Incrível
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O que poderia acontecer caso algumas espécies sumissem do Planeta (nova seleção)

Podemos dizer que todos os seres vivos que habitam a Terra fazem parte de uma gigantesca rede, na qual cada um dá sua contribuição específica. Quando uma dessas criaturas desaparece, por menor e aparentemente insignificante que ela seja, todas as outras são afetadas em alguma medida. É o caso das abelhas. Assim como elas, diversas outras espécies são fundamentais para a continuidade da vida.

O Incrível.club fez uma pesquisa e descobriu como alguns animais e vegetais tornam possível a vida na Terra. Saber mais sobre eles pode ser uma forma de se inspirar para cuidar mais da saúde do mundo.

1. O plâncton tem influência em processos vitais para a vida, como a produção de oxigênio

O termo plâncton serve para designar o conjunto de micro-organismos que vivem na superfície dos oceanos. O plâncton serve de alimento para grandes variedades de peixes, crustáceos, aves e outros animais marinhos, como as baleias. Existem quatro tipos de plâncton: o fitoplâncton, de carácter vegetal; o zooplâncton, de caráter animal; o bacterioplâncton, formado por bactérias, e o virioplâncton, formado por vírus. Esses quatro grupos desempenham um papel fundamental para manter a vida no Planeta equilibrada. Por exemplo, eles servem como indicadores da qualidade das águas, uma vez que são muito sensíveis a qualquer alteração naquele ambiente. Os plânctons chegam a atuar como decompositores, participando em ciclos biogeoquímicos, como do carbono, o do enxofre e o do nitrogênio. Porém, o mais importante é que o fitoplâncton produz mais de 50% do oxigênio presente na Terra, resultado do processo de fotossíntese que os micro-organismos realizam para existir.

2. Os cupinzeiros são verdadeiras “ilhas de fertilidade”

Uma das coisas que mais surpreendem na savana africana é o tamanho dos cupinzeiros. Dentro de cada um deles, vivem milhões daqueles insetos, capazes de cavar túneis complexos sob a terra. Estudiosos já verificaram que existe uma correlação entre esses cupinzeiros e o desenvolvimento da vida naquele tipo de ecossistema. Os túneis cavados pelos cupins ajudam a aumentar os nutrientes no solo e a escoar a água.

Uma pesquisa indicou que áreas com muitos ninhos de cupim funcionam como “ilhas de fertilidade”. Ou seja, nelas há uma maior concentração de plantas e animais. Perto desses pequenos montes, as plantas crescem mais rapidamente, herbívoros e animais predadores são mais abundantes e até o índice de reprodução sobe. Sem os cupins, a paisagem e a vida na savana não seriam as mesmas.

3. Morcegos ajudam no controle de pragas e favorecem o crescimento das plantas

Os morcegos, infelizmente, ainda não são vistos com muita simpatia por causa de histórias como as do Drácula. Mas o fato é que existem mais de mil espécies desses animais vivendo no Planeta. E muitos deles são essenciais para a biodiversidade, em diferentes aspectos.

Alguns desses pequenos animais se alimentam de frutas, assumindo o importante papel de espalhadores de sementes. Aliás, chega a cerca de 500 o número de espécies de flores que dependem dos morcegos para se reproduzir. Aqueles que se alimentam de anfíbios, pequenos mamíferos e insetos ajudam a controlar as pragas que afetam plantações e que chegam a colocar em risco a saúde — como o mosquito causador da dengue, por exemplo.

4. Rãs são essenciais dentro da cadeia alimentar

Grandes populações de rãs são sinal de equilíbrio biológico. Isso porque esses pequenos anfíbios são verdadeiramente importantes dentro do ecossistema. Elas são criaturas com um papel crucial na cadeia alimentar, servindo de comida para outros bichos. Sua alimentação à base de insetos faz com que as rãs ajudem no controle de pragas prejudiciais à agricultura. Até mesmo os girinos ajudam a filtrar a água, tornando-a mais potável. Como se fosse pouco, rãs também têm a capacidade de combater certas doenças. Tanto é que as toxinas presentes em algumas espécies do anfíbio vêm sendo pesquisadas com vistas à criação de diferentes produtos com fins terapêuticos.

5. Baleias, peixes e vertebrados marinhos influenciam nas causas das mudanças climáticas

A imensa quantidade de seres que vivem nos oceanos (coisa da ordem de bilhões ou trilhões de animais) é fundamental para estabilizar o clima. Eles são responsáveis por absorver até 30% do dióxido de carbono (CO2) presente na atmosfera, evitando a acidificação das águas. Citemos as baleias de grandes proporções, como a azul, a franca e a jubarte. Esses animais acumulam níveis gigantes de dióxido em seus corpos. Quando a baleia tem uma morte natural, seu corpo afunda, levando consigo o gás, que fica armazenado ali por muitos anos. Um grupo saudável de baleias é capaz de absorver quantidades consideráveis de gases causadores do efeito estufa, e isso tem o potencial de combater as mudanças climáticas.

6. As minhocas melhoram a fertilidade do solo

À primeira vista, as minhocas podem parecer não ter muita utilidade. Mas as coisas não são bem assim. A presença delas deixa o solo mais propício para o crescimento das plantas. Esses animais conseguem penetrar muito profundamente na terra, e isso deixa o solo mais aerado, solto e cheio de nutrientes, perfeitamente apto para o cultivo. Em áreas em que são mais abundantes, elas conseguem processar até 250 toneladas de terra por hectare a cada ano. Seu impressionante trabalho subterrâneo afeta as propriedades biológicas, químicas e físicas do solo, modificando sua estrutura e acelerando a decomposição e o reaproveitamento de nutrientes. Logo, podemos afirmar: onde tem minhoca tem vida vegetal saudável.

7. Os primatas promovem a regeneração das matas

Existem, atualmente, 504 espécies de primatas distribuídas em todos os continentes. Há desde aqueles bem pequenos, pesando apenas 30 gramas, a exemplo dos lêmures de Madagascar, até os grandões de 200 quilos, como os gorilas. Os macacos contribuem para a biodiversidade e a regeneração das matas, mantendo a saúde do ecossistema. Dependendo da alimentação, os primatas ajudam a polinizar as flores e a espalhar sementes que, no futuro, se tornarão árvores e arbustos. Esses, por sua vez, atuam na absorção do carbono, diminuindo os efeitos das mudanças climáticas.

8. As aves são indicadoras da saúde do ecossistema

Não é possível imaginar um mundo sem aves. Elas garantem beleza e alegria ao ambiente, mas vão muito além disso. Os pássaros são vitais para a ecologia. Por exemplo, eles atuam espalhando sementes, ajudando no crescimento das plantas e podem até mesmo transformar toda uma paisagem. Algumas espécies, como os beija-flores, são polinizadoras. Já outras, como garças e cegonhas, distribuem ovos dos peixes que ficam grudados em suas longas patas, colaborando para a reprodução no ambiente aquático em que se alimentam. Há ainda aves que ajudam no controle de pragas, pois têm dieta à base de insetos prejudiciais para o ser humano ou de carne em decomposição. A presença de aves indica a saúde do ecossistema ao seu redor.

9. Borboletas são importantes polinizadoras

As borboletas são fundamentais para a reprodução das plantas e, consequentemente, para a agricultura, tendo em vista que são importantes polinizadoras. Aliás, certas flores só podem ser polinizadas por uma determinada espécie desse inseto. Quando existem muitas borboletas, pode apostar que há no local uma saudável população de outros animais que se alimentam de suas larvas. Por isso, a presença dessas criaturas permite ao ser humano analisar em que medida as mudanças climáticas causam impacto no Planeta.

10. Cogumelos ajudam a enriquecer o solo, favorecendo o crescimento das plantas

Há cogumelos venenosos, alucinógenos e também comestíveis. Na verdade, independentemente do tipo, os cogumelos são essenciais à vida, pois a presença deles garante a saúde de determinada população vegetal. Sua principal função é decompor matéria orgânica, liberando substâncias nutritivas que enriquecem o solo, aproveitado por outros seres vivos. Acredita-se que 80% das plantas vasculares (as chamadas traqueófitas) dependam dos cogumelos. Sem eles, muitos vegetais não conseguiriam enfrentar as intempéries climáticas, sucumbindo às secas e aos ataques de insetos ou bactérias. Certos tipos de insetos, como os cupins (que, como mostramos, também são vitais para o ecossistema), precisam dos cogumelos para obter comida. E, em outros casos, cogumelos são úteis para controlar pragas provocadas por insetos prejudiciais ao ser humano.

11. Os carrapatos ajudam a controlar a população de outros animais

Dificilmente alguém pensaria nos carrapatos como criaturas benéficas no Meio Ambiente. Afinal, eles costumam ser vistos como uma praga a ser erradicada. Entretanto, esses seres minúsculos têm um papel para lá de importante na natureza, servido de alimento para diversas espécies de aves, anfíbios e répteis. A presença dos carrapatos é útil também para indicar a saúde de um ecossistema, pois um aumento no número desses aracnídeos equivale a uma diminuição na quantidade de predadores de animais pequenos.

Como você costuma agir para cuidar do Meio Ambiente? Qual seu animal preferido, e como você acha que ele atua para manter o equilíbrio do ecossistema? Comente!

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