo da sorte aleatória. Os raios da roda da fortuna trazem sucesso e fracasso, de forma interminável, um levando ao outro.

A primeira menção a este símbolo remonta ao ano de 1300 do nosso tempo. A Rosa dos Ventos era o símbolo de uma estrela guia e um talismã para os marinheiros.

Nos séculos XVIII-XX se tornaram populares as tatuagens com esta imagem: pensava-se que ajudaria os marinheiros a retornarem para casa. A Rosa dos Ventos também tem sido representada em mapas, simbolizando os pontos cardeais.

As primeiras imagens desta deste símbolo datam por volta do ano 8000 a.C.

A Suástica foi concebida como símbolo da felicidade, da criação e da abundância. Na Índia simboliza o Sol e o início. Para os índios da América Central acabou se tornando o emblema do deus Sol. Na China, a suástica é um hieróglifo que significa Sol. O budismo o considera um símbolo da perfeição.

Desde 1900, em países de língua inglesa a suástica se tornou popular em cartões como os da 'Cruz da felicidade', que consiste em '4 L': Light (Luz), Love (Amor), Life (Vida) e Luck (Sorte). Na década de 1920, os nazistas a usaram como seu símbolo. Nos anos posteriores a 1940, por causa de sua associação ao nazismo, em muitos países foi proibida a representação da suástica. No Brasil, fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda com a suástica é crime, que prevê pena de reclusão de dois a cinco anos e multa.

O símbolo surgiu entre 4000 e 3000 antes de Cristo. A Águia Bicéfala (Gandaberunda) é mencionada pela primeira vez nas antigas lendas do hinduísmo. O deus guerreiro Vishnu se tornou a águia bicéfala, mostrando sua força mágica. Gandaberunda era um símbolo dos princípios do dharma, um conjunto de regras para manter a ordem cósmica.

No Budismo, a águia bicéfala simboliza o poder de Buda; no mundo muçulmano era o símbolo da suprema autoridade do Sultão.

A águia bicéfala está presente nos escudos de muitos reinos e países. Foi ilustrado, por exemplo, em moedas, no escudo do Sacro Império Romano. Na Rússia, esse símbolo apareceu no casamento de Ivan III com a sobrinha do Imperador bizantino, Sofia Paleóloga, em 1472. Acabou sendo um símbolo da dinastia Paleóloga, considerado um talismã, que levava ao sucesso na batalha.

O símbolo existe desde 3500 antes de Cristo. Ele foi encontrado no Egito, na Grécia, na Índia, em Bizâncio e na Suméria. A Meia Lua ou Lua Crescente simboliza o renascimento e a imortalidade.

Os cristãos adoravam essa imagem, a qual consideravam um símbolo da Virgem Maria; na Ásia, representava as forças cósmicas; e no hinduísmo, o controle da mente.

A Meia Lula era o símbolo do Império Sassânida, da Pérsia, e foi usado até nas coroas. No ano 651, depois da conquista árabe, a Meia Lua tornou-se o símbolo do poder na Ásia Ocidental. Após a queda de Constantinopla (hoje chamada Istambul), em 1453, foi definitivamente associada ao Islamismo. A meia lua ilustra a bandeira da Turquia e de uma série de outros países, como Tunísia, Argélia e Cingapura.

Os primeiros pentagramas datam de 3500 antes de Cristo. O pentagrama era considerado um talismã contra as forças do mal e da escuridão.

Na Babilônia, os comerciantes antigos pintavam o pentagrama sobre suas portas para proteger seus bens contra roubos e danos. Pitágoras o considerava uma perfeição matemática, já que carrega a seção áurea. As estrelas são um símbolo de onipotência intelectual.

No Cristianismo primitivo simbolizava Jesus Cristo e também era usado o pentagrama invertido. O mago Eliphas Levi foi quem, oficialmente, caracterizou o pentagrama invertido como um símbolo do mal, de Satanás.

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