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10+ Animais que estão deixando a lista de perigo de extinção

Os recursos naturais do Planeta Terra são finitos e, nesse caminho de erros e acertos, muitos animais correm o risco de serem extintos. Alguns até já foram considerados abolidos do seu habitat natural, mas por sorte reapareceram no fenômeno conhecido como Taxon Lazarus. A boa notícia é que hoje existem informações importantes sobre como lidar com a perda da biodiversidade, presentes, por exemplo, no inventário mais completo sobre o estado de conservação das espécies, chamado de Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) das espécies ameaçadas, ou Lista Vermelha da IUCN, responsável por indicar o risco de extinção em categorias e informar quais animais e plantas estão se restabelecendo.

Incrível.club deseja compartilhar com você, leitor, uma lista dos animais que estão saindo do perigo de extinção para inspirar a todos a continuarem cuidando do meio ambiente, tornando assim esse mundo melhor. Boa leitura!

1. Morcego de nariz comprido

morcego de nariz comprido, também conhecido como bastão menor do nariz comprido, é um dos principais polinizadores de várias espécies de agaves (vegetação de plantas suculentas), de onde são extraídos o mezcal e a tequila. Além disso, ele cumpre funções biológicas fundamentais para a saúde do ecossistema em que vive. Apesar da sua importância, esse incrível animal foi classificado como ameaçado de extinção até que, em 2013, deixou a lista das espécies em risco, tornando-se o primeiro mamífero do México a obter esse feito.

Esses resultados positivos só foram obtidos após um esforço conjunto de cientistas, comunidades e entidades governamentais. As práticas sustentáveis, como deixar os agaves azuis florescerem nos campos, foram fundamentais, assim como rotular o morcego como amigável (bat-friendly).

Rodrigo Medellín, conhecido como “O Batman do México”, está envolvido desde o início nesse projeto e comentou que “os mamíferos voadores prestam serviços ecossistêmicos vitais, como a polinização, a dispersão de sementes e o controle de pragas”. Além disso, esse animal é essencial para restaurar a diversidade genética dos agaves, recentemente afetada.

2. Cavalo-de-Przewalski

Considerado o último cavalo selvagem, esse incrível equino voltou a ser visto em seu habitat natural!

Por incrível que pareça, todos os cavalos-de-Przewalski vivos atualmente descendem de um pequeno número de cavalos capturados no início do século XX e mantidos em zoológicos. Essa espécie chegou a ser declarada extinta de seu habitat selvagem em 1969. Mas, felizmente, em 1992, 16 cavalos foram reintroduzidos à vida selvagem na Mongólia Central, em uma área que mais tarde foi designada como Parque Nacional Hustai, onde continuam a cavalgar livremente.

Em 2011, a população mundial dos cavalos-de-Przewalski já contava com cerca de 1.400, dos quais 250 estavam em liberdade. Desde então, a espécie continua aumentando. Na última avaliação, realizada em 2008, foram contabilizados quase 2 mil cavalos-de-Przewalski vivos.

3. Baleia-jubarte

As baleias-jubarte são animais marinhos que vagam pelo mundo e fazem as migrações mais longas do que qualquer outro mamífero na Terra. Em 1988, esse maravilhoso animal enfrentou as consequências da pesca excessiva, levando-o a ser classificado como uma espécie em perigo de extinção.

Mas, como resultado dos esforços internacionais para proteger e conservar a espécie, a maioria das populações foi recuperada. A proibição da caça comercial de baleias, ainda em vigor pela Comissão Internacional da Baleia de 1982, foi decisiva para a recuperação das baleias-jubarte. “Uma verdadeira história de sucesso ecológico”, disse Eileen Sobeck, membro da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos EUA, que, em 2016, finalmente propôs retirar a espécie do status de perigo de extinção em que se encontrava.

4. Águia-careca

Na década de 1970, os resíduos agroquímicos presentes nos peixes dos quais a águia-careca se alimentava, bem como sua caça indiscriminada, provocaram uma diminuição significativa da população desse animal, a ponto de ser classificada como uma espécie em perigo de extinção nos Estados Unidos, onde é considerada um símbolo nacional.

Após a execução de um plano de recuperação, foram alcançados os objetivos de aumentar a espécie e expandir o número de territórios ocupados. Em 1996, entrou na categoria de menor preocupação e, em 2007, foi finalmente removida da lista de espécies em perigo de extinção, mas foi mantida por lei a proteção das espécies e dos seus ninhos.

5. Urso panda-gigante

urso panda-gigante é um animal curioso, mas solitário, que, sem dúvida, conseguiu carregar a bandeira da conservação. Deixou de ser catalogado como uma espécie rara na década de 1980, quando houve um aumento no número de indivíduos na natureza, após anos de declínio.

Em 2016 anunciaram que os pandas-gigantes tinham passado do status “em perigo” para “vulnerável”, após um crescimento populacional de quase 17%. A proteção desses grandes mamíferos é uma ótima notícia para as florestas em geral e também para outras espécies, como o macaco-dourado-de-nariz-achatado, o takin e o íbis-de-crista. Isso porque, para garantir a conservação do panda-gigante, é preciso proteger não só o meio ambiente, como as espécies que vivem nele.

6. Órix-da-arábia

órix-da-arábia, um belo antílope preparado para viver no deserto, também quase foi extinto da Península Arábica e do deserto do Sinai.

A boa notícia é que, desde 2011, a população desse animal se estabilizou, atualmente sendo uma espécie classificada como “vulnerável”. Trata-se de uma grande conquista, pois, de acordo com a Lista Vermelha da IUCN, entre 1986 e 2008 a espécie estava em perigo de extinção.

Os programas voltados para a reprodução e reintrodução da espécie em cativeiro desde 2007 têm sido bem-sucedidos. O objetivo era recuperar a faixa histórica de distribuição do órix-da-arábia e criar uma população autossuficiente em seu habitat natural. Segundo os relatórios mais recentes, existem aproximadamente 1.220 órix selvagens na península Arábica, dessa forma, a espécie está prestes a deixar a classificação de “vulnerável” para “quase ameaçada”.

7. Gallirallus owstoni

Gallirallus owstoni é uma ave que não voa, endêmica da ilha de Guam, localizada no Oeste do Oceano Pacífico.

Até o momento, é a segunda ave da história a se recuperar, após ser considerada extinta da vida selvagem. A redução dessa espécie ocorreu após a Segunda Guerra Mundial, como consequência da introdução acidental de um tipo de cobra arbórea, que, em 1987, havia erradicado a ave de seu habitat natural.

Após mais de 35 anos de muito aprendizado compartilhado entre zoológicos e um grupo de pessoas envolvidas na criação dessa espécie em cativeiro, houve a sua liberação na natureza com sucesso, embora ainda seja necessário um manejo ativo, para garantir a preservação do animal.

8. Lagarto de crista

O lagarto de crista é uma das duas espécies incluídas no fenômeno chamado Taxon Lazarus, ou seja, reapareceu em 1994 no arquipélago francês da Nova Caledônia, um século após ter sido considerado extinto. Pouco se sabe sobre esse réptil e, desde o seu reaparecimento, foi classificado como uma espécie “vulnerável”, sendo comum vê-lo criado como animal de estimação.

Atualmente está protegido pela Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (CITES), conhecida como Convenção de Washington.

9. Peixe-boi-marinho

Outro animal marinho que está conseguindo se recuperar é o peixe-boi-marinho, também conhecido como manati das Índias Ocidentais, que passou da classificação “perigo de extinção” para “espécie ameaçada”.

notícia foi divulgada pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos (FWS) em 2017, considerando a área conhecida como Índias Ocidentais, que abrange o sudeste dos Estados Unidos, de Porto Rico, do México, da América Central, do Norte e do Sul e das Grandes e Pequenas Antilhas.

Embora ainda esteja ameaçado, essa conquista importante significa que a população desse mamífero marinho está aumentando e também que o seu habitat natural melhorou. Portanto, esforços e colaborações em relação à conservação dessa espécie estão funcionando.

10. Gorila-das-montanhas

Gorila-das-montanhas é uma subespécie de gorila que vive no chamado maciço de Virunga, na África Central, que abrange três países e quatro parques nacionais.

Apesar das ameaças enfrentadas, a população dessa subespécie também tem aumentado. Em 2008, estimou-se que havia uma população de 680 indivíduos, enquanto em 2018 houve um aumento para mais de 1.000, o maior número registrado para a subespécie. Como resultado, o animal passou de perigo crítico” para “perigo de extinção”.

Bônus: Tigre-indiano

Na Índia é possível encontrar 70% dos tigres selvagens do mundo. Portanto, mesmo que esse felino não tenha alterado o seu estado atual de conservação, que o classifica como espécie ameaçada de extinção, o censo mais recente realizado no país em 2018 indicou que a sua população se encontra estável ou está em crescimento, o que representa um avanço e esperança para a espécie.

Você conhece outros animais que se recuperaram do perigo de extinção? Gostaria que fizéssemos um segundo post com novas espécies? Deixe sua opinião e suas dicas nos comentários.

Imagem de capa Kaz/1722 / Pixabay